VIDA SOB ESCOMBROS - O LIVRO QUE TERESÓPOLIS DEVERIA LER

 

“A ideia de escrever Vida sob escombros, nasceu da necessidade de exprimir a triste vivência da tragédia natural que acometeu a região serrana fluminense, em janeiro de 2011, mais especificamente, a cidade de Teresópolis. Essa foi a maior catástrofe natural ocorrida no Brasil, e toda a região foi duramente atingida. O livro conta a história de uma família autoral, que vivencia a tragédia e seus desdobramentos, e tenta levar ao leitor alguns cenários importantes de tudo o que aconteceu durante aqueles dias, com detalhes de quem pôde observar os acontecimentos pessoalmente. Os pais desta família, Eduardo e Carla, nasceram e cresceram na cidade de Teresópolis. O destino que os havia afastado na puberdade, por motivo do emprego do pai de Carla, uniu-os em um reencontro que resultou em seu matrimônio e os fez pais da amável Sophia. Na noite em que ela completaria dez anos, no dia 11 de janeiro de 2011, seus pais lhe proporcionaram uma festa em sua casa, no bairro do Campo Grande, e com suas economias compraram-lhe um anel solitário para presenteá-la. Ocorreu que, naquela madrugada, ninguém poderia prever que todo o pandemônio aconteceria, e a família acabaria sofrendo um grande golpe do destino. Eles vivenciaram máculas muito graves quando atingidos pela tragédia, e nem tinham consciência de que a vida ainda iria machucá-los muito mais. Após todo o sofrimento físico, Eduardo passa a lutar por sua sobrevivência, sem saber o que de fato havia acontecido consigo e com sua família. Resgatado, ele reencontra a madrinha de Sophia, Marta, que passa a dividir com ele suas angústias e a se dedicar a encontrar sua esposa, sua filha e Gominha, a cadelinha e inseparável amiga de Sophia. Em meio a sua tristeza, descobre outras condições iguais ou ainda piores que a sua, mas percebe também que a vida o aproximou de pessoas muito importantes, que praticavam a filantropia e o amor ao próximo. Marta descobre que sua casa e seu coração têm espaço para reunir os cacos desta família, destroçada pela força impiedosa da natureza, e que sem eles não mais saberia viver. É entregue a Eduardo o anel que Carla e ele haviam dado de presente a Sophia, alimentando a esperança de reencontrar sua amada família. A saga da busca passa a ser, também, de sua recuperação. Eduardo tinha pela frente o desafio de curar suas feridas e seguir adiante, recolhendo os pedaços que lhe sobraram.” 

Com esta apresentação, o Escritor Gustavo Lucena de Melo, expõe o enredo de sua obra. Baseado em fatos reais, o autor criou personagens fictícios para contar a história/romance da maior catástrofe registrada na cidade serrana de Teresópolis e de todo o Brasil.

 

Gustavo Lucena de Melo é um escritor fluminense, nascido em Niterói, criado entre o subúrbio carioca e a serra teresopolitana. E reside desde sua tenra idade na cidade que lhe tomou o coração, a cidade de Teresa, como também é conhecida.Em Teresópolis Gustavo se criou e por influência, principalmente da mãe e do padrasto, se descobriu um consumidor de livros. E por esse amor a literatura, hoje redescobriu seu lado poeta. Coordena o GT (grupo de trabalho) do Fórum de cultura de Teresópolis "Palavra em ação", é integrante do grupo de artistas idealizadores, criadores e mantenedores do "Jornal Alecrim" onde vem fazendo, periodicamente, o seu editorial.

 

Qual a importância desta obra? 

A tragédia ocorrida em 2011 no bairro do Campo Grande, pode ocorrer novamente num futuro próximo, principalmente pelo grande aumento populacional instalado em áreas de risco. E se nenhuma medida for tomada pelos poderes públicos de nossa cidade, criando medidas e tomando ações para organizar, adequar e disponibilizar moradias populares em áreas próximas sem risco, poderemos amargar novamente uma anunciada tragédia como acontecido em 2011 e talvez, que Deus nos livre, de maior proporção.

Porque esta possibilidade? 

Problemas Ambientais: 

Alguns dos principais problemas ambientais que a cidade sofre são as enchentes, que no período chuvoso provocam alagamentos nas áreas mais baixas e populosas, e os deslizamentos de terra nos morros e encostas. As causas destes problemas muitas vezes são as construções de residências em encostas de morros e áreas de risco, além do lixo e do esgoto despejado nos rios. Teresópolis não possui estação de tratamento de águas residuais, dessa forma o esgoto produzido na cidade é liberado diretamente para os cursos hídricos que cortam o perímetro urbano e, posteriormente, para o Rio Paquequer. As queimadas florestais destroem a mata nativa, comprometendo a qualidade do solo e prejudicando ainda a qualidade do ar, ocorrendo com mais frequência no verão. A Serra dos Cavalos é um ponto que sofre muito com as queimadas, que geralmente comprometem grande parte do seu solo.

 Demografia:

A população do município em 2010, de acordo com o IBGE, era de 163 746 habitantes, sendo o décimo nono município mais populoso do estado, apresentando uma densidade populacional de 212,49 habitantes por km². sendo que 89,3% da população vive na zona urbana e 10,7% vive na zona rural. Ainda em 2010, Teresópolis possuía cerca de 118 944 eleitores. A população do município está em crescimento gradual. Em quatro anos, entre 2010 e 2014 (em 2016 já contávamos 174 587 habitantes), a população aumentou em cerca de oito mil habitantes. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de Teresópolis é considerado alto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Seu valor é de 0,790, sendo o 23° maior de todo estado do Rio de Janeiro (em 92 municípios).

 Pobreza e desigualdade:

Em 2010, 91,6% da população vivia acima da linha de pobreza, 5,5% encontrava-se na linha da pobreza e 2,9% estava abaixo. A participação dos 20% da população mais rica da cidade no rendimento total municipal era de 64,9%, ou seja, 20 vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 3,2%. Também em 2010, 25,6% da população vivia em favelas, aproximadamente 41 mil habitantes, sendo a segunda maior parcela de habitantes vivendo em aglomerados subnormais dentre os municípios fluminenses, sendo superado apenas por Angra dos Reis (35,5%). O crescimento desordenado da cidade como um todo gerou um grande pico de construções de padrão regular, e aumentou o conceito de favelização. Entre 2000 e 2007, a cidade experimentou algumas novas dinâmicas de ocupação de espaços. Algumas regiões, entre elas os bairros Soberbo, Cascata Guarani, Quinta Lebrão e Tijuca experimentaram forte aumento de habitantes, com crescimento acima de 20%.

Vida Sob Escombros é um alerta, um aviso, um presságio do que está por vir se não tomarmos providencias e se não nos conscientizarmos dos maus tratos que estamos dando a nossa cidade nos últimos 20 ou 30 anos.

Não se trata de um livro político ou de protesto. É um romance trágico que descreve a catástrofe que destruiu uma família pobre e comum. Pobre e comum como todas as famílias destruídas pelos acontecimentos catastróficos provocados por uma natureza cansada, sobrecarregada e maltratado por muitos e longos anos.

Um portal anunciando “A Cidade da Luz” pode não existir no futuro. Neste portal, poderá estar anunciando o número de vítimas de uma próxima e anunciada catástrofe.

 

VIDA SOB ESCOMBROS - O LIVRO QUE TERESÓPOLIS DEVERIA LER...

 Fonte: Wikipédia

Pesquisa e textos: 


Renato Galvão  

Artista Plástico, Escritor 

e "Dublê de Colunista"                                                                                               

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