A SAGA DOS SUMÉRIOS - Episódio V - A chegada dos primeiros 50 seres à Terra

 

Amanhecer Planeta Vermelho, vista do Espaço Porto
Concepção artística - Tela de Renato Galvão 
Após obter “carta branca” do rei, EA convoca comandantes, sábios e cientistas de várias áreas para uma reunião nas instalações do espaço porto, onde traçou os detalhes para a “Missão Terra”. Primeiramente decidiram o caminho que a nave percorreria até a Terra. Criaram o que os Sumérios chamavam de “Tabuletas do Destino”, uma espécie de software de navegação contendo informações variadas, principalmente da rota a ser utilizada para chegar ao destino propostos. Já que eles usariam a água como combustível e arma para atravessar o Cinturão de Asteroides, dúvidas surgiram. Onde iriam abastecer a nave com água no Sistema Solar? Onde, na nave espacial, iriam armazenar os milhões de litros d’água? E o mais preocupante, como converter essa água em força de propulsão e arma capaz de atravessar o cordão de pedras? Pois bem. Um Shar (contagem de um ano do Planeta Vermelho equivalente a 3600 anos da Terra) durou os preparativos para a viagem. Construiu-se a maior nave que o povo do planeta já tinha visto. Programou-se seus computadores com as “Tabuletas de Destino” que calculavam e continha a rota de ida e volta. EA escolheu entre os voluntários príncipes, cientistas de várias áreas, pilotos, botânicos, especialistas em minérios, construtores e nenhum militar para desespero e protestos de seu irmão Enlil. Ao todo cinquenta seres foram aprovados para executarem a missão. Corroborado pelo rei o desempenho da equipe de EA e de acordo com os astrólogos, marcou-se o dia da partida em destino à Terra.

Exemplo da nave de EA - Pinterest - Divulgação
No dia marcado, no espaço porto, multidões aclamavam aqueles que para o povo eram heróis, pois destes dependia o futuro do planeta. Devidamente vestidos com seus trajes de astronautas, um por um foi entrando na nave e ocupando seus lugares. EA foi o último a entrar, antes despediu-se dos conselheiros, do pai e do seu meio irmão Enlil. Logo depois abraçou fortemente sua mãe Ninul e ouviu-a dizer em sussurros: “Por que depois que me foste dado como filho de Anu, ele te dotou com um coração inquieto? EA enxuga as lagrimas de sua mãe com um carinhoso beijo. Ao lado de sua mãe estava Damkina (Filha de Alalu), sua esposa. Ele a abraça com ternura e a beija carinhosamente sem dizer palavras e ouve Enlil dizer: “Que seja bendito, que tenha êxito...” e a multidão ali presente repete as palavras de seu irmão em uníssono. Com o coração apertado, EA se acomoda ao lado do piloto e dá a ordem para partida.

EA nomeia o príncipe Anzu (Aquele que conhece os céus - denominação Suméria) como comandante e piloto da nave espacial, pois fora escolhido pelo grande conhecimento que tinha em viagens espaciais. Anzu dá partida nos motores fazendo com que a nave se eleve a uns 30cm do solo pavimentado com mármore de cor vermelha, executa um leve giro em seu próprio eixo e eleva-se rasgando o céu do Planeta, distanciando-se do Sol que iluminava aquele amanhecer timidamente. As “Tabuletas do Destino” foram programadas e inseridas no sistema do computador de bordo de acordo com as informações enviadas por Alalu a EA.


A nave seria projetada de acordo com
o símbolo ou brasão do Planeta Vermelho
Foto Pinterest - Divulgação
Embora a situação era de conflito entre Alalu e Anu, não havia inimizada entre sogro e genro, assim EA decidiu seguir as coordenadas informadas pelo sogro até atingir o Cinturão de Asteroides. Neste ponto da viagem, outras providencias diferentes das que Alalu informou para atravessar o cordão de pedras, seriam tomadas. Não se valeriam do uso de armas de terror, aliás, a nave não fora equipada com qualquer tipo de armas, exigências feitas por EA aos engenheiros que a projetaram e construíram.

