A SAGA DOS SUMÉRIOS - Antes da Terra - Episódio I

F1 - Concepção Artística Planeta Vermelho  RenGal
Eram tempos primitivos em nosso Sistema Solar, não só nosso Planeta passava por evoluções, como também, outros registravam essa adaptação necessária e universal. Eis que em torno do Sol, um Planeta gigante obedecia a uma órbita irregular alongada e diferente dos demais Planetas que formavam a Via Láctea. Um Planeta ostentando um brilho avermelhado, coloração provocada por substâncias que compunham seus rios, lagos e mares. Mas, ainda não havia vida, como a conhecemos, neste Planeta.

O Planeta Travessia (designação Suméria) ou Planeta Vermelho por longos períodos ficava envolvido pelo frio, porém, ao aproximar-se do Sol, recebia o necessário calor para proteger e criar a vida. Erupções vulcânicas alimentavam continuamente sua densa atmosfera. E ali, em suas idas e vindas orbitais, desenvolveu-se uma atmosfera que criava e mantinha todo tipo de vida. A densa atmosfera conservava o calor interno do Planeta no período de frio e o protegia dos fortes raios solares no período quente. Esse equilíbrio permitiu que o Planeta testemunhasse a criação de rios, lagos e mares. Aos poucos, foram surgindo exuberantes florestas e brotaram vidas nas águas e terras dos continentes que o formavam. Milhões e milhões de anos se preparou para engendrar uma nova espécie de vida. Assim surgiram, orientada pela evolução natural, seres inteligentes nascidos da essência do belo Planeta, a semente eterna da procriação natural.

Amanhecer - Planeta Vermelho

Entardecer - Planeta Vermelho
À medida que a população crescia foram se espalhando pelos territórios. Alguns povos passaram a cultivar terras, outros se ocuparam em pastorear animais de quatro patas, uns resolveram ocupar as montanhas e outros ocuparam os vales férteis. A vida era farta e ordeira com cada um cuidando de todos. Porém, a mente e o coração dos habitantes do Planeta Vermelho foram tomados pela cobiça, pela ganância e pela ânsia de poder de uns contra outros. 

Armas de Terror
Rivalidades nasceram, demarcações territoriais foram feitas, invasões de fronteiras aconteceram, os conflitos se acentuaram e aquele que carregava o cajado para pastorear seus animais, passou a utiliza-lo como arma. Por séculos e séculos as rivalidades se alimentavam, resultando em conflitos e mortes. Apesar de viverem em constantes guerras, a evolução não os abandonou e com o tempo logo apareceram armas de fogo e artefatos motorizados de guerra. Mais adiante, armas de fogo foram trocadas por armas poderosos, aviões cortavam o espaço despejando suas bombas e o mais terrível aconteceu, armas nucleares foram usadas em larga escala.  Clãs reuniram tribos e, em pouco tempo, duas nações foram formadas, uma dominava o Território Norte e a outra o Sul. E assim, as duas nações utilizaram suas invenções terríveis para guerrear. Lançadores de misseis, artilharia pesada, armas que provocavam grande estrondo causando vítimas e destruindo tudo. Uma guerra longa e feroz que devorava o Planeta. Um número incalculável de mortos e desaparecidos amargou tanto o Norte quanto o Sul. Territórios e vidas dizimados revelaram uma grande desolação.

Tecnologia avançadíssima
O pouco bom senso que restara, fez com que se anunciasse uma trégua, que se desse uma chance a paz. Representantes dos dois clãs se reuniram e orientados por mediadores, resolveram unir as nações, ditaram e acordaram um novo tipo de governo para ambos. E no que consistia este acordo: Os povos das duas nações deveriam escolher um representante único para todo Planeta. Apenas um trono haveria para que um escolhido fosse o soberano supremo. Porém, se este fosse do Sul, teria que escolher uma dama do Norte para juntos governarem. O mesmo seria designado caso o soberano eleito fosse da nação do Norte. A sorte no pleito decidiria quem iria governar.  O mais importante naquela decisão é que seriam extintos o Norte e o Sul como nações, os territórios não seriam mais controlados por apenas duas nações. O Planeta seria governado apenas por um rei e este deveria dividir Norte e Sul em várias nações, obedecendo e governadas por um representante indicado pelo soberano, um governo para cada nova nação. Ao rei e a rainha foram dados o direito da sucessão, ou seja, o filho primogênito do casal seria o sucessor, unindo assim definitivamente Norte ao Sul. Em meio as ruínas, iniciou-se uma nova era, onde a paz deveria ser implantada em definitivo. Mas, não foi bem assim que aconteceu. E o destino daquele povo extraterrenos, influenciaria em muito o destino da Terra.

