A SAGA DOS SUMÉRIOS - Episódio III - Fuga e destino do Rei Alalu


Rota de Alalu - Concepção Artística
Após a luta pelo trono do Planeta Vermelho com Anu, sua derrota mostrou-lhe o revés da moeda e por temer que seu destino tivesse o mesmo fatídico fim do que ele havia promovido para o rei Lahma, Alalu aproveita-se da algazarra e felicidade do povo, foge disfarçado por entre as massas, alcança o espaço-porto e esgueirando-se para que os guardiões não o vejam, apossa-se de uma das naves e parte de seu planeta derrotado, humilhado e aparentemente sem destino.

Conhecedor dos acontecimentos que formaram o Sistema Solar que abrigava seu Planeta, da "batalha" com Tiamat, Alalu sabia que havia grande probabilidade de encontrar o metal precioso para salvar a fraca atmosfera doente de Nibiru, naquilo que os sábios e estudiosos o haviam instruído. Era sua única chance de dar a volta por cima, já que derrotado, perdera a confiança e admiração de seus seguidores. Tinha em mente navegar até o sétimo planeta em busca de seu trunfo para reaver o trono e popularidade perdida. Mas, como chegaria ao sétimo planeta se no seu caminho havia uma barreira chamada Bracelete Martelado (Cinturão de Asteroides)?


Cinturão de Asteroide - Foto Nasa

Exímios pilotos da frota espacial de Nibiru haviam perecido tentando explorar ou atravessar aquela barreira em busca do metal que os salvariam. Incontáveis naves tripuladas partiam nesta missão e muitas não voltavam, pois o caminho entre Gaga/Plutão até o Bracelete Martelado era extremamente perigoso, devido as armadilhas escondidas nas luas e nas fortes forças gravitacionais dos planetas que compunham o caminho, sem contar o próprio Bracelete Martelado. Há que se informar que o Bracelete Martelado, é composto pelos restos fragmentados da parte inferior de Tiamat. Portanto há varias rochas que possuem o metal tão desejado pelos líderes do Planeta Vermelho. Talvez as referidas naves encontraram seu fim no imenso cordão rochoso, na tentativa de ali colher o ouro. Mas, isto é apenas uma especulação, logicamente seria um ato insano. Porém, o desespero, pode levar qualquer um a praticar um ato insano, independentemente que seja ou não pertencente a uma civilização tecnologicamente avançado. O que faria Alalu?

Determinado, o solitário navegante, ajustou os comandos do computador de bordo, direcionando seu caminho para o gelado sétimo planeta. Ele sabia que tentar navegar por aquela rota era demasiado perigoso e tinha ciência que ninguém havia conseguido atravessar o Bracelete Martelado. A nave, à medida que acelerava, deixava seu planeta para traz. Via que aos poucos, a esfera vermelha suspensa no meio do nada, diminuía de tamanho de acordo com a distância que a nave se afastava. Em alguns momentos pensava em voltar lembrando do acontecido com as naves exploradoras. Mas, se retornasse, a probabilidade de exilio era certa, seria trancafiado em algum local distante e inóspito de seu planeta e poderia ser até mesmo condenado a morte. Embora estivesse enganado quanto ao seu exílio ou punição, mais uma vez olha para o seu planeta e vê a silhueta atrativa, seu resplendor decorando os céus vizinhos, de um tamanho enorme. Via o fogo cintilando das erupções vulcânicas e a fenda, uma imensa ferida que rasgava a camada de ozônio que tantos males havia provocado ao seu povo e ao Planeta Vermelho e que ele, fissurado pelo poder e glória, não havia promovido medidas para resolver o problema. Deu as costas e seguiu seu caminho, viu assim, numa última observação, seu planeta desaparecer no grande mar escuro. 


Cinturão de Kuiper - Foto Nasa - Reprodução

O painel da nave mostrava a velocidade e a distância percorrida. Estavam se aproximando de 100 mil léguas. Em torno da nave reinava a escuridão do universo, amenizada apenas pelo piscar de estrelas distantes. Alalu, olha novamente para o painel, mais léguas percorridas. Sua atenção deveria ser redobrada. Margeava com distância segura o Cinturão de Kuiper e planetoides em direção a Gaga/Plutão. Léguas e léguas percorridas, lhe surge a visão de Gaga/Plutão, aquele que suas tradições chamava de "o que mostra o caminho". Ele circunda Plutão por uma, duas, três vezes e contempla as faces do belo planeta. 

