STEPHEN HAWKING - UM EXEMPLO DE SUPERAÇÃO

 

Stephen William Hawking (1942 - 2018) físico teórico e cosmólogo britânico, reconhecido internacionalmente por sua contribuição à ciência, sendo um dos mais renomados cientistas do século. Doutor em cosmologia, foi professor lucasiano emérito na Universidade de Cambridge, um posto que foi ocupado por Isaac Newton, Paul Dirac e Charles Babbage. Foi, pouco antes de falecer, diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica e o fundador do Centro de Cosmologia Teórica da Universidade de Cambridge.

Seus trabalhos científicos incluem um teorema sobre a singularidade gravitacional no âmbito da relatividade geral e a previsão teórica de que os buracos negros emitem radiação. Hawking foi o primeiro cientista a estabelecer uma teoria da cosmologia explicada pela união da teoria geral da relatividade e da mecânica quântica. Ele foi um defensor fervoroso da interpretação de muitos mundos na mecânica quântica. Alcançou sucesso comercial com vários trabalhos nos quais ele discute suas próprias teorias e cosmologia em geral. Seu livro “Uma Breve História do Tempo” permaneceu na lista dos mais vendidos no The Sunday Times durante 237 semanas. Em 2002, Hawking ficou em 25º lugar na pesquisa da BBC sobre os 100 Maiores Britânicos de todos os tempos. Em 1963, foi diagnosticado com uma forma de início precoce da doença neuronal motora; também conhecida como esclerose lateral amiotrófica ou doença de Lou Gehrig, que o paralisou gradualmente ao longo das décadas. Mesmo após a perda de sua capacidade de falar, ele ainda era capaz de se comunicar por meio de um dispositivo gerador de fala, inicialmente através do uso de um interruptor de mão e, mais tarde, usando um único músculo da bochecha.

A doença.

A enfermidade neurodegenerativa paralisante é uma doença rara que “normalmente” acomete pessoas entre 50 a 65 anos a cada dois casos dos 100.000 casos registrados por ano. Porém, Stephen Hawking, foi diagnosticado com essa rara doença aos 21 anos de idade. Esta doença é integrante de um grupo de neuropatias motoras que provoca a degeneração física progressiva. Os vitimados perdem totalmente o controle dos músculos do corpo. No caso de Stephen Hawking, apenas era possível movimentar um único músculo de seu corpo, ou seja, o de sua bochecha.   

Os sintomas verificados começam pela perda da capacidade de movimentar braços e pernas. Quando a paralisia avança, atinge os movimentos do diafragma e parede torácica, assim o paciente, perde totalmente a capacidade de respirar e passa a utilizar aparelhos para desempenhar tal função do corpo humano.

Stephen passou grande parte de sua vida com sua movimentação completamente comprometida. Mas, apesar de muito jovem, a doença neurológica não conseguiu vencer seu cérebro, mantendo sua capacidade intelectual perfeita.

O grupo de médicos que descobriram a enfermidade que paralisava o corpo do ainda jovem cientistas, diagnosticaram que seu futuro não duraria mais do que dois ou três anos. Porém, Stephen Hawking não viera ao mundo para ser comum e para o bem do mundo cientifico, ele viveu 76 anos, dedicando-se mais da metade de sua vida a sua brilhante e destacada carreira.

Por conta da doença degenerativa, que não tinha cura, em 1985, após ter contraído uma pneumonia, foi submetido a uma traqueostomia que o levou ao uso de um sintetizador de voz para se comunicar. Apesar de tudo que a doença havia causado a este homem, Stephen não se deu por vencido e viveu uma vida normal casando-se pela primeira vez em julho de 1965 com Jane Hawking, separando-se em 1991. Em setembro de 1995, casou-se com sua enfermeira Elaine Mason divorciando-se em 2006. Os dois casamentos lhe renderam três filhos e três netos. Stephen seguiu, numa aparente vida normal, combinando seus trabalhos de investigação e pesquisas em física teórica, suas várias viagens e conferências com o convívio familiar.

Com o avanço da doença, ele perde totalmente o movimento dos braços e pernas, assim como do resto da musculatura voluntária, incluindo a força para manter a cabeça erguida, de modo que sua mobilidade era praticamente nula. Em 2009, perderia também o controle do músculo da bochecha que o permitia a utilização da cadeira de rodas elétrica. Grupos de cientistas estudavam formas de evitar que Hawking sofresse de síndrome do encarceramento e estes cogitam traduzir os pensamentos e expressões de Hawking em fala. Para o intuito, tais cientistas contaram com o apoio da Intel que desenvolveu um aparelho para rastrear os movimentos dos olhos do físico e traduzir em palavras. Porém, o cientista não se adapta e prefere optar pelo interruptor na bochecha por achar mais fácil e menos cansativo.,

Seus Prêmios, títulos, medalhas e homenagens

1975 - Medalha Eddington

1976 - Medalha Hughes

1979 - Medalha Albert Einstein

1982 - Ordem do Império Britânico (Comandante)

1985 - Medalha de Ouro da Royal Astronomical Society

1986 - Membro da Pontifícia Academia das Ciências

1988 - Prêmio em Física da Fundação Wolf

1989 - Prêmio "Príncipe das Astúrias" da Concórdia (contribuição à paz, entendimento, etc.)

1989 - Título de "Companheiro de Honra", da Rainha Elizabeth II

1999 - Prêmio "Julius Edgar Lilienfeld" da Sociedade Americana de Física

2003 - Prêmio "Michelson Morley" da Case Western Reserve University

2006 - Medalha Copley da Royal Society

2009 - Medalha Presidencial da Liberdade

2013 - Fundamental Physics Prize

2016 - Professor Honorário do Instituto de Astrofísica das Canárias

Stephen Hawking morreu na sua casa em Cambridge em 14 de março de 2018, aos 76 anos, devido a complicações da sua doença degenerativa.

Este é um simples resumo da vida de um homem que não se deixou abater em nenhum momento de sua castigada vida, principalmente, após o diagnóstico positivo da esclerose lateral amiotrófica.  

STEPHEN HAWKING - UM EXEMPLO DE SUPERAÇÃO 


Fonte: Wikipédia


Pesquisa e composição de texto

Renato Galvão

(Artista Plástico, escritor e "duble de Colunista")

 

     

 

 

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