F1 - Agade - Cidade Real - Concepção Artística

Uma vistosa e esplêndida cidade foi construída para abrigar a morada real, batizaram-na "Agade" que significava “União ou Unidade” (no idioma Sumério). Um título real foi dado ao soberano eleito, chamaram-no de An (Celestial). O novo rei decretou leis e regulamentos, iniciando seu reinado com 
braço forte, estabelecendo a ordem e o retorno do progresso em todo Planeta. Nomeou lideres ou governadores para cada nação, promoveu meios e restaurou o cultivo de alimentos por todas as terras. Construiu novas cidades, reparou canais, promoveu alimento para todos e implantou a abundância em vários territórios. An unificou seu povo, suas terras e restabeleceu a paz entre os povos.

Com a morte de An, soberano eleito pelo povo, iniciou-se uma série de reinados que aos poucos foram minando a paz implantada. Leis de sucessão confusas, decretos que traziam desigualdades dando aos homens a permissão para ter esposas e concubinas. As leis promulgadas se baseavam no número maior de mulheres no Planeta, consequências da última guerra. An reinou com sabedoria, porém, seus sucessores, trouxeram confusão e descontentamento ao povo e a própria corte que os cercavam.

O quinto a reinar foi An.Shar, casou-se e deu a sua esposa o nome de Ki.Shar. O reinado de An.Shar foi marcado por catástrofes ambientais. Os campos reduziram colheitas perdendo a abundância de frutos e cereais. A cada órbita do Planeta, o calor aumentava, as terras distantes se tornaram mais frias, temperaturas zeradas em muitas delas e outras tantas mudanças negativas foram observadas. O rei, reuniu seus súditos sábios cobrando-lhes estudos e resultados para entender-se o que acontecia com o Planeta Vermelho. Tempos depois, descobriu-se que na densa atmosfera que protegia o Planeta surgira uma brecha, um buraco, prováveis consequências do uso de armas nucleares, mas se "tapava o Sol com a peneira", apontando a diminuição de erupções vulcânicas como causadora do mal descoberto. O ar passara a ser mais tênue, o chamado escudo natural e protetor do Planeta havia diminuído. O reinado de An.Shar terminou com pestes nos campos dizimando as plantações e agravando mais a situação do Planeta.

O filho de An.Shar e Ki.Shar subiu ao trono, seu nome era En.Shar, o sexto rei de uma incompetente dinastia.

Cidade Modelo - Reprodução
O papel principal de En.Shar foi nomear os Planetas que compunham a Via Láctea com os nomes dos antepassados casais da realeza(?) e tentar descobrir na observação dos Planetas através de telescópios e naves espaciais (os chamados carros celestiais pelos Sumérios) as  possíveis causas ou curas para a atmosfera doente de seu Planeta. O que poderia trazer soluções, revelou-se em achados surpreendentes e descobrimentos confusos. Enquanto isso, a cada órbita completada, a atmosfera aumentava o seu buraco ou brecha. An.Shar deixou o trono amargando a extinção das chuvas, ventos fortes e quentes, nascentes secas, pestes, doenças que tiraram das mulheres a dádiva de amamentar e outros tantos males.

O próximo na sucessão foi Du.Uru, filho de An.Shar com uma concubina. O rei escolheu para sua esposa não uma descendente real e sim sua namorada de infância comum do povo. “Ai o bicho pegou!”. A corte subalterna se revoltou, houve calorosas discursos, protestos e desavenças. Du.Uru pois fim definitivamente na chamada sucessão pelo sangue e semente e inaugurou uma nova era. Enquanto se discutia a atitude no novo rei, o sofrimento do povo crescia, o que se colhia a duras penas nos campos cessou definitivamente. Os males provocados pelo buraco na atmosfera parecia ter causado infertilidade no casal real. Sem poder ter filhos e querendo deixar um herdeiro para trono a quaisquer custos ou

Monumentos Ousados aos Reis - Reprodução
consequências, Du.Uru adota um menino que encontrou vagando pelos portões do palácio e imediatamente nomeia-o herdeiro legal. Mais confusões, discussões acaloradas e protestos se juntaram ao caos.