Plutão - Foto Nasa
A dianteira, a face de trás e o conjunto fascina o navegador solitário. A opção de girar por três vezes Plutão, não era um mero meio de admiração. A intenção primordial, era de usar a força gravitacional do mesmo, para impulsionar a nave em direção a Netuno e isto aconteceria perigosamente com alguns outros planetas que a nave obrigatoriamente encontraria em seu caminho. Uma forma inteligente de economizar combustível, um metodo muito utilizado pelas agências espaciais moderna para impulsar suas naves e sondas. 

Após a passagem por Plutão, iniciava-se a chamada zona proibida e certamente, os perigos que tantos navegadores sucumbiram. O computador de bordo ordena a nave a realizar uma considerável curva para esquerda seguindo em direção a Netuno. Apesar das medidas tomadas, a nave encontra dificuldade para fugir da atração planetária e turbulências são experimentadas. O veículo espacial segue rasgando a escuridão entremeada aqui ou acolá por brilhos de estrelas. Léguas depois o brilho azulado de Netuno se anuncia adiante. Alalu não acredita nos seus olhos. A nave repete o mesmo movimento realizado no planeta anterior, porém, pela dimensão do mesmo, apenas duas voltas são necessárias para que renove suas forças e siga até Urano. Durante as duas voltas em torno de Netuno, Alalu se emociona com a beleza do astro e observa que sua nave assume a cor azul num reflexo ao brilho do planeta. O computador traça o curso em direção a Urano, desviando-se das luas de Netuno. Enquanto a nave segue seu destino milhões de perguntas se formam na cabeça de Alalu. Como seria o sétimo planeta? Poderia respirar em sua atmosfera? Como iria alimentar-se? A nave resistiria a longa viagem? Como iria vencer o Bracelete Martelado (Cinturão de Asteroide)? Será que tudo valeria a pena?

Netuno - Foto Nasa
Urano - Foto Nasa
Perdidos em seus pensamentos, ele não percebe a aproximação de Urano, porém o brilho azul esverdeado do belo planeta, o chama a realidade. Circundar Urano era preciso, mas, o perigo existia e qualquer erro seria fatal. Na primeira volta em torno de Urano, a nave parecia estar sem controle devido à grande turbulência enfrentada. Ajustado controles, a segunda volta aconteceu sem grandes problemas e ali a aceleração do veículo ganhou mais força. Na terceira volta, a nave ficou incandescente, rechaçando o brilho azul esverdeado que refletia anteriormente para assumir o vermelho das chamas. A velocidade era estonteante, os pensamentos do piloto o apavoravam, o medo o transformou em escravo, nem mesmo a beleza de Urano pode admirar. Ao término da terceira volta a força gravitacional do planeta expulsa a nave, jogando-a para o espaço vazio e sua velocidade atinge os mais altos níveis. Alalu solicita relatórios ao computador de bordo e pareceu satisfeito e calmo com os resultados. Segundo o computador, em Urano, a nave deveria adquirir maior velocidade, pois não seria possível e, muito menos, seguro circunavegar Saturno. A passagem pelo planeta dos anéis brilhantes deveria guardar uma distância considerável e segura.

Saturno - Foto Nasa
A magnitude de Saturno com seus anéis colore a nave em multicores assim como os olhos do navegante solitário. O brilho forte de Saturno parece iluminar o universo. Mas era preciso ter cuidado, o gigante fora o causador do desaparecimento de muitas de suas naves. Pensou por um instante em circular Saturno na tentativa de ver ou encontrar destroços de tais naves. Mas, além de não ser seguro mudar o curso traçado pelo computador, um misto de razão e medo, o convenceu a não o fazer, poderia encontrar o mesmo destino das naves anteriores e desaparecer em meio aos anéis de Saturno. Mais uma vez, o computador, toma medidas para afastar a nave da forte atração gravitacional do gigante, mesmo enfrentando algumas anomalias. Alalu apenas admirava a beleza do gigante, entregue totalmente aos seus pensamentos, a saudade dos seus que já se fazia presente e ao comando e direção do computador de bordo e seu piloto automático.

Júpiter - Foto Nasa

Júpiter, mostrando seus torvelinhos de nuvens que dão um colorido especial a outro gigante do Sistema Solar com suas luas, aparece adiante. Alalu consulta o painel e obtém a distância segura que a nave deveria passar por Júpiter de acordo com que traçara o computador. Turbulências são enfrentadas e desvios são feitos até que a nave se afaste com segurança deixando Júpiter para traz. Estavam próximos ao Bracelete Martelado e ali, naquele descomunal cordão de pedras de todos os tamanhos, o esperava o maior perigo de toda a sua trajetória a caminho do sétimo planeta. A nave singra o caminho do Sol visualizando seu brilho de fogo aquecendo e fazendo brilhar seus súditos. Algumas léguas faltavam para deixar Alalu diante da última barreira antes do gelado Ki (Terra). Em dado instante, o computador de bordo desacelera a velocidade da nave até que esta fique parada no imenso mar do Sistema Solar. Alalu entende o momento. Lentamente, obedecendo a ordem do computador, a nave gira em seu próprio eixo suavemente para a direita. À medida que o giro se completa, os olhos de Alalu contemplam a imensa barreira de rochas algumas léguas a sua frente.


