A Saga dos Sumérios - 1ª Temporada - Episódio VI - Eridu - A primeira cidade erguida na Terra

Eridu - Composição Artística - Renato Galvão

Alalu abraça seu filho por matrimonio silenciosamente. De seus olhos brotaram lágrimas de alegria. Um Shar (ano) havia se passado no Planeta Vermelho, 3600 anos haviam se passado na Terra. Durante 3600 anos, Alalu havia esperado aquele momento. Durante 3600 anos sonhara em reaver o trono de seu planeta e se tornar soberano novamente. Mas, o destino havia preparado surpresas desagradáveis para Alalu. Em reverência, EA inclina a cabeça diante de Alalu, seu pai por matrimonio, em sinal de respeito, assim como todos os ocupantes da nave que acabara de chegar em solo terrestre. Anzu e toda a tripulação, inclinaram suas cabeças em sinal de respeito ao rei deposto. Apesar dos transtornos causados a população do Planeta Vermelho pelo ganancioso, incompetente e desastroso reinado de Alalu, todos o reverenciavam como se ele fosse um bem feitor, um grande herói. Esta passagem da Saga dos Sumérios, deixa bem claro como seria o futuro da Terra diante de seus soberanos, reis e na era moderna atual, políticos e governantes. Herança deixada pelos Annunakis (aqueles que vieram do céu à Terra - em Sumério).

Golfo Pérsico - Divulgação

PRIMEIRO DIA

Após a tripulação que os Sumérios eternizaram como heróis, ancorarem a nave nas águas do Golfo Pérsico, evitando a aproximação com os pântanos, ouviram as palavras de comando de EA que lhes disse: “... Aqui na Terra, eu sou o comandante!... Em uma missão de vida ou morte chegamos; em nossas mãos está a sorte de Nibiru!...”.

O comandante olha ao seu redor, procurando um lugar para acampar. Onde Alalu havia levantado uma cabana de juncos, EA ordena que se empilhem o solo, ergam montes, para construir um acampamento. Ordenou expressamente a Anzu que entrasse em contato com espaço porto do Planeta Vermelho e transmitisse mensagem ao rei Anu relatando a chegada e detalhes da viagem.

Provável Tempestade naqueles tempos
Mas, a Terra, tinha particularidades que os visitantes não conheciam. À medida que o dia ia chegando ao fim, repararam que a cor dos céus ia mudando de um amarelo brilhante para o avermelhado. Os olhos dos recém chegados não podiam acreditar naquele belo espetáculo proporcionado pelo cair da tarde. Maravilhados e surpresos, viram o sol se transformar numa bola vermelha e desaparecer no horizonte. Um certo temor tomou conta daqueles Extra Terra, pois, nunca tinham visto um pôr de Sol como aquele, temiam uma grande calamidade. Porém, Alalu, após observar por 3600 anos o nascer e o fim do dia, lhes conforta e diz com um certo sorriso na face: “... É um pôr do Sol, marca o final de um dia na Terra. Aproveitem para um breve descanso, uma noite na Terra é mais curta do que possam imaginar...”. Diferentemente do planeta de origem daqueles seres, o Sol brilharia novamente iluminando um novo dia muito antes do que eles pudessem imaginar ou esperar. A escuridão, inesperadamente para os visitantes, se intensificou separando os céus da Terra. No horizonte, para desespero da tripulação, relâmpagos cortavam os céus. Em pouco minutos, chuvas, trovoadas e ventos aumentavam as preocupações de todos. Os fortes ventos agitavam as águas, balançavam sua nave como se quisessem devolve-la ao espaço e chicoteava seus corpos. Aqueles seres experimentavam a primeira forte e tenebrosa tempestade nunca vista ou sentida por eles. Era as boas vindas da Terra. 

Concepção artística da provável
nave dos Annunakis - Foto Divulgação
Agitada, a tripulação busca abrigo no interior da grande espaço-nave com alguns conjecturando o retorno ao seu planeta natal, apavorados com raios e trovões que para eles, era um deus estranho e revoltado. Muitos ainda conservavam seus trajes de astronautas que os Sumérios descreveram como trajes de peixes iniciando a lenda do deus peixe. A agitação lhes tirara o sono e com os corações acelerados, esperavam pela volta do Sol. Finalmente o dia amanheceu colocando um sorriso na face daqueles 50 seres que compunha a tripulação. Abraçaram-se, congratularam-se como se tivessem acabado de vencer uma batalha. Fora apenas o primeiro dia deles na Terra. Mas, outros dias viriam, outras noites aconteceriam e outras tempestades experimentariam.


