Bennu - Um asteroide a caminho da Terra

  Divulgação/Nasa

Bennu (1999 RQ36) é um asteroide descoberto pela LINEAR em 11 de setembro (de novo o 11 de setembro?) de 1999. O asteroide é missão da sonda OSIRIS-REx que foi lançada em 2016, chegando ao encontro do asteroide em 2018 e, após dois anos de estudo do astro, finalmente cumpriu sua missão, pousando por alguns segundo, numa cratera de 140 metros de largura, batizada de Nightingale (Rouxinol) em 20 de outubro de 2020, coletando amostras para um estudo aprofundado. O modulo da sonda com as amostras do solo do asteroide, está previsto chegar à Terra em setembro de 2023 enviado pela OSIRIS-REx que ficará em torno da fraca orbita de Bennu observando-o e concluindo outros estudos que serão enviados a Terra através de fotografias. A origem do nome do asteroide descoberto e estudado é a antiga ave mitológica egípcia citada em associação ao Sol, à criação e ao renascimento.

Imagem ilustrativa da chegada da sonda OSIRIS-REx ao asteroide em 2018 - Divulgação/NASA

Há grandes probabilidades de Bennu se chocar com a Terra e este está listado na Tabela de Risco Sentry (Em português: Sentinela - Programa de computador desenvolvido para analisar automaticamente os catálogos astronômicos em busca de asteroides que no futuro possam colidir com a Terra). Medindo aproximadamente 493 metros de diâmetro, não é uma ameaça a extinção da raça humana, porém, seu possível impacto, causará danos incalculáveis a região atingida como aconteceu em Tunguska quando da queda de um objeto celeste em uma região da Sibéria, no Império Russo, próxima ao rio Podkamennaya em 30 de junho de 1908 (matéria que publicaremos aqui em breve).

A observação ou monitoramento de Bennu vem sendo feito de modo extensivo pelo radar planetário do Observatório de Arecibo em Porto Rico e pelo deep Space Network (rede de antenas internacionais localizadas em Gladstone - Deserto de Mojave - California, Madri - Espanha e Camberra na Austrália). Esta rede de antenas possibilitou ao cientista Andrea Milani um estudo referente a uma série de possíveis impactos potenciais (oito destes listados) na Terra entre os anos de 2169 e 2199 e Bennu figura nesta lista.              

                                                                                                                                                                                                                                                                                                         Antena DSN em Gladstone Deep Space Communications Complex.

 

                Região de pouso de OSIRIS-REx em Bennu. Uma cratera de 140 metros de largura, batizada de Nightingale. NASA/Divulgação

 Na realidade, existe a probabilidade cumulativa de  impacto de Bennu com a Terra que depende das propriedades físicas ainda desconhecidas do asteroide, porém ficarão evidentes com as análises e estudos do material enviado por OSIRIS-REx através de seu modulo a Terra. Mas, a avaliação com precisão da probabilidade de um impacto, exigirá um modelo de forma pormenorizada do asteroide, além de observações adicionais feitas por nossos telescópios, naves e a própria observação da sonda OSIRIS-REx que continuará enviando dados. O primordial nessas análises e estudo é determinar os tipos de materiais que compõem a estrutura do asteroide e a magnitude de sua aceleração Yarkovsky (aceleração que surge de uma força extremamente fraca em um objeto devido à radiação térmica não uniforme).                                                                                                                                     

             Tunguska após a explosão, ainda no ar, de um corpo celeste 

Matérias sensacionalistas apontam Bennu como o “asteroide do fim do mundo” levando o pânico para aqueles que não possuem ou não se interessam por informações ou assuntos referentes ao nosso Sistema Solar. Existe a probabilidade de impacto? Sim, existe. Tal impacto poderá causar a extinção da humanidade? Não. É preciso entender que para destruir a nossa civilização é necessário um corpo celeste muito maior que os aproximados 493 metros de diâmetro que ostenta Bennu. Claro que qualquer colisão com um corpo celeste, com proporções de atravessar o campo magnético e a atmosfera da Terra, causará danos. Porém, como já disse antes, Bennu poderá causar danos na região de impacto, como aconteceu em Tunguska e não em toda Terra. Para vocês terem a proporção do que causaria um possível impacto e seus perigos, o asteroide que atingiu a Terra dizimando os dinossauros tinha um diâmetro aproximado de 15km. Porém, qualquer um acima de 01km de diâmetro pode promover um estrago devastador em nosso planeta.  