A viagem seguiu sem transtornos, habilmente evitados por Anzu. O poder de navegação da grande nave, não obrigava seu piloto a executar voltas nos planetas encontrados pelo caminho no intuito de adquirir maior velocidade ou economia de combustível. De acordo com as informações do computador de bordo, Anzu sugeriu a EA que pousassem em Netuno ou Urano para explorar as águas daqueles planetas, baseado nas informações dos raios emitidos pelo computador para localizar água. Porém, EA ordena que a viagem siga, pois certamente teriam problemas sérios para aterrissar nestes planetas, ele não queria correr riscos e mantinha-se fiel as coordenadas inseridas no software do computador de bordo. Após passarem por Kishar/Jupiter, EA ordena “... que sua obra fosse ativada, que se preparasse o Propulsor (canhões) de água...”.


A nave seguia em direção ao Cinturão de Asteroides, um exército de rochas giratórias que teria que ser atravessado para atingir o destino, a Terra. EA dá ordem de disparo. Os Sumérios descrevem esta façanha “... com a força de um milhão de heróis, lançou-se a corrente de água...”. A força desta “arma” fez com que as rochas se afastassem permitindo a passagem da nave. Porém, enquanto uma rocha se afastava, outra ocupava seu lugar. “... Uma multidão incontável, um exército procurando vingança pela divisão de Tiamat...”. Referiam-se a colisão acontecida a 4 milhões de anos entre os Planetas Tiamat e Nibiru. Diante da situação, EA ordena um novo disparo. Uma, duas, três vezes dispararam. Após o terceiro disparo, o caminho ficou livre para que a nave atravessasse o imenso cordão de rochas. Tomados pela alegria e o alívio, a tripulação comemora e logo se fascinam com a visão de Apsu, o nosso Sol.

Cinturão Asteroides - Foto - Divulgação

A euforia foi interrompida pelo alerta sonoro do computador, estavam sem combustível para atingir o destino. Fora utilizado, praticamente, toda a água armazenada para abrir o caminho pelo Cinturão de Asteroides. Não havia água suficiente para abastecer os motores (que os Sumérios descreveram como “pedras flamejantes”) para seguir a viagem. Porém, conhecedores do trajeto, EA e Anzu, resolvem abastecer a nave nos lagos de Lahmu/Marte. Habilmente o piloto dirigiu a nave para o planeta, executou giros em torno deste para sentir sua força gravitacional. Marte não possuía uma força de atração forte para os padrões do Planeta Vermelho, a nave facilmente poderia pousar. Durante o giro em torno de Marte, a tripulação observa encantada com a beleza daquele “deus celestial”. Suas cores eram brilhantes, contrastando com o branco neve em seus polos. Em seu meio avermelhado brilhavam aqui ou ali, o azul de lagos e rios. Anzu faz com que a nave suavemente pouse às margens de um dos lagos. EA e Anzu vestem seus trajes de astronautas e descem para o
solo do planeta. Nessa passagem, os Sumérios, apenas mencionam que EA e Anzu, apenas se valem de um “Capacete de Águia”, provavelmente devido chamar maior atenção um capacete de astronauta para quem nunca viu um ou o relato da existência do mesmo. Seguindo as ordens de EA, os tripulantes estendem a mangueira para sugar as águas do lago (o que Suga Água - denominação Suméria). Com os aparelhos chamados Provador e Coletor, examinam os arredores e constatam que a água era boa para beber, porém, o ar era insuficiente no velho Planeta Marte. Todas as informações colhidas no local, foram inseridas

Marte - Foto Nasa - Divulgação
no computador de bordo e transmitidas diretamente para a base situado no espaço porto de onde tinham partido. Abastecida, a nave alça voo, despedindo-se do benevolente Lahmu/Marte retomando o caminho em direção a Terra. Novamente circula Marte para sair de sua força gravitacional ganhando o espaço. Vasculhando a imensa escuridão, piloto e tripulação vêm o brilho azul da Terra em destaque e a emoção toma conta de todos. A viagem estava chegando ao fim, agora faltava pouco para atingirem seus objetivos.