SEGUNDO DIA

Ao amanhecer do segundo dia, EA estudou o território a sua volta e deu tarefas aos seus comandados. Nomeou Engur (o senhor das águas doces – denominação Suméria) para que providenciasse água potável para todos. Este juntamente com Alalu, visita a lagoa dentro da floresta próxima onde Alalu havia matado a grande serpente. Examinou as águas e concluiu que estas eram boas para beber. Porém, havia um empecilho em utilizar a lagoa como fonte de água potável, a mesma estava enfestada de serpentes de todos os tamanhos. Transmitiu a EA o que havia visto e este abandona a ideia, aproximando-se dos pântanos e constatando a grande abundância de águas das chuvas. Ordena a Enbilulu (senhor dos matagais - denominação Suméria), um botânico, no trabalho dos pântanos, onde este deveria demarcar os matagais de juncos. Os tais matagais de juncos não poderiam ser dispensados, pois seriam de grande valia para as futuras construções dos Annunakis.

Nomeia Enkimdu (senhor das construções - denominação Suméria), um construtor especialista em barragens e diques, responsável pelos trabalhos da construção de barragens. O intuito de EA era a construção de uma barreira que separasse as águas das chuvas das águas dos pântanos, assim recolheriam e represariam as águas das chuvas para o uso de todos.

TERCEIRO DIA

Rio Tigres - Foto Divulgação
Ao nascer do Sol no terceiro dia, aqueles que já haviam recebidos suas atribuições no dia anterior, trataram de terminar suas tarefas, pois eram de grande urgência para manutenção do acampamento e do
bem estar de todos.

Em companhia de Alalu, EA foi inspecionar as matas vizinhas onde havia sido informado pelo seu acompanhante da existência de frutos e folhas comestíveis que ele mesmo havia experimentado. A Isimud (um gigante de 3mts de estatura e de grande inteligente e experiente, uma espécie de “braço direito”, um vizir na história contada pelos Sumérios que acompanhava EA) perguntas eram feitas quanto aos esclarecimentos de plantas e frutos que estes encontravam pelo caminho ou por indicação de Alalu. Isimud com seus conhecimentos, mostrava a EA os valores nutritivos das plantas e dos frutos. Uma das passagens cita que Isimud colhe um fruto de uma das árvores, prova e diz a EA: “... é uma planta de mel!...”, comendo-a e oferecendo outra ao seu comandante. EA sentiu prazer em saborear o fruto doce e suculento. Infelizmente, os Sumérios, não detalham ou dão informações sobre o fruto saboreado pelos visitantes do espaço. Mas, parece que a tal fruta doce como mel e suculenta, poderia ser uma tâmara, maçã ou pêra, sendo a última com maior probabilidade.


Rio Eufrates Foto: Alen Ištoković
Wikimedia Commons - Divulgação

EA havia sido instruído por Isimud da riqueza da flora local compostas por frutos e folhas saudáveis e que certamente serviriam como alimento a todos. Guru, um dos tripulantes da nave, conhecedor de plantas alimentícias que crescem nas encostas dos morros, EA designou que as catalogasse e as conservasse para que pudessem servir de alimento. Desta forma, toda tripulação estava abastecida com água e alimentos. Porém, seus comandados não estavam satisfeitos com o alimento servido no acampamento, principalmente devido apenas serem servidos folhas e frutos, queriam mais, muito mais.


QUARTO DIA

Pântanos e Juncos - Foto Divulgação
No quarto dia os ventos haviam cessado e a calmaria tomou conta daquela manhã. Nos dias anteriores, os seres evitaram se aproximar da nave, pois esta era sacolejada pelos fortes ventos, impedindo-os de se aproximarem. EA temia acidentes que provocassem feridos. Assim, naquele dia calmo, o comandante dos Annunakis ordena que a tripulação traga as ferramentas armazenadas na nave e que se construa moradas para todos no acampamento. Deu a Kulla, um engenheiro civil, o cargo de elabora e produzir tijolos de argila, este com madeiras das árvores cortadas nas florestas, constrói um forno e o alimenta com lenha para cozinhar seus tijolos. A Mushdammu, uma espécie de profissional especialistas em construções rápidas, a tarefa de fazer os alicerces que sustentariam as moradas.