Esse menino cresceu e batizado com o nome de Lahma (ironicamente seu nome significava Aridez) ocupou o trono deixado pelo seu pai adotivo. Ao tomar posse, os sábios sugeriram-lhe o uso de um metal chamado ouro para pulverizar a atmosfera do Planeta na tentativa de sarar ou fechar a imensa brecha que a cada dia se fazia maior. Segundo os sábios cientistas, o ouro deveria ser moído até virar um pó finíssimo, elevado aos céus por naves, este pó ficaria suspenso e com reabastecimento do referido pó, a fenda na atmosfera se fecharia, proporcionando uma proteção mais eficiente, podendo até sanar o problema.

Um impasse com a solução apresentada pelos cientistas se criou. Não havia ouro no Planeta Vermelho! Várias outras sugestões foram defendidas calorosamente na corte: Que se construa naves espaciais! Que a frota parta e retorne com o metal para salvar o Planeta! Que se utilize Armas de Terror! Ataquem os vulcões! Acabem com suas letargias! Que as erupções forçadas pelas armas de terror salvem nosso Planeta! Energicamente, cada um defendia sua tese. Das naves que partiram em busca do metal precioso e salvador, poucas voltaram. Algumas sucumbiram tentando pousar em Planetas na Via Láctea e outras, o desespero levou seus pilotos a tentarem atravessar o "Bracelete Martelado" (Cinturão de Asteroides), naturalmente, o resultado foi a morte.    

Cidades Futuristas - Modelo -Reprodução
Lahma era um rei fraco, sem poder de decisão. Ele se perdia em meio a toda aquela confusão. Não ouvia seus conselheiros, preferia ouvir sua esposa que nada podia acrescentar ao marido nas questões do reino. Enquanto isso nos campos a situação se agravava, a atmosfera não fora curada pelas forçadas erupções causadas pelas armas atômicas. Muito pelo contrário, o uso de tais armas, agravava mais a situação. Assim, conflitos tomaram conta da corte enquanto que a comida e a água se tornavam escassas. Acusações, facções e terras divididas, não abalavam o rei que continuava buscando consolo e conselhos de Lahama (a esposa). Diante da incapacidade de reinar ou administrar e dos sucessivos erros, príncipes se revoltaram, pegaram em armas para destituir e expulsar do trono o rei incompetente.

Alalu (guardem este nome) foi o primeiro príncipe que lançou mãos de armas. Aproveitou-se   da revolta inflamada dos príncipes e demais seguidores, os liderou num ataque ao palácio e com violência derrubaram seus portões. Lahma tentou escapar dos seus algozes, mas, Alalu o alcançou, houve luta e Lahma, atingido mortalmente, caiu ao chão sem vida. O esperto Alalu correu para a sala do trono real, sentou-se e auto se proclamou rei, desrespeitando direitos de sucessão e Conselheiros Reais. A unidade do reino que já vinha sendo abalada pelos últimos reinados, com a atitude violenta e usurpadora de Alalu, perdeu-se definitivamente.

Anu serviçal de Alalu - Sumério
Alalu reinou catastroficamente seu Planeta. Sua administração foi marcada por brigas, discursões, protestos, consternações e levantes armados provocados pela auto nomeação abusiva do rei. Ao Conselheiro dos Sete, Alalu, foi chamado para defender-se das acusações de assassino do Rei Lahma e de sua linhagem que muitos contestavam ser real. Numa confusa descendência real, aparentemente ele era descendente de um tal de alam que viria a ser filho de AnSharGal com uma concubina e que, pela lei da Semente real, criada pela rainha, esposa de AnSharGal,  não permitiu que o referido rei fosse sucedido pelo seu filho bastardo Alam. Logicamente, a rainha ao ver que seu filho legitimo estaria ameaçado quanto a suceder o pai, tratou logo de criar uma lei que o protegesse. O tal de alam, mesmo sendo bastardo, teria o direito de ocupar o trono com a saída de AnSharGal, por ser o primogênito de acordo com a contagem dos Shars (tempo). Esse direito foi cobrado por Alalu, mesmo com ações escusas e violentas, pois era descendente direto de Alam.

Mas, após as investigações do Conselho referente as alegações de Alalu, estes convocaram Assembleia para proclamar o veredito e as conclusões das investigações, porém, surgiu um novo impasse. Um príncipe levantou-se e pediu a palavra. Seguiu-se um blá blá sobre descendência de sangue e sementes reais que desembocava mais uma vez na indecência de reis que tinham filhos e filhas com as concubinas, que transavam fora do casamento para garantir sua sucessão e prazeres, ou seja, o adultério era permitido por lei. Assim o príncipe de nome Anu (guardem também esse nome, pois vocês o verão

Símbolo Planeta Vermelho - reprodução
por toda SAGA DOS SUMÉRIOS), declarou-se herdeiro do trono, descendente e sobrinho de Alalu, por um outro ramo da árvore genealógica iniciada pelo primeiro rei An. Mais uma vez a confusão se instalou e pelo que parece, ninguém estava preocupado com a situação do Planeta, da brecha em sua atmosfera e muito menos com o sofrimento do povo.