Artefatos arqueológicos confeccionados em ouro encontrados em escavações pelo mundo
reproduzindo naves espaciais datando de centenas e/ou milhares de anos dentro passado da Terra - Foto Reprodução


Naves de ouro pré-colombianos - Foto Reprodução

A nave escolhida por Alalu antes de fugir do seu planeta, não era um veículo comum de viagem, tratava-se de uma das naves de combate equipado com as armas de terror. Estas naves haviam sido usadas por várias vezes disparando misseis atômico contra os vulcões na tentativa de reativá-los novamente, principalmente, em seu desastrado governo. Era com uso destas armas que Alalu tencionava abrir um túnel para romper o Cinturão de Asteroide e seguir seu caminho até a gelada Terra. Nesta passagem ele ignora até mesmo que poderia causar problemas ao seu próprio planeta quando este passasse entre Marte e o Cinturão de Asteroides em órbitas futuras. Porém, este pensamento não chegou nem a passar por sua mente, tamanho era seu intuito de atravessar a barreira de rochas.  Mas, como faria isso, daria certa sua investida? Ele não sabia. Contava com dois aliados para executar sua façanha, uma nave de guerra possante e um computador de bordo moderno e recentemente criado pelos cientistas de seu planeta. Consulta o computador, este lhe fornece as coordenadas dos pontos onde os misseis deveriam atingir, a distância segura para a nave e a velocidade que deveria imprimir para atravessar o túnel, caso obtivesse sucesso.

 

Explosão Atômica - Foto Reprodução
Desativado piloto automático, ele assume o controle da nave e a conduz as coordenadas traçadas pelo computador, ativa o primeiro míssil e atinge o alvo predeterminado. Uma grande bola mista de fogo e fumaça clareia o espaço formando um pequeno cogumelo dentro e acima do local atingido. Fragmentos de rochas são enviados para todos os lados do sistema. Um segundo míssil imediatamente é enviado atingindo um ponto paralelo e perto do primeiro. Novamente os olhos de Alalu observam o espetáculo macabro de uma explosão atômica. Um terceiro míssil é disparado e, por incrível que pareça, este não carregava ogivas nucleares, era equipado com um tipo de gás ou outro produto químico que ao explodir, tinha o poder de esfriar o que no local das explosões anteriores, estava incandescente. Quando a fumaça se dissipa e as chamas se apagam, Alalu acelera a nave em direção ao túnel aberto, consulta as coordenadas que o computador mostrava no painel e de acordo com estas, aponta o bico da nave para dentro da passagem aberta. As rochas desordenadas e afastadas pela força das explosões, parecem revoltadas e querendo atacar e destruir a nave invasora. Alguns segundos duraram a travessia. Do outro lado o Sol o aguardava brilhante e soberano mostrando-lhe Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. Ao avistar Marte, lembra-se dos pilotos que tentaram atravessar o Bracelete Martelado, para chegar no sétimo planeta, mas que tiveram suas naves engolidas pelas pedras que lhes negaram o caminho que os levariam ao metal salvador. Evita a proximidade com Marte e toma o caminho para a Terra.


Marte - Foto Nasa
Léguas depois surge a gelada e majestosa Terra, menor tamanho e força gravitacional que Nibiru, mostrando seus redemoinhos de nuvens. Alalu observa a divisão do planeta azul, vislumbra suas três partes, sendo duas em cor branca no topo e na base e azul e marrom entre elas. Passa o comando da nave para o computador que a faz circunda o belo planeta. Seu ocupante observa a região média do sétimo planeta e distingui terra firma, rios e oceanos e com o poderoso radar instalado em sua nave, varre os territórios da Terra e descobre quantidades de minérios espalhados no interior dos continentes e até mesmo nas águas dos oceanos e rios, principalmente, ouro, muito ouro para salvar a atmosfera doente de Nibiru. Com seu coração acelerado pela alegria da descoberta, vê a nave acelerando para reentrância e pousar naquelas terras. Preso pela atração gravitacional da Terra, a nave incandescente rasga o céu claro do planeta como a um cometa. A velocidade e o calor tiram os sentidos do piloto que não pode escutar o estrondo e ver o choque que pousou a nave em algum ponto visto por ele dos céus. Aturdido e sem sentidos, o viajante permaneceu por alguns minutos, porém ao voltar a si, abriu os olhos e sentiu-se no meio dos vivos, não havia falecido, chegara vitorioso ao planeta do ouro. Aproximados 450 mil anos dentro do negrume passado da Terra, a região conhecida hoje como Mesopotâmia testemunhara aquele pouso.

