OUMUAMUA - UM MENSAGEIRO QUE VEIO DE LONGE

Crédito da imagem European Southern Observatory  M. Kornmesse

Oumuamua foi o nome dado a um objeto interestelar descoberto vagando pelo nosso Sistema Solar. O nome tem origem havaiana e significa "o mensageiro de longe que chega primeiro". 

Telescópio de Pesquisa Panorâmica e Sistema Rápido de Resposta - Monte Haleakala - Havaí
Foto Getty Imagens BBC News Brasil

Descoberto pelo astrônomo Robert Weryk em 19 de outubro de 2017 através das super lentes do telescópio PS1 do Pan-Starrs (Panoramic Survey Telescope and Rapid Response System. Em português: Telescópio de Pesquisa Panorâmica e Sistema Rápido de Resposta) localizado no monte Haleakala no Havaí. O objeto chamou a atenção dos estudiosos por apresenta uma trajetória completamente hiperbólica, ou seja, sua velocidade é mais do que suficiente para escapar da atração gravitacional de um objeto central como planetas, sóis e outros que possuam forte atração gravitacional, pