"A SAGA DOS SUMÉRIOS" - Episódio IV - A decisão da Corte


Pintura Artística - Planeta Vermelho - Renato Galvão
Surpresos com os relatos, exigências e paradeiro de Alalu. Soberano, príncipes e toda a Corte se reuni para avaliar o caso. Tinham dúvidas se eram verdades ou mentiras as 
alegações do fugitivo. Não faziam ideia de que o rei deposto pudesse ter alcançado um esconderijo tão distante. As dúvidas formaram várias perguntas que toda a  Corte debatia. Como depor Anu e proclamar Alalu o novo rei? Continham verdades ou mentiras suas exigências e alegações? Onde estaria realmente Alalu? Como alcançou o sétimo planeta? Como venceu todos os perigos? Todos debatiam desordenadamente as questões com uns defendendo e outros acusando o fugitivo. Muitos deles desacreditavam nas mensagens enviadas por Alalu a Anu. Um verdadeiro tumulto de vozes exaltadas ecoou por todo castelo.

Alalu - Sumério - Reprodução
Porém, um dos mais velhos anciões que compunha os Setes Que Julgam, pediu a palavra e o silêncio foi total. Era um grande sábio e gozava de enorme respeito por sua sabedoria, inteligência e alta idade. Então, disse o ancião: Assim como outros príncipes de nossa corte, eu fui mestre de Alalu e devo informar que ele se tornou o mais sábio entre todos os meus iniciados. Ele aprendeu tudo sobre a “batalha celestial”. Estudou incansavelmente sobre o planeta gigante Tiamat, adquiriu conhecimento sobre as veias douradas e de toda a beleza natural que sustentava Tiamat. Sempre o via pesquisando e se informando sobre a rota perigosa para quem se aventurasse numa viajem para além do “cordão de pedras”. Não o subestimem. Ele venceu os perigos e transpôs o Bracelete Esculpido (Cinturão de Asteroides). No sétimo planeta, a Terra, está seu degredo.

O silencio transformou todos em seus escravos e podia-se ver estampando nos rostos a  surpresa e a incredulidade da façanha de Alalu. E as dúvidas persistiam. Um príncipe levanta-se e pede a palavra. Era Enlil (Senhor do Mandato), filho de Anu e Antu, portanto, descendente direto ao trono do Planeta Vermelho. Enlil era um comandante militar, um sábio em táticas de guerra. E este pronuncia palavras exaltadas: Não podemos ceder às exigências de Alalu. Seu reinado foi marcado por calamidades, agravando mais e mais as condições de vida em nosso planeta. Alalu perdeu o trono numa luta justa para seu próprio descendente e por não ser agradável a seu povo e muito menos por apresentar soluções que curassem a atmosfera doente de nossa casa (Planeta Vermelho). São verdadeiras suas alegações? Ele realmente encontrou o ouro que nos pode salvar? Há o suficiente para proteger ou curar nossa atmosfera? E como traremos este ouro até nosso planeta atravessando o Bracelete Esculpido? Devemos exigir de Alalu provas de seus relatos!


Enlil - Representação Suméria - Divulgação
Após as palavras de Enlil, novamente ouviu-se vozes exaltadas que cobravam mais provas. Havia necessidade de respostas para tantas perguntas. E assim seguiu-se o debate acalorado. Então, os Sete Que Julgam decretaram: Transmitam a Alalu a decisão da assembleia. Que nos relate pormenorizado sua viagem, todos os segredos e perigos em sua rota. Que nos forneça provas dos seus achados e que nos mande mostras do ouro encontrado na Terra.

Alalu recebeu tais exigências através de comunicação de rádio em sua nave. Ponderou as palavras e decidiu relatar seus segredos visando a retomada do trono do Planeta Vermelho. Informa aos Sete Que Julgam e a toda Corte como chegou até ao sétimo planeta, os meios utilizados para romper o Bracelete Esculpido (armas de terror - misseis atômicos), sua entrada e aterrisagem na Terra, assim como a região que havia escolhido e pousado. Do Provador (uma espécie de aparelho portátil desmontável com várias funções que, entre as tantas, permite analisar água, terra e ar), Alalu, após desmontar o aparelho, retira seu núcleo de cristal e um outro aparelho mencionado como “o Coletor”, procede o desmonte, retirando também o seu núcleo que continha as amostras dos minerais encontrados nas águas do Planeta. Os dois núcleos são inseridos em algum tipo de computador ou aparelho de comunicação e este transmite as análises dos minerais encontrados. Naturalmente, o ambicioso fugitivo acrescenta ao material enviado suas reivindicações: Vocês já têm as provas e os relatos, agora declarem-me rei, inclinem-se diante de mim e de minhas ordens. Exigências transmitidas com palavras ásperas e severas.


Brasão do Rei Anu - Sumério - Reprodução


Horrorizados com o uso das chamadas armas de terror, os sábios não podiam concordar com os estragos que Alalu havia promovido na região do Bracelete Esculpido, principalmente devido ao percurso do Planeta Vermelho que, em sua órbita, passava entre Marte e o Cinturão de Asteroides. Isto poderia causar sérios danos ao planeta e ao Sistema Solar como um todo. Alalu já havia causado calamidades em seu próprio planeta com tais armas, agora estendia sua falta de bom senso para todo Sistema Solar.