Exemplo provável da serpente que Alalu
mata com sua arma de raios - Foto reprodução
Recobrado os sentidos, maravilhado com a beleza ao seu redor, vasculha as proximidades com o radar da nave. Sai da nave, explora as cercanias, testa o ar e águas, descobre frutos nas florestas, peixes nos pântanos, passa susto ao se deparar com uma imensa serpente num lago dentro da floresta e comete seu primeiro ato de agressão a natureza, matando o anfíbio com sua arma que disparava raios vermelho. Então, após analisar as águas, tem suas suspeitas confirmadas, encontrara o ouro tão desejado.


Sétimo planeta - KI (Terra)

O ser que havia chegado ao trono de Nibiru com manobras políticas, atos escusos, sem escrúpulos e muita violência, reaparece. Ele entra em contato com Anu, soberano que o destronou numa “luta justa” e diz: “... Em outro mundo estou, encontrei o ouro da salvação... devem atender as minhas condições... convoquem aos príncipes em assembleia, declarem suprema a minha ascendência... Que o conselho me nomeie rei, para substituir Anu no trono...” (Trechos da segunda e terceira tabuleta do “Livro Perdido de Enki” de Zecharia Sitchin).

Na realidade, a empreitada de Alalu buscando o sétimo planeta, não tinha apenas o intuito de se esconder ou fugir de uma possível punição. Em comunicação direta com seu planeta, conselheiros e a corte real, não o haviam sentenciado. Assim como ele, Anu, além de seu descendente, era de semente real, tinha direito ao trono e, Alalu, por não governar corretamente, foi desafiado por outro herdeiro que o venceu, ocupando o trono com sabedoria. Mas, Alalu precisava de um trunfo, de uma carta escondida na manga para pôr à mesa de jogo e reaver seu poder e gloria, ou seja, o trono do Planeta Vermelho. Ele sabia que naquele planeta existia ouro, pois havia sido instruído pelos sábios e tinha em mente, desde o início encontra-lo para regatear sua volta ao poder. Acredito que, em nenhum momento, ele tenha pensado em salvar seu povo, sua gente ou o seu planeta. Por causa desta atitude egoísta de Alalu, a Terra receberia outros visitantes do Planeta Vermelho, onde tudo começaria. Mas, este é um assunto para o quarto episódio que contaremos na “SAGA DOS SUMÉRIOS”. Aguardem...        

 

 

 Fontes:

Wikipédia 

https://eternosaprendizes.com/2009/02/27/por-jupiter-foi-descoberto-o-misterio-do-cinturao-de-asteroides/ 

https://roberto-furnari.blogspot.com/2013/11/cinturao-de-kuiper-kuiper-belt.html

Livro: "O Livro Perdido de Enki" - Zecharia Sitchin





 

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Comentários

  1. Aventura fantástica. Fiquei curioso a respeito da nave do Alalu......qual seria a velocidade de locomoção dela no espaço? Pois sabemos das distâncias aproximadas entre os planetas do sistema solar.....e são bem grandes.

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    1. Olá, Gratidão imensa pelo seu comentário em nossa matéria! Em breve o Renato vai te responder!

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    2. Presado Altamir. Sou-lhe grato pelo comentário, incentivo e atençao. Quanto a sua pergunta, meu amigo, posso informar que nos documentos traduzidos das tabuletas de argila encontradas nas escavações da cidade suméria de nome Nipur, não há indicaçao da velocidade das naves daqueles que viajam para Terra. O rei Alalu, foi o primeiro. Sua nave era um veículo de guerra e de tamanho pequeno para apenas dois passageiros. Pelo relato de sua façanha, parece-me que era muito rápida. Nos proximos episódios, você verá que chegarão mais 50 seres numa nave descomunal cujo o combustível era a água. Vou deixar as coisas no suspense, mas no episodio 4, você terá a informação da descomunal nave, seu combustivel e armas e onde eles abasteceram dentro do nosso Sistema Solar... Rs... Aguade neu amigo. Forte abraço.

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