O dia era quente e o Sol brilhou em todo aquele dia. Mas, para o regozijo de todos, a noite chegou trazendo Kingu (o mensageiro de Apsu – mitologia Suméria), a nossa Lua. Maravilhados com a Lua derramando seu brilho prata sobre as montanhas, rios e florestas, os seres se acomodaram em suas camas improvisadas e adormeceram.

QUINTO DIA

Pântanos da Mesopotâmia antes
da drenagem - Foto Divulgação
O quinto dia chegou e novamente o Sol brilhava num horizonte azul salpicado por nuvens aqui e acolá sem impedir ou amenizar o calor.  EA chama Ningirsig, um construtor naval, e o ordena a construção de um pequeno navio com juncos. Ele queria navegar pelos pântanos para medi-lo, para analisar a extensão dos pântanos. Após a construção do pequeno navio, o comandante convoca Ulmash a subir a bordo. Ulmash era perito e conhecedor do que prolifera nas águas, de aves de caça que voam. EA o havia designado a reconhecer o que era bom ou mal para alimentar a tripulação. Porém e apesar da experiência e conhecimento de Ulmash, ele fica perdido diante de tamanha diversidade de espécies. Das espécies que habitavam as águas, das espécies que voavam nos céus, muitas eram totalmente desconhecidas para Ulmash. Mas, Ulmash identifica carpas nadando entre as espécies de peixes que ocupavam os pântanos e apenas desta espécie aconselhou EA o consumo. Diante do relato de Ulmash, EA convoca Enbilulu e Enkimdu e os ordenas que construam uma barreira com canos de juncos verdes nos pântanos para separar as espécies de peixes bons dos maus, visando o consume daqueles que identificaram como bons, inclusive as carpas. Os designados ergueram armadilhas dentro dos pântanos de forma que as carpas não escapassem das redes e armadilhas para capturar aves que eles designaram boas para o alimento de todos. Desta forma, a tripulação ganhava a possibilidade de consumo de peixes e aves, inteligentemente separados daqueles que foram analisados como ruins.

SEXTO DIA

Rio Eufrates - Foto Divulgação
Ao amanhecer do sexto dia, o comandante reúne a tripulação às margens do pântano e descreve as criaturas do pomar recém criado. Incube a Enursag, um veterinário especialista em fauna, a tarefa de catalogar e distinguir os que se arrastam pelo chão daqueles que caminham sobre pés. Enursag se assusta com a ferocidade e selvageria das espécies e aconselha EA que tome medidas para proteger o acampamento e a tripulação.


Cabe aqui um parêntese.

Pântanos e juncos II - Foto Divulgação
As várias espécies existentes na Terra a aproximadamente 450.000 anos atrás, época em que por aqui chegaram "aqueles que vieram do céu à Terra", como registrado pelos Sumérios,  não tinham o conhecimento de “homens civilizados” caminhando ou especulando florestas, rios e lagos. Os territórios às margens dos rios Tigres e Eufrates, como também a enseada do Golfo Pérsico com suas montanhas e florestas eram o lar de espécies ainda em evolução. O hominídeo mais próximo dali vivia na África, não havendo indícios de que por ali andassem. A presença dos Extras Terra naquele território com sua nave, ferramentas, construções e investidas pelas matas, rios, pântanos e mares, certamente causaria a revolta dos bichos que para os visitantes eram ferozes e selvagens. No planeta de onde tinham vindo as espécies animais viventes eram totalmente diferentes da Terra.

Concepção Artística de Eridu
 Foto Reprodução
De acordo com o relatório de Enursag, EA convoca seus construtores Kulla e Mushdammu, dando-lhes a seguinte ordem: “... À noite, as moradas têm de estar terminadas e rodeadas por um cercado de proteção...”. Imediatamente os construtores puseram mãos à obra e ergueram paredes de tijolos sobre os alicerces rapidamente. Os telhados foram feitos de juncos e as moradias cercadas com árvores cortadas da floresta próxima, protegendo-as.

Na cabana de EA, Anzu colocou uma espécie de arma laser que os Sumérios descreveram como “Raio-que-Mata. Além desta arma, Anzu, o hábil piloto da nave, deixou um comunicador (Falador-que-Transmite-Palavras – denominação Suméria). Outros comunicadores foram deixados em outras cabanas, principalmente de Alalu e dos chefes de equipes.

