A SAGA DOS SUMÉRIOS - 1ª Temporada - Episódio II - O Nascimento do Planeta Terra

 Nibiru - Concepção Artística - RG
Terminamos o episódio 1 narrando a luta pelo trono do Planeta Vermelho entre Anu e Alalu. Com a derrota de Alalu, Anu foi aclamado e carregado nos braços do povo até a sala do trono.  Enquanto isso, por temer que seu destino tivesse o mesmo caminho do que ele havia dado a Lahma, Alalu aproveita-se da algazarra e felicidade do povo, foge disfarçado por entre as massas, alcança o espaço-porto e esgueirando-se para que os guardiões, não o veja, apossa-se de uma das naves e parte de seu planeta derrotado, humilhado e aparentemente sem destino. Mas, não devemos subestimar Alalu, pois ele era um ser estudioso, havia sido instruído por seus ancestrais e sábios da realeza. Era um indivíduo dotado de conhecimentos relativos à formação de seu planeta como também do espaço que este ocupava no Sistema Solar, principalmente no que se referia a criação do Sistema.


Enuma-Elish Épico da Criação
Antes de abordamos qual foi o destino de Alalu após a sua fuga, vamos tomar carona nos conhecimentos deste extra Terra para contarmos a história da formação do nosso atual Sistema Solar que é fantástico e fascinante pelos sucessivos choques planetários, explosões, descargas elétricas e muita poeira cósmica que originaram tanta dor de cabeça para nossos cientistas e estudiosos de hoje explicarem. Vamos também nos valer do “Épico da Criação”, um achado arqueológico que nos conta a história da criação dos mundos. Este documento é uma espécie de peça teatral encenada por ocasião de uma determinada festa anual, quando então, a Terra recebia a visita do Soberano Anu do Planeta Vermelho e outras autoridades. Logicamente, o Épico da Criação, foi escrito pelos Sumérios de acordo com a orientação e informação “daqueles que vieram do céu à Terra” (anunnaki - em sumério). Há uma certa fantasia na história contada que justifica o meio pelo qual uma civilização avançada usou para transmitir certos conhecimentos àqueles que eles dominavam e haviam criado. Assim como o “Épico de Gilgamez” e  “The Erra Epos”, o “Épico da Criação” foi escrito ou registrado em tabuletas de argila pelos Sumérios e, apesar de sofrerem algumas perdas com o passar dos séculos, foram encontrados em muito bom estado de conservação e nos deram informações de todos os acontecimentos que trouxeram essa raça de extra Terra até o nosso belo e azul planeta e o seguimento da presença deles em nossa cultura, inclusive a atual. Com os relatos de Alalu e baseados neste épico, seguiremos contando tudo sobre A SAGA DOS SUMÉRIOS.

 A FORMAÇÃO DO SISTEMA SOLAR

Apsu (Sol em Sumério)
No princípio só existia Apsu (em Sumério - aquele que existia desde o princípio - o Sol), nada mais havia na galáxia, apenas o Sol e uma confusão de gases, detritos espaciais, rochas e outros circulando em torno do explosivo e nervoso astro rei que a cada explosão liberava mais e mais detritos, descargas elétricas fabulosas e muita energia atômica que determinaram a formação dos planetas. Então, de toda 
essa confusão, formou-se um belo planeta com uma natureza exuberante onde florestas, rios, mares e montanhas eram os únicos habitantes daquele planeta que os Sumérios chamavam Tiamat (“dama que gera a vida”). Veios de ouro e outros minérios eram vistos brilhando magnificamente em Tiamat.  A exuberante riqueza daquele primeiro planeta em nosso espaço era tanta que, se houvesse um observador navegando em torno ou visitando o astro, ficaria imensamente maravilhado com a riqueza, a luz e o brilho solitário de Tiamat. Mas, não havia ninguém para observa-lo, eram aproximados 4 bilhões de anos no passado de nosso Sistema Solar e muito ainda estava por vir.

