Jefferson Pontes: Um escritor vencendo barreiras

Jefferson Pontes - Escritor e Poeta

Jefferson Noel de Pontes, nasceu em Natal no Rio Grande do Norte, porém aos três anos de idade, mudou-se com sua família para São Paulo. Na “terra da garoa”, Jefferson Pontes (nome Artístico), morou sete anos, onde concluiu os primeiros períodos do ensino fundamental. Aos dez anos, sua família, que agora contava com mais dois membros, retornou para o Nordeste, mais precisamente, para Guarabira, na Paraíba, cidade distante uns 100km da Capital João Pessoa. Mas, sua família apenas residiu nesta cidade por um ano, tempo suficiente para que nosso poeta concluísse o terceiro ano do ensino fundamental e conhecesse seus avós maternos. A família retornou para São Paulo, morando na cidade de Itu por aproximados dois anos e assim Jefferson conseguiu concluir o quinto período do ensino fundamental antes de partirem para Salto, uma estância turística no interior do estado de São Paulo. No ano seguinte, sua família decide mudar-se para Porto Feliz, na região metropolitana de Sorocaba. Em Porto Feliz, Jefferson consegue concluir o sexto e sétimo período, porém, o oitavo ano e os dois anos completares para o ensino fundamental, foram cursados na cidade Boituva, também localizada na Região Metropolitana de Sorocaba. Nosso Poeta declara em sua biografia que em Boituva “... foram os melhores anos da minha vida até hoje...”, pois foi nesta cidade que ele conheceu seus “... melhores amigos...” e que “... pela primeira vez me senti bem comigo mesmo e percebi que estava no caminho certo...”.

Assim, Jefferson Pontes inicia sua escrita visando extravasar, o que ele definiria em sua trajetória como “... aquilo que não era capaz de dizer a ninguém por ter tanta vergonha dentro de mim...”. O Escritor, inicialmente pensou em denominar seu primeiro livro com o título de “Ao meu amor, cartas para ti!”, mas com o passar do tempo, resolveu trocar o título para “O QUE ELA NÃO LHE DISSE”. Jefferson informa que “... Não optei por nomear a minha personagem, pois assim qualquer pessoa que ler um texto meu, pode ser a personagem, pois ela diz aquilo que não foi dito e por essa razão, quem está lendo, pode se identificar com o que foi escrito, se o leitor (a) também sentir-se da mesma maneira...”

O Autor retorna para a cidade de Itu em São Paulo quando ainda estava cursando o último período do ensino médio e desde então, reside nesta cidade com sua esposa e suas quatro filhas.

Com a parceria e ajuda da Editora LedriPrint, Jefferson, após oito longos anos, consegue dar vida ao seu projeto, publicando seu belo e reluzente livro. Mas, nosso poeta não parou por aí. Continua escrevendo e empenhado, terminando seu segundo projeto e dando vida ao terceiro. Podemos esperar mais dois livros deste fabuloso escritor.

E assim ele descreve seu próximo livro: “... Espero que cada texto de alguma forma toque no coração do meu leitor... Quem, que não sofreu uma desilusão amorosa ou já foi deixado de lado por um outro alguém? O mundo acabou depois disso? Não. Ele continuou e você cresceu e aprendeu com essa dor. Segundo livro estamos na sua elaboração...”.

Publicaremos aqui dois textos exclusivos e inéditos gentilmente enviados por Jefferson Pontes, onde, Prezados Leitores, vocês constarão a grande sensibilidade e inspiração deste fabuloso Escritor e Poeta.