Ea - Representação Suméria - Divulgação
Uma nova discussão inaugurou-se entre os que compunham a 
Corte do Rei Anu. Constrangidos com as exigências e relatos de Alalu, debatiam entre si a melhor solução para o caso sem que Anu fosse deposto e muito menos dar o trono àquele que tantos males havia promovido no seu reinado. Em meio ao caloroso debate, uma voz se levanta, pede calma a todos e expõe sua opinião. Era o príncipe E.A (Aquele cujo lar é a água), o filho bastardo de Anu com uma concubina de nome Ninul. Não tinha direito ao trono por sucessão direta de acordo com as leis promulgada por An (O Celestial), primeiro rei eleito após o termino da longa guerra entre sul e norte que marcou o Planeta Vermelho, causando-lhe problemas na atmosfera e consequentemente em todos seus territórios pelo uso de armas atômicas. E.A era um cientista, estudioso, pesquisador e muito havia contribuído para o enriquecimento das ciências e tecnologias de seu planeta. Era um ser pacífico, não concordava com a fabricação e uso das armas de terror ou de qualquer outro tipo de arma. Era cogitado para suceder um dos juízes dos Sete Que Julgam, aliás, esta era a única sucessão direta e certa que E.A tinha. Mas, ele não parecia se importar com a sucessão do reinado, diferentemente do seu meio irmão Enlil.

E.A era casado com Damkina, filha de Alalu e pelas leis de seu planeta gozava do título de filho de Alalu e sua amizade com o genro seria muito importante para a solução que estava preste a expor naquela assembleia. Então tomou a palavra e disse: “... Meu pai por nascimento é Anu, o rei... Alalu, por matrimônio, é meu pai. Unir os dois clãs foi a intensão de meu casamento; deixem-me ser o que traga a unidade a este conflito!...”. E sobre os olhos de desaprovação de seu meio irmão, continuou a expor sua solução pacifica para o conflito: “... Deixem-me ser o emissário de Anu ante Alalu... Que eu viaje à Terra em um carro (termo Sumério para nave espacial), traçarei um caminho através do Bracelete Esculpido com água, não com fogo...”. Ou seja, E.A propunha não o uso das armas de terror para transpor o Cinturão de Asteroides e sim algum mecanismo, alguma tecnologia que “canalizava” a força da água para abrir passagem pelo cordão de pedras. Notem que, embora não fossem desenvolvidos moralmente perante os preceitos do nosso mundo (mas, que mais tarde herdaríamos), principalmente pelas leis promulgadas pelo rei An sobre sucessão e casamento, aqueles seres possuíam uma tecnologia avançadíssima capaz de equipar uma nave com a força das águas. E segue E.A expondo seu plano: “... Na Terra, que eu obtenha das águas o precioso ouro; de volta a Nibiru (Cruzamento em Sumério) o envie. Que Alalu seja rei na Terra... Se Nibiru se salvar, que haja uma segunda luta; que está determine quem governará Nibiru!...”.


Símbolos do Planeta Vermelho
Representação Povos na Terra - Divulgação
O rei, os sábios, príncipes e comandantes militares concordaram com as propostas do filho de Anu demonstrando grande admiração por E.A. Embora as palavras do filho de uma concubina, fossem cheias de sabedoria e davam uma direção pacífica para o conflito, seu meio irmão Enlil não concordava. Por ser um comandante dos militares, defendia a solução armada com naves partindo de seu planeta para trazer vivo ou morto o fugitivo de volta a sua pátria. Onde, caso vivo, seria julgado e sentenciado pelos seus crimes contra o planeta e sua população. Mesmo tentando argumentar, foi obrigado a se calar por ordem seu pai, o rei.

O veredito da assembleia foi comunicado a Alalu, após ponderar e concordar com a decisão tomada pelos integrantes da Corte do rei, o fugitivo responde as mensagens dizendo: “... Que E.A, meu filho por matrimônio, venha à Terra. Que se obtenha o ouro das águas, que se teste se ele será a salvação de Nibiru...”. Ávido a retomar o trono de seu planeta, Alalu concorda com uma segunda luta entre ele e o atual rei Anu em solo terrestre.

Astutamente, concorda com as exigências da Corte, por saber que E.A lhe tinha afeto e respeito. Qualquer outro que se aventurasse até a Terra para dissuadi-lo seria rechaçado. Tinha a intensão de conquistar adeptos para sua causa e não poderia ser mais perfeito se convencesse E.A e sua tripulação a apoiá-lo. Conhecia seu filho por matrimônio, sabia que ele montaria uma equipe com variadas cabeça pensantes, sem envolver a força militar de seu planeta. Tendo E.A, filho de seu inimigo, a seu lado, tudo ficaria mais fácil. 


Mas, não seria bem assim que os acontecimentos se sucederiam...


No próximo episódio falaremos das providências tomadas para a preparação da viagem à Terra liderada por E.A. A construção de uma poderosa nave, a transformação de água em combustível e arma, a escolha dos 50 seres que acompanharão o filho de uma concubina e o rei Anu na "Missão Terra, a trajetória e os perigos enfrentados. "A SAGA DOS SUMÉRIOS" - A chegada dos primeiros 50 seres à Terra. Aguardem... 

Fontes:

O livro perdido de Enki e O 12º Planeta - Zecharia Sitchin

Deuses, Túmulos e Sábios - C.W. Ceran

Ramayana e Mahabharata - William Buck


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