Tiamat (Dama que gera a vida)
Apesar das irregularidades de sua órbita, sua descomunal força gravitacional atraiu 11 corpos celestes transformando-os em luas ou satélites naturais que aprisionados, passaram a girar em torno do belo Tiamat. Dentre este estava Kin.gu (grande emissário em Sumério), um planetoide, o maior entre os 11, que possuía vida vegetal exuberante. Entre Tiamat e Apsu, formaram Mummu (conselheiro e emissário de Apsu) - Mercúrio, Lahamu (dama das batalhas e mais tarde também seria a dama do amor) - Vênus e Lahmu (divindade de guerra), o nosso Marte. 

Com o passar dos milênios, formaram-se os gigantes Ki. Shar (primeiro das terras firmes) - Júpiter, An. Shar (primeiro dos céus) - Saturno em órbitas abaixo de Tiamat. A confusão persistia com os planetas invadindo perigosamente as órbitas dos outros e muitos deles balançando em seu próprio eixo. Milênios e milênios decorridos com o Sol e planetas criados, sendo perturbados pelas irregularidades do novo sistema, fazendo com que este, o astro rei, continuasse liberando explosões e com elas, detritos e descargas elétricas pesadíssimas que contribuindo para elevar o caos.


Nestes tempos idos, tais acontecimentos, contribuíram para a formação de outros planetas, assim surgiram Gaga/Plutão (conselheiro e emissário de An.shar - Saturno), Anu/Urano (Soberano de Nibiru) e Ea/EnKi/Netuno (filho bastardo de Anu). Vale informar que no “Épico da Criação” os Sumérios não mencionam Plutão como a um planeta, eles o classificam como Gaga. Aparentemente Gaga/Plutão era um emissário (satélite natural) de Saturno (An.Shar). Provavelmente, com a constante desordem e colisões em todo sistema Gaga/Plutão acabou sendo libertado, posicionando-se  próximo ao Cinturão Kuiper obtendo definitivamente sua órbita própria, desgarrando-se da força gravitacional de Saturno, naturalmente com o passar dos milênios. Então, como se configurou o Sistema Solar naquela época turbulenta e confusa? A partir do Sol, tínhamos Mercúrio (Mummu), Vênus (Lahamu), Marte (Lahmu), Tiamat, Júpiter (Ki. Shar), Saturno (An. Shar), Urano (Anu), Netuno (Ea/En.ki) e finalmente Plutão (Gaga).


Reparem que nesta lista não aparecem a Terra com sua Lua e o chamado Cinturão de Asteroide. Por que? Vejamos...

A GRANDE "BATALHA" CELESTIAL

Nibiru - O Planeta Vermelho
Com as desordens orbitais e as várias colisões, explosões e outras causas, um planeta gigante formou-se no espaço exterior de nosso sistema, criado pelos fragmentos deixados por Netuno (o mais externo dos planetas de nosso Sistema Solar) e outros fragmentos rochosos e incandescentes que passeavam em grande número pelo espaço do nosso sistema.

Formado distante, porém, atraído pela força gravitacional de Netuno, o Planeta Vermelho tinha como principais característica seu tamanho e sua órbita totalmente oposto as órbitas dos outros planetas. Enquanto todos os planetas giravam no sentido anti-horário, o recém criado planeta, obedecia a uma órbita no sentido horário. Entrava no sistema passando demasiado e extremamente perto de Urano, Júpiter, Saturno e Tiamat. Sua força gravitacional atrai satélites naturais (no qual se contaram sete no total) destes planetas e acrescentava caos total no já confuso e desordenado sistema. Sua passagem afetava as rotações dos planetas que já não eram regulares e causava danos ao próprio Sol.


órbita de Nibiru/Marduk/Planeta Vermelho após atração de Netuno - Foto reprodução

Os Sumérios chamavam este planeta de Nibiru (Cruzamento) e conheciam todo a história de formação dos universos, principalmente de nosso Sistema Solar e narraram no “Épico da Criação” todos estes acontecimentos. Entre seus epítetos, Nibiru, posteriormente, foi denominado pelos Babilônios com o nome de Marduk, povos vindouros o chamavam de Planeta Vermelho, inclusive em nossa era, onde há várias literaturas sobre o mesmo.