Chamado, Alalu se apresentou na Assembleia. Malandro, após ouvir os Conselheiros, abraçou o príncipe e amistosamente (e talvez com um sorriso irônico) confirmou seus parentescos, conclamou a paz entre os dois, deu-lhe título de Príncipe Coroado e a sucessão direta ao seu trono. Para sacramentar sua vitória esperta e convencer os Conselheiros definitivamente, Alalu propôs ao príncipe Anu que seu filho casasse com sua filha, desta forma, unificando a sucessão entre os dois e ainda lhe ofereceu o cargo de Copeiro Real que parecia ser algo muito importante exercido na corte do rei. Seguiu-se cerimônias, Anu concordou com tudo. Registrado no Conselho, sacramentado nos anais depoimentos e finalmente, declarado rei legítimo o esperto usurpador Alalu.   

Orbita Planeta Vermelho - Reprodução

Embora fosse um homem inteligente, estudioso sobre as coisas de seu Planeta e o espaço sideral que o cercava, conhecedor profundo dos relatos e histórias dos seus antepassados e principalmente, de como havia se formado nosso Sistema Solar Alalu nada de novo acrescentou para sanar os problemas do Planeta. Mandou seus técnicos, engenheiros e cientistas produzirem naves espaciais mais poderosas do que aquelas que

En.Ki Filho de Anu/Genro de Alalu- Sumério
tinham sucumbido na procura de ouro pela Via Láctea e ordenou o uso de armas de terror novamente contra os vulcões para fazê-los retornar com suas erupções vigorosas, pois acreditava que assim poderia   amenizar ou curar os males da atmosfera fraca e doente do Planeta. Como era de se esperar as erupções dos vulcões não foram satisfatórias, as chuvas continuavam sem cair e os ventos cada vez mais fortes e quentes e o pior, pelo uso repetido das armas atômicas, a brecha na atmosfera havia se tornado muito maior, causando calor insuportável em parte do Planeta enquanto a outra parte congelava com temperaturas extremamente baixas. Alalu perdeu a pouca popularidade que tinha e o povo o queria ver longe do trono.

Alalu governou por nove Shars (Shar é o equivalente ao nosso Ano, porém 1 Shar = 3600 anos na Terra), no final do nono Shar, o príncipe Anu, até então copeiro ou serviçal de Alalu, o desafiou. Anu, descendente da mesma semente que Alalu, reclamou o trono. Houve uma luta entre os dois e, naturalmente, Anu sendo sobrinho de Alalu, era mais jovem, a derrota de Alalu foi certa. A vitória de Anu no combate, o fez ser aclamado pelos príncipes, corte real e o povo que, em seus braços, conduziram o novo rei ao trono. Assim Anu tornou-se o atual soberano do Planeta Vermelho.

E Alalu? Bem, minha gente, aqui começa verdadeiramente "A SAGA DOS SUMÉRIOS". Mas, este será o assunto da próxima matéria. O EPISÓDIO II abordara o rei deposto e seu destino. Aguardem...

 

 Fontes:

Internet pesquisa:

Wikipédia - https://pt.wikipedia.org/wiki/Sum%C3%A9ria 

Toda Matéria - www.todamateria.com.br

Brasil Escola - https://brasilescola.uol.com.br/historiag/sumerios-acadios.htm 

Info Escola - https://www.infoescola.com/historia/civilizacao-sumeria/

História do Mundo- https://www.historiadomundo.com.br/sumeria/sumerios.htm

Museu do Iraque - https://www.bbc.com/portuguese/cultura/2009/06/090611_museuiraqueml

Museu de Pérgamo - https://www.dw.com/pt-br/museu-de-p%C3%A9rgamo/g-38296960

Livros: 

O Caminho para o céu, O livro perdido de Enki, O 12º Planeta - Zecharia Sitchin

Deuses, Túmulos e Sábios - C. W. Ceram

Fotos:

Museus e Internet Livre

F1 e F2 - Concepção Artística Renato Galvão ( Q097RG AST 2018 PLANETA VERMELHO 20X30)







 

 

 

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