O silêncio toma conta de todos, nem EA ou Anzu pronunciaram palavras. Seus olhos contemplavam a bela Terra e seus pensamentos tentavam adivinhar se ali estaria a salvação ou a perdição definitiva do Planeta vermelho. O silêncio foi interrompido pela voz de Anzu informando que a nave deverá diminuir a velocidade e suavemente entrar na grossa atmosfera da Terra, pois do contrário, se espatifaria. Adverte a todos que haveria grande turbulência e aumento do calor no interior da nave. EA sugere a Anzu que circule a lua para frear a nave aproveitando o campo de atração do satélite natural da Terra. Anzu aceita a sugestão circulando a lua e dirigindo a nave em direção a Terra. Por duas vezes circula o globo azul, enquanto executa sua manobra, os tripulantes observam os tons de branco neve em dois terços do planeta, o tom marrom escuro ao centro salpicado por pontos verdes. Viam oceanos, terras firmes enquanto procuravam o sinal do localizador emitido pela nave de Alalu. Anzu avisa que a nave é muito grande e pesada para pousar nos pântanos ou terra seca. EA e Anzu decidem pousar nas águas do oceano. Anzu dá mais uma volta no planeta e com grande habilidade, pousa com cuidado as margens do mar. Jatos de ar foram utilizados para suavemente estabilizar o pousa da grande nave. Nas águas amerissou sem afundar nelas.

Golfo Pérsico - Pouso da nave - Reprodução
No rádio, a voz de Alalu ouvia-se dando boas-vindas. Pela comunicação de Alalu, determinou-se a direção de seu destino. A nave flutuava nas águas como a um navio, suavemente “velejando” em direção a uma enseada. Aos poucos as águas iam se estreitando, podendo-se ver terra firme à direita e esquerda da nave, era a entrada do Golfo Pérsico. Colinas pardas surgiam à esquerda, na direita montanhas atingiam o céu. A nave seguia, parecendo flutuar sobre as águas na direção onde se encontrava Alalu acenando. Entre a nave e Alalu, as águas cobriam terra seca, transformando-a em pântanos. Anzu manda que todos vistam seus trajes de astronauta, abre uma das portas da nave e todos desceram aos pântanos. Ataram grossas cordas a pontos estratégicos da nave, arrastando-a para às margens do pântano onde ataram as cordas em troncos de árvores próximas. Em uma das margens brilhava a nave de Alalu ao Sol. Impaciente, EA despi seu traje e com fortes braçadas, o ser com mais de 2,90 m de estatura, supera as águas, nadando vigorosamente, uma visão que deixaria os melhores atletas de olimpíadas acanhados. Aproximando-se da terra seca, seus olhos contemplam pastos verdes em meio a uma flora exuberante. Diante dele, às margens do pântano, o aguardava seu sogro. Alguns passos a mais, pisou na terra escura. Alalu correu até ele, abraçou fortemente seu filho por matrimônio. Uma cena que nenhum terrestre pode ver. Dois seres, com seus quase 3m de estatura, barbas e cabelos longos, de forte compleição física abraçando-se como pais e filhos o fazem para matar a saudade. Haviam se passado 3600 anos na Terra desde que Alalu havia chegado ali e um Shar no Planeta Vermelho desde que de lá partiu. EA e Alalu, um príncipe, um rei, se encontram em outro planeta do Sistema Solar, visando buscar soluções para a cura da atmosfera doente de Nibiru e resolver seus problemas internos relacionados com política e poder.

Alalu ainda abraçando seu filho por matrimônio, diz: “Bem-vindo a um planeta diferente!”

Estava lançado o destino da Terra pelas mãos e julgo daqueles seres...

Fontes:

Wikipédia

https://eternosaprendizes.com/2009/02/27/por-jupiter-foi-descoberto-o-misterio-do-cinturao-de-asteroides/

https://roberto-furnari.blogspot.com/2013/11/cinturao-de-kuiper-kuiper-belt.html

"O Livro Perdido de Enki" - Zecharia Sitchin






COLETÂNEA POÉTICA PALAVRA EM AÇÃO

Edital e Formulário. 

ACESSE: https://drive.google.com/file/d/129GDZ92sAvzmj7HD9jhoc9KYAugCQc6H/view

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