Ilustração de descargas elétricas entre planetas - Foto Reprodução

Os acontecimentos narrados pelos Sumérios citam que Nibiru era um planeta gigante com as mesmas proporções de Tiamat, avermelhado e de brilho intenso. Recém formado, expelindo fogo, raios (descarga elétrica) e radiação, era verdadeiramente uma imensa bola de fogo invadindo os espaços confusos dos outros planetas. A cada aproximação sua portentosa força gravitacional trocava descargas elétricas com outros planetas fazendo com que estes fizessem o mesmo entre si. Um espetáculo belo e ao mesmo tempo pavoroso que nenhum ser vivo poderia presenciar. Denominavam os satélites artificiais arrebanhados por Nibiru dos outros planetas com os nomes “Ventos do Norte, do Sul, do Leste e do Oeste”, estes tomados e formados de fragmentos desgarrados de Urano devido imensa força gravitacional de Nibiru. Ao passar por Saturno e Júpiter, o mesmo acontece, Nibiru adquire destes mais três: Vento Malévolo, Redemoinho e Vento Inigualável (denominação Suméria), estes satélites constituíam a maior força de Nibiru, pois teriam um papel fundamental na “batalha” entre Nibiru e Tiamat.


A imensa bola de fogo de brilho avermelhado quando passa por Netuno, planeta que o gerou e que o atraiu para dentro do Sistema Solar, tem sua orbita mudada mais para o interior do sistema, fazendo com que seu caminho o faça encontrar-se diretamente com Tiamat, ou seja, uma catástrofe sistêmica eminente. Sua aproximação de Tiamat causa transtornos não só na órbita de Tiamat, como também, perturba as órbitas de Marte, Vênus e Mercúrio, planetas entre o Sol e Tiamat. À medida que se aproximava, com uma força gravitacional imensa, arranca partes de Tiamat e estes, presos em sua força gravitacional, transformaram-se em satélites naturais da “dama que gera a vida” (Tiamat). Kingu, até então, o maior e mais belo satélite natural de Tiamat, devido as perturbações nas órbitas entre Tiamat e Nibiru, foi atraído pelo segundo, porém, essa atração, o coloca numa órbita própria, perturbando ainda mais os planetas envolvido. Onde havia quatro órbitas irregulares, passaram a existir cinco.



Nibiru invadindo a órbita de Tiamat provoca um fenômeno celeste que acontece quando dois planetas convergem a atração gravitacional de um sobre o outro. Um espetáculo que os olhos humanos não podem presenciar, provocado por descargas de relâmpagos elétricos de um contra o outro. Mas, as descargas elétricas não eram suficientes para causar danos aos planetas envolvidos, principalmente, Tiamat. 

Nibiru trazia consigo seus satélites e o primeiro a se chocar com Tiamat foi o chamado “Ventos do Norte”. Não houve choque entre os dois planetas propriamente dito, porém, os choque do satélite de Nibiru contra Tiamat, fez com que trocassem portentosa descargas elétricas causando maior dano a Tiamat que teve suas forças neutralizadas, perdendo seus campos (polos) magnéticos e elétricos, extinguindo, por assim dizer, sua vida. Diante do Sol, jazia o corpo inerte do primeiro planeta criado naquele confuso Sistema Solar. A beleza de Tiamat se apagara, fragmentos foram lançados para dentro do sistema, seus satélites naturais em órbita desordenada colidiam uns contra os outros transformando-se em cometas errantes obedecendo justamente a órbita revessa (sentido horário) do causador das colisões. Enquanto isso Nibiru seguia seu caminho vitorioso e mostrando seu brilho avermelhado iluminado pelo Sol. Mas, longe estava a normalidade naquele sistema, pois um segundo encontro aconteceria entre Nibiru e Tiamat. Um encontro que resultaria na mudança do Sistema Solar e com surgimento de outros componentes diante do Sol.

O NASCIMENTO DO PLANETA TERRA

Ilustração artística da colisão
Reprodução
Passaram tempos e tempos e enquanto Sol procurava entender a desordem do seu “quintal”, o retorno de Nibiru era aguardado e foi o que aconteceu. Nibiru retorna e colide diretamente com Tiamat que jazia inerte no espaço. Dividido ao meio, Tiamat ver uma de suas metades transformar-se em fragmentos formando o Bracelete Martelado (denominação Suméria), nosso Cinturão de Asteroide. Após a formação do chamado Bracelete Martelado, este cria uma barreira ou fronteira entre os planetas internos ou que possuem terra firme (Mercúrio, Vênus, Terra com sua Lua e Marte - os mais próximos do Sol) dos planetas externos (Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão - os mais distantes do Sol). A outra metade inteira de Tiamat é empurrada pelo satélite natural de Nibiru  num estrondoso choque, para um espaço orbital desocupado entre Vênus e Marte. Ki (denominação Suméria) mais tarde se transformaria no Planeta Terra, herdando as riquezas minerais e a exuberante natureza de Tiamat. Kin.gu, o maior e mais belo satélite de Tiamat, manteve-se fiel até o final dos “combates” acompanhando a metade de Tiamat que se transformara em Ki/Terra, para ser o mais belo satélite natural que aquele Sistema Solar já tinha criado, a nossa Lua. A colisão entre o satélite de Nibiru e Kin.gu, extraiu as características vitais do planetoide. Kin.gu perdera atmosfera, águas, matéria radioativa, sua exuberante natureza e diminuiu de tamanho, tornando-se apenas uma bola de argila sem vida. Assim, conhecedores da formação de nosso Sistema Solar e dos acontecimentos que sucederam, os Sumérios deixaram de atribuir ao planetoide o nome Kin.Gu (grande emissário) e passaram a denominá-lo DUG.GA.E (pote de chumbo).  Mas, Kin.gu seria responsável por exibir uma nova beleza no sistema, ele se transformaria numa lua bela, decorando, brilhando e iluminando os céus do recém criado Planeta Terra. 

Ki (Terra) - Kin.Gu/Dug.Ga.E (Lua)
Embora as colisões não o tenham causado danos profundos, a partir da segunda colisão, Nibiru vê sua órbita mudada. Da órbita anterior que o fazia entrar no Sistema solar por Gaga/Netuno, ou seja, entre Plutão e o Cinturão de Kuiper, agora ele se via trafegando numa órbita que o fazia entrar no sistema através do caminho entre o Cinturão de Asteroide e Marte. E parece que está órbita permanece até os dias de hoje, causando problemas para nosso Sistema Solar, principalmente, a Terra que sustenta a vida humana. A cada volta de Nibiru em torno do Sol, 3600 anos na Terra são contados. A última vez que passou pelo nosso Sistema data aproximadamente de 500/550 a.C. Sua aproximação causou e causará mudanças importantíssimas em nosso Planeta, haja visto os registros dos Sumérios sobre o Dilúvio e outros acontecimentos catastróficos causados pela aproximação do Planeta Vermelho.


Cinturão de Asteroides - Fragmento da parte
 inferior de Tiamat - Foto reprodução

Ilustração Artística - órbita definitiva de Nibiru
Foto reprodução


O choque acontecido entre Nibiru e Tiamat, fez com que o DNA do primeiro fosse transportado através das colisões. Desta forma, sendo a Terra filha de Tiamat, o DNA nibiruano passou a integrar toda e qualquer vida na Terra. Milhões de anos se passaram até que a vida, sob todas as formas, surgisse no Planeta Vermelho e depois de todo esse tempo, essa mesma vida, precisaria do sétimo planeta (Terra) para salvar-se de uma possível extinção. Obra do destino ou do Criador? Não sabemos...

No próximo episódio (III), abordaremos a fantástica viagem em "A FUGA E DESTINO DE ALALU". Espero que gostem...


FONTES: 

Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Enuma_Elish

MitosGrafia: https://www.mitografias.com.br/2016/10/enuma-elish-epico-da-criacao/

SoproSolar: https://soprosolar.blogspot.com/2012/03/misterio-de-tiamat-e-nibiru-o-planeta-x.html

Explorando Tiamat: http://explorandotiamat.blogspot.com/p/blog-page.html

Estudos de Sitchin: https://www.sitchinstudies.com/sumerian-solar-system.html

Livros: O 12º Planeta/O Livro Perdido de EnKi/O Caminho Para o Céu - Zecharia Sitchin





Comentários

  1. Isso é uma verdadeira saga, tipo essas que passam nas plataformas.
    Show de trabalho.....de pesquisa...de informações.

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  2. Super interessante. Belo trabalho.
    Ansiosa pra ler o episódio III..

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