Título: 09 de Agosto

Eu não levantei da cama,
Abri os meus olhos e deixei o tempo correr pelo relógio.
A minha cabeça girava, consequência de toda bebida que ingeri por sua causa na noite passada.
O meu All Star vermelho estava pendurado no abajur, enquanto minha calcinha, eu a via jogada em cima da escrivaninha.
Não lembro de ter te convidado para entrar na minha casa, muito menos no meu quarto.
Quando dei por mim você já estava completamente nu em minha cama e em cima de mim, enquanto dava uma golada de cerveja e sugava para dentro da sua boca os meus mamilos.
O tempo não me fez esquecer,
O beijo que você roubou de mim dentro do banheiro feminino,
E as mentiras que criei para evitar te ver no dia seguinte, acho que você resolveu ignorá-las, pois, perdida no meu celular, existia cinco ligações sua.
Eu não queria falar com você, ainda mais depois de não sair do meu pé a noite  inteira pela balada.
Você disse que precisava de espaço, então  não me venha com esse papo que fui atrás  de você primeiro.
Ele me puxou pelo braço e por consequência fui de encontro ao seu corpo.
Quanto mais tentava me desvencilhar das suas mãos, menos me pegava tentando  desviar suas tentativas de beijar a minha boca.
Eu não queria mais pensar nele, por essa razão, rolei pela cama na tentativa de mudar os ares do meu pensamento, mas não consegui evitar, ainda sentia o seu cheiro grudado no meu corpo  e na sua jaqueta azul que estava sobre mim.
Ele não deu ouvidos ao que eu dizia,
Segurou firme na minha cintura e me deu um beijo.
Eu tentei não corresponder, eu juro.
Mas sua língua dançava dentro da minha  boca e eu não queria que ele me soltasse.
O seu beijo era amargo de cerveja,
O seu toque  era quente como fogo.
O meu corpo fervia em suas mãos a medida que mais e mais ele investia
O seu corpo quente contra o meu.
Ele já havia virado o meu mundo de ponta cabeça uma vez e, se eu dissesse que estava em plena consciência do que estava  fazendo ali junto dele, mesmo depois de tudo o que me fez passar, com certeza me achariam maluca,
mas confesso, não consegui resistir, fui fraca e me deixei levar outra vez pelo seu doce sussurrar nos meus ouvidos...

MATÉRIA ESPECIAL NO JORNAL DE ITU/SP

Título: 22 de dezembro

Inspirei bem fundo à procura do  que restou do seu cheiro em mim.
O meu corpo ainda ardia por dentro apenas com a lembrança do seu beijo na minha boca.
Rolei pela cama na louca tentativa de te esquecer por um momento, mas eu não consegui evitar lembrar de você.
Vesti minha roupa habitual enquanto olhava o meu reflexo no espelho.
Eu tinha certeza que se ele estivesse aqui agora reclamaria do meu decote.
Ciúmes, essa palavra o descreveria perfeitamente.
Ainda me pego pensando por onde ele se meteu, se está bem ou melhor, se ainda pensa em mim.
Faz um bom tempo que não tenho notícias suas e isso, muitas vezes, me deixa triste.
Eu não deveria amá-lo dessa maneira, afinal, nunca ficou claro entre nós  se o que tínhamos era sério de verdade.
Neguei até o último minuto o que sentia por ele e não tenho certeza, se algum dia, eu ainda o verei de novo ou se o terei para mim mais uma vez por pelo menos uma noite.
Registrei cada segundo dos últimos momentos que passei ao seu lado, na minha mente.
As lembranças fazem o meu corpo ferver involuntariamente a cada vez que lembro do seu toque no meu corpo, da sua língua correndo pelo meu pescoço, dos seus braços envoltos em um abraço que eu nunca deveria ter deixado escapar de mim.