Zigurate e Templo em Eridu
Concepção Artística - Foto Reprodução

EA, Alalu e Anzu, reúnem-se ao anoitecer do sexto dia. Juntos analisaram as construções e trabalhos realizados nos seis primeiros dias na Terra. Todos estavam satisfeitos com os empreendimentos propostos e tarefas realizadas. E assim, amanheceu e anoiteceu o sexto dia para aquele grupo de Annunakis destinados a extrair o ouro encontrado na Terra.



SÉTIMO DIA

Na manhã daquele dia, a tripulação se reúne em torno de EA para ouvir o que o Comandante tinha a lhes dizer.

“... Empreendemos uma perigosa viagem, percorremos um perigoso caminho desde Nibiru até o Sétimo Planeta. À Terra chegamos com sucesso, muitas coisas boas realizamos, levantamos um acampamento. Que este dia seja de descanso; a partir de agora, o SÉTIMO DIA será sempre de descanso. Que a partir de agora este lugar se chame ERIDU que significa “LAR NA DISTÂNCIA”! (ou lar longe de casa ou lar longínquo – denominação Suméria). Que se mantenha uma promessa, que Alalu seja declarado Comandante de Eridu!...”

Partes de Construções que sobreviveram pelos milénios dando testemunho
da imponência de Eridu - A primeira cidade edificada na Terra.
Foto - Divulgação

Toda a tripulação concorda com as palavras de EA, gritando palavras de exaltação a Alalu e a EA. Palavras de concordância foram pronunciadas por Alalu que propõe uma homenagem a seu filho por matrimonio, seu genro, seu amigo. “... Que seja dado um segundo nome a EA, que se chame Nudimmud, o Hábil Criador!...”

EA/Nudimmud/EN-KI

E assim EA/Nudimmud foi carregado pela tripulação aos gritos de Hábil Criador dando voltas por todo acompanhamento do que seria a futura cidade construída entre os rios Tigres e Eufrates a aproximadamente 450.000 anos dentro do desconhecido passado da Terra. Eridu, assim se chamou a primeira cidade construída na Terra. Mais tarde, com a chegada de seu meio irmão e rival Enlil e com a divisão de poderes e deveres na Terra entre os dois, EA ( Senhor das águas)/Nudimmud (Hábil Criador), passaria a ser denominado como En-ki, (En=Senhor e Ki=Terra), ou seja "Senhor da Terra". Ki era o nome dado pelos Annunakis ao Planeta Terra e consequentemente passado aos Sumérios.  



Tabuletas de argila dos Sumérios que contam
a chegada e o que fizeram os Annunakis na Terra.
Foto - Divulgação
A descrição da chegada dos Annunakis à Terra registradas nas tabuletas de argila dos Sumérios, assim como suas realizações nos primeiros sete dias da “Missão Terra”, traça primeiramente, um paralelo bíblico com a criação do mundo, guardando suas devidas proporções. Cria a lenda do deus peixe retratado na mitologia Suméria. Nos relata as primeiras investidas contra a natureza local, como desmatamentos para utilização de madeira em construções, para alimentar fornos para cozer tijolos e escolha de animais para um consumo direto de grupos. Se o que se propõe teoricamente por estudiosos, arqueólogos e outros pesquisadores envolvidos em decifrar e fazer conhecer a história dos Sumérios e de acordo com a tradução de seus escritos deixados para posteridade, muitos paralelos encontraremos nestes registros com as histórias contadas e escritas por povos posteriores e que não são atribuídos aos Sumérios, apesar de tais povos declararem ter obtido conhecimentos no passado. Até mesmo em nosso mundo moderno de hoje, vários itens da cultura Suméria são encontrados. Desde de nosso calendário até ao sistema sexagesimal de nossos relógios. Enfim, muito ainda será revelado na SAGA DOS SUMÉRIOS.

Fontes e Pesquisas:

 https://conhecimentocientifico.r7.com/rio-tigre/

http://www.pastormoysesbarbosa.com.br/biblia_ciencia/ler.php?id=11

https://www.greelane.com/pt/ci%C3%AAncia-tecnologia-matem%C3%A1tica/ci%C3%AAncias-sociais/eridu-iraq-earliest-city-in-mesopotamia-170802

https://pt.wikipedia.org/wiki/Enqui

https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0505200301.htm

http://www.blogbrasarabias.com.br/2020/10/os-arabes-dos-pantanos.html

https://seguindopassoshistoria.blogspot.com/2016/03/mesopotamia-o-berco-das-cidades.html?m=1

Literatura:

O Livro Perdido de EN.KI - Zecharia Sitchin

Deuses, Túmulos e Sábios - C. W. Ceram



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