                                                                                                                                              Evento de impacto

A Nasa trabalha com a probabilidade de chances mínimas de Bennu daqui a aproximados 150 anos, quando então passará entre a Terra e a Lua, o asteroide altere sua rota, devido a influência dos campos magnéticos exercidos pelo nosso planeta e por seu satélite natural. Está alteração de sua rota poderá trazê-lo para bem perto da Terra onde seria atraído pelo campo magnético causando o impacto (chance mínima), ou enviado para longe de nosso planeta devido associação ou interação de campos magnéticos dos planetas e seus satélites naturais de nosso Sistema Solar (chance a maior).

 

                                                                                                  Modulo da OSIRIS-REx
Mas é claro que a Nasa não gastaria milhões de dólares para realizar uma missão que não oferecesse uma mínima chance de perigo. Está claro também que o interesse desta Agencia Espacial, é a meta de descobrir ou confirmar a teoria de que o asteroide tenha sido formado com o Big Bang ou Grande Expansão (teoria cosmológica dominante sobre o desenvolvimento inicial do Universo). É também notório que estudos e exames do material colido dará aos cientistas a confirmação de suas teorias quanto as matérias químicas e outras que o formou e que poderá ter grande semelhança ou constatação de minerais e substancias encontradas também na Terra. Ou seja, teorias, teorias e mais teorias que precisam tornarem-se confirmações científicas para esclarecer o que ocorrer ou ocorreu em nosso Sistema Solar e, consequentemente, no Universo.                                                                                

 Asteroide Bennu 1999 RQ36

Nações como EUA, Rússia, China entre outras, possuem armamentos nucleares que poderia dizimar a raça humana e destruir o planeta. Esta é, sem dúvida, a maior ameaça para nossa civilização. E acreditem, isso pode acontecer, pois vivemos em constantes conflitos. Se um louco resolver apertar um botão e disparar seus mísseis, estaremos todos correndo risco de extinção. E olha que não são apenas as chamadas grandes nações que possuem tal armamento. Outras de menor poder de influência e capital no mundo, já possuem seus armamentos nucleares ou estão em vias de concebê-los.                                       

          Um dos misseis que pode nos salvar ou destruir

Mas, o que poderia acontecer, caso um corpo celeste invada nosso espaço com grandes probabilidades de impacto e destruição de parte ou totalmente nosso planeta? Bom, primeiramente, o uso de mísseis nucleares poderia nos salvar. Desde que esta ação seja uma investida segura para quando a explosão causada entre o choque de míssil ou misseis com o possível corpo celeste que venha nos ameaçar, não nos traga consequências que seriam maiores do que o impacto com um asteroide. Digo isto porque há a possibilidade do uso de misseis carregando ogivas nucleares com potencial de destruição milhares de vezes maior do que as bombas jogadas pelos americanos em Hiroshima e Nagasaki, em caso de ameaça de um corpo celeste em rota de colisão com a Terra. Esta ação deverá ser muito bem planejada, pois não poderá acontecer “dentro do quintal” de nosso planeta. De acordo com os ventos solares, as consequências de resíduos nucleares atingiriam a Terra causando graves danos a humanidade, podendo até levá-la a extinção. Portanto, temos duas opções, usar bombas nucleares para nos salvar ou para nos destruir... definitivamente.  

             

 

 

Fonte: Wikipédia

Pesquisa e Texto
Renato Galvão
 



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