O seu cheiro inconfundível invadia as minhas narinas, enquanto ele deslizava suas mãos por debaixo da minha saia e alisava  minhas pernas e sugava forte os meus lábios com a sua boca.
O seu corpo quente se aproximava do meu, à medida que ele me despia lentamente com o seu olhar.
Beijei o seu peito peludo e os seus pelos arranharam os meus lábios.
A sua boca molhada de cerveja  deslizava pelo meu abdômen a medida que eu fincava as minhas unhas no lençol de cama.
Eu sei que você sabe que sou casado, mas eu posso te roubar um beijo?
Essas palavras, confesso, me pegaram de surpresa quando ele as disse bem baixinho no meu ouvido.
A sua voz ecoou pela minha cabeça a medida que eu me arrepiava toda com o toque dos seus lábios nos meus.
Resisti o máximo que pude ignorar o fato de existir outra mulher além de mim na sua vida.
Eu me contentei em viver com as suas sobras pela simples razão de ser tarde demais e não conseguir mais ficar longe de você.
Tentei ser honesta comigo mesma,
Eu não pretendia aceitar tão fácil suas desculpas como imaginava, mas ele sabia o que fazer para destruir cada uma das minhas defesas.
Olhei dentro dos seus olhos e vi tudo o que já havia sonhado bem no fundo deles.
Eu estava completamente perdida nos seus braços.
O seu corpo dançava colado ao meu enquanto deslizava seus dedos pelos meus  mamilos.
A sua boca molhada me enchia de prazer a medida que envolvia cada um dos meus seios com os movimentos da sua língua ligeira.
Gemi mais alto do imaginei quando sua mão deslizou rápido pela minha virilha, enquanto o seu corpo corria por detrás do meu, envolvia minha cintura com o seu abraço sedutor e corria sua boca quente e úmida mais uma vez pelo meu pescoço.
Meu cabelo molhado grudava no seu peito peludo a medida que o meu corpo se encaixava perfeitamente no seu.
Hesitei por um segundo quando ouvi o seu celular tocar dentro da sua calça jogada no chão do banheiro.
Ele pareceu não se importar com isso, pelo contrário, continuou me abraçando e me arranhando com a sua barba ao mesmo tempo que segurava meu rosto e me dava um beijo.
A água da banheira envolvia nossos corpos,
eu podia sentir a sua pele molhada rente à minha.
As suas mãos corriam pelo meu abdômen e se firmavam nos meus seios, enquanto eu sentia o calor do
seu beijo na minha boca novamente.

Deixei sua mão submergir  minha cabeça  enquanto segurava firme o meu cabelo.
Eu sentia todo o seu tesão preencher a minha boca por completo.
O ar fluía dos meus pulmões enquanto ele  insistia em deslizar o seu corpo pela minha boca, tirando o resto de fôlego que eu tinha.
Emergi vermelha, o ar entrando nos pulmões enlouquecidamente.
Ele me agarrou de imediato e meu beijou,
era um beijo diferente, eu sentia, como se a partir daquele momento não houvesse mais chances de me dar outro.
Investi contra o seu corpo quente, colando definitivamente os nossos corpos molhados um no outro.
A água respingava no assoalho do banheiro a medida que o seu beijo enchia a minha boca enquanto a sua língua gladiava com a minha.
Exatamente como imaginei que seria, eu não estava preparada para esse momento.
Fogo fluía pelas minhas veias,
Eu gemia e não estava nem um pouco preocupada com o volume da minha voz.
Ele deixava o seu corpo relaxar a medida que me envolvia com os seus braços e beijava o meu pescoço.
Eu sentia o seu coração ainda bater acelerado no seu peito.
Hesitei um pouco antes de finalmente deitar sobre o seu peito e começar a dedilhar devagar os seus braços.
Não tinha total certeza do que tínhamos,
por essa razão, não disse o que sentia de verdade por ele.
Eu tinha medo de fechar os meus olhos e quando acordar perceber que aquilo era apenas mais um sonho com você...

Recentemente JEFFERSON PONTES se inscreveu na COLETÂNEA PALAVRA EM AÇÃO promovida e organizada pelo JORNAL E EDITORA ALECRIM com duas poesias intituladas O QUE QUERES DE MIM” e “SOMENTE O TEMPO", abrilhantando nosso projeto literário. E se você quer fazer parte deste projeto, junte-se a nós e venha brilha conosco. Edital: http://drive.socialshare.top/ynzzirva ou envie mensagem para jornal.alecrim@gmail.com

 

 

 

 Fonte: Jefferson Pontes 

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Comentários

  1. Gostei muito da Matéria.
    Ontem havia perguntado para a Claudia e resolvi pesquisar e encontrar o jornal online.
    Muito obrigado Renato pela matéria,me senti vivenciando novamente todas a mudanças de cidades e tudo o que aprendi na trajetória é as várias pessoas que conheci.
    Um grande abraço

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