“ENCONTRADA A CARA DE DEUS”

 

Yosef Garfinkel nasceu em 1956 em Haifa, Israel. Atual curador do museu de Cultura Yarmukian do Kibutz Sha'ar HaGolan. Especialista na era proto-histórica do Oriente Próximo, onde estabeleceu-se as primeiras comunidades de aldeias do mundo, iniciando a agricultura. Escavou muitos locais neolíticos e calcolíticos, como por exemplo, Gesher, Yiftahel, Ashkelon neolítico, Sha'ar HaGolan, Tel 'Ali e Tel Tsaf. Escritor com doze livros publicados e contando com mais de uma centena de artigos sobre arquitetura antiga, agricultura, fontes de água, cerâmica, arte, religião e dança.

Ele começou a realizar escavações na cidade fortificada de Khirbet Qeiyafa em 2007, um sitio arqueológico do século 10 a.c. Época em que viveu o rei Davi citado na Bíblia. Encontrou Inscrições em 2008 em fragmentos de cerâmica que podem ser o início do alfabeto proto/ fenício. Esta inscrição é, provavelmente, a mais antiga inscrição hebraica já encontrada. Mas, ainda não se bateu o martelo da confirmação do achado. Confirmado ou não, os louros da descoberta pertencem ao referido arqueólogo. Informações recentes dão conta de que Yosef Garfinkel está cavando sítio de Tel Lachish, interessado em descobrir fortificações da era do ferro.   

Recentemente, o polêmico arqueólogo, que ostenta o atual título de chefe do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, jura de pé junto que encontrou o que ele chama de “A CARA DE DEUS” examinando artefatos com cerca de três mil anos de idade. Porém, uma galera composta por vários arqueólogos, estão céticos quanto a alegação de Yosef Garfinkel, considerando-a arrojada, carente de investigações e estudos antes de lardear tal descoberta.

Mas o cara não tá nem aí para os colegas céticos e segue seu trabalho informando que seus artefatos estão sendo estudados por sua equipe nos três sítios diferentes localizados no território do antigo Reino de Judá. E acrescenta que as esculturas representam imagens visíveis de um tetragrama onde as letras Y-H-W-H estão gravadas ou foram escritas com tinta, deixando claro a leitura do nome YAHWEH, nome sagrado de Deus, segundo as tradições judaica. Assim, o arqueólogo acredita que os artefatos, seriam representações da figura de Deus. Mesmo acusado de sensacionalismo, suas descobertas foram motivo de matéria na importante revista científica Biblical Archaeology Review.

Diz Yosef Garfinkel: “Quando descobrimos a primeira estatueta em Kirbhet Qeiyafa, em 2010, não havia paralelos a ela. Apenas dois anos depois foram encontradas duas cabeças semelhantes em Tel Moza. Quando vi como essas três cabeças eram semelhantes, comecei a procurar mais itens e encontrei dois objetos semelhantes na Coleção Moshe Dayan no Museu de Israel”.    

Estatuetas de cavalos foram descobertas juntamente com as estatuetas de cabeças no sítio de Tel Moza. Garfinkel, então, recorreu aos escritos da Bíblia Hebraica e constatou que nesta bíblia, algumas vezes, Deus é descrito como um cavaleiro. O arqueólogo descartou que os achados poderiam ser uma alusão ou representar um rei já que a prática de representar monarquia como divindades não se aplica as tradições judaicas. 

E uma dúvida surgiu em meio a tudo isso. Qual deus estaria representado nestas estatuetas? Segundo Garfinkel, conhecemos o panteão cananeu com seus vários deuses e se tem várias estatuetas representando-os. Porém, as mesmas são extremamente diferentes das encontradas por ele e acrescenta: “Sabemos que em Judá havia um novo Deus. Se este não é o Deus de Judá, quem poderia ser?”. Ainda mais que: “Se o povo de Israel não estivesse a fazer estátuas, por que razão o texto bíblico estaria tão preocupado com o assunto?”.

A história nos informa que no território israelita em tempos idos praticava-se adoração de deuses representados por estatuas de forma generalizada. Estas adorações só tiveram seu término quando o Primeiro Templo foi completamente destruído em 587 a.c. por Nabucodonosor II.

Mas a polêmica segue e outros especialistas rejeitam categoricamente os argumentos de Garfinkel. Nesta lista encontra-se os responsáveis ou diretores das escavações em Tel Moza. Dois destes são Oded Lipschits que atualmente chefia o Instituto de Arqueologia Sonia e Marco Nadler da Universidade de Tel Aviv e Shua Kisilevitz, arqueólogo da TAU e Autoridade de Antiguidade em Israel. Recentemente comentaram as alegações e descobertas de Garfinkel juntamente com Ido Koch do TAU e de David S. Vanderhooft do Boston College, autoridades no assunto. Eles contestam as conclusões ousadas de Garfinkel e "desconsideram categoricamente todas as discussões tipológicas, tecnológicas, iconográficas e contextuais anteriores das estatuetas de Moza e do resto da região". Polemicas à parte. Garfinkel notoriamente chamou a atenção do mundo para si, ganhou fama, pois certamente sua teoria e argumentos estão rodando o mundo neste momento, independentemente de estar certo ou errado. 

Bem amigos. Enquanto Moisés permanecia no monte recebendo a Tábua dos 10 Mandamentos, cá embaixo, a falta de fé da galera tratou de criar um bezerro de ouro para adorá-lo. As estatuetas descobertas por  Yosef Gerfinkel, lembram um bezerro. O que vocês acham? É impressão minha, estou errado? Se assim o for. Acredito, naturalmente na posição de humilde observador, que estas estatuetas tem a cara de um extraterrestre (rsrs). Deixando de lado as adivinhações, é provável que retratem algum momento ou ser ou herói ou a combinação de todos ou sei lá o quê que aconteceu ou viveu em tal época. Enfim, não se trata de nosso Deus. E se alguém, no passado distante, tentou representar Deus, não foi feliz em sua obra e caiu no repreendido ato da idolatria contido na Bíblia.

 

Fonte: Wikipédia e zap

Pesquisas e Textos: 

Renato Galvão
Artista Plástico, escritor
e "duble" de Colunista

 

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