Rita Pinheiro: Garimpeira da Cultura

Rita Pinheiro - Garimpeira da Cultura
Rita Pinheiro, além de educadora, hoje professora aposentada, também é escritora de seis livros, bonequeira, griô de tradicional oral e atriz de teatro com o lançamento do seu 1º monólogo. A artista também gosta de fotografar tudo o que vê e o que lhe chama atenção. Sua bagagem é composta de Exposições Fotográficas, Lançamentos de livros, áudio livros, Apresentações com bonecos de fantoches e citações de poesias. Durante suas atividades, Rita costuma torna-las acessíveis a deficientes auditivos, visuais e físicos com materiais disponíveis como braile e audiodescrição. O objetivo desta militante da acessibilidade é chamar a atenção da classe artística, mobilizá-los para que produzam artes acessíveis, o que é muito importante na inclusão social.  

Durante o período de Pandemia, Rita tem atuado como digital influencer, semanalmente realiza Lives ao vivo para contribuir com o estado emocional do público em geral, apostando na arte e na cultura como combustível para vencer todos os desafios e dificuldades provocados pela novo corona vírus.

LIVROS

 "Os poemas que eu não gostaria de escrever e nem você de ler".

Mais que um livro: um grito, um desabafo, um clamor por mudanças. Os poemas trazem as mazelas sociais mundiais vivenciadas pela autora nas suas andanças pelo mundo. Um livro lançado em 2014, indo para quarta edição em formato e-book, agora pela Cogito, trazendo temas atuais mostrando que a inércia social é gritante. Um livro para ser lido sem entraves, e/ou perguntas; precisamos agir e se permitir fazer parte desse processo. Com prefácio de Thiago Gato Preto, escritor baiano e organização de Valdeck Almeida de Jesus, jornalista, escritor e incentivador cultural. Terceiro livro da autora, reúne 29 poemas denunciativos e reais: fome, violências, conflitos e esperança. Seus poemas são recitados por escritores em vários locais do mundo.

"A Mulher do Espelho" 
 A Mulher do Espelho não é um livro, uma obra, um argumento, talvez só um pedido de socorro". Trecho das palavras da autoria. O mundo não parou, as pessoas não pararam e sim a vida conflituosa que vivíamos. Apresentados a um ser invisível e indecifrável em forma de vírus; a autora transformou o isolamento que a longa pandemia causou em palavras; o livro escrito durante 76 dias de total insônia onde dia e noite se completaram. Nasce o livro, com dúvidas e certezas, avanços e retrocessos, perdas e superação.  

"Coisas da vida"

Uma obra múltipla plural e sensível assim como é a sua vida. Sempre refletida na arte e vice versa. Através dos poemetos, poemas, causos ela inspira você.

EVENTOS

AÇÕES SOCIAIS
Textos poéticos, gentilmente enviadas por nossa multi-artista Rita Pinheiro...


África
 
África clama,
África chora,
África chama pelos filhos teus,
Eu não quero meio-fio para chorar pelas minhas crias,

Eu quero meio-fio para contar as minhas histórias,
E vou contar...
A Pró contou, que aqui no Brasil
Chegava um monte de navio, cheio de negrinho.
“Rema, rema, rema.“
- Aí moço, para de me bater!!!
“Rema, rema, rema“.
- Ele é um dos nossos!?!
A Pró falou, que os navios pararam de chegar.
“Ela mentiu!!!!"
Chegam navios, botes  super lotados,
Embarcações  multicor:
Tem  branquinho, amarelinho, pretinho...
- Oh!  Um corpo boiando.
- outro ali...
- Oh! Uma criancinha...
 
Calma! Acalmem seus corações;
Seus filhos não precisam fugir,
E não vão morrer afogados;
Eles aprendem a nadar, nos melhores clubes da cidade...
 
África clama,
África chora,
África chama pelos filhos teus,
Eu não quero meio-fio  para chorar pelas minhas crias,
Eu quero meio-fio para contar as minhas  histórias,
E vou contar...
Existia  um muro
Que separava  branquinho de branquinho;
Eles não se  falavam, e eu não entendia;
Eu vi esse muro ser derrubado.
Um novo muro está sendo construído,
Cercas são construídas;
O número de refugiados supera 60 milhões.
Pais  passam seus filhos  por cercas,
E  muitas tem suas entranhas dilaceradas.
As que sobrevivem, perdem a esperança de rever seus pais.
Calma  !  Acalmem seus corações,
Seus filhos são protegidos por muros,
De luxuosos condomínios...
África clama,
África chora,
África chama pelos filhos teus,
Eu não quero meio-fio  para chorar pelas minhas crias,
Eu quero meio-fio para contar as minhas  histórias ,
E vou contar...
O Grupo Extremista Boko Haram,
Sequestraram 276 meninas em sala de aula em Chibok na África,
“Matem os meninos! “
Já as meninas:
Foram forçadas a casarem com os guerrilheiros;
Procriar,
Vendidas como escravas,
Usadas como terroristas suicidas,
São abusadas sexualmente diariamente;
Aquelas que se recusam,
Tem o seios  ralados na soleira
Sendo marcadas para o resto da vida.
Muitas que conseguem voltar,
Não  são  aceita por seus pais.
Calma! Acalmem seus corações,
Suas  filhinhas estão protegidas,
Só que muitas “dão de graça“ nas baladas,
Após o uso de muito ECSTASY...
África clama,
África chora,
África chama pelos filhos teus,
Eu não quero meio-fio  para chorar pelas minhas crias,
Eu quero meio-fio para contar as minhas  histórias,
E vou contar...
Meio-fio borda de calçada,
O meio-fio serve para  aparar o sangue
Dos jovens mortos pela violência,
A cada 100 jovens, 77 são negros !!!
O meio-fio serve para eu sentar ,
E chorar por nossas crias,
O meio-fio serve para eu contar minhas histórias,
E eu vou contar !!!!
 
Recentemente, RITA PINHEIRO inscreveu-se na COLETÂNEA PALAVRA EM AÇÃO promovida e organizada pelo JORNAL E EDITORA ALECRIM, decorando a referida Coletânea com dois lindos textos poéticos intitulados “TEMOS O QUE COMEMORAR?” e “INDIGENTE”. E se você quiser fazer parte desta Coletânea, juntamente com nossa linda Escritora e outros tantos nomes de escritores (as), poetas e poetisas, inscreva-se e venha brilhar com todos nós. Edital e Formulário, acesse: http://drive.socialshare.top/ynzzirva ou envie mensagem para jornal.alecrim@gmail.com

Fonte: Rita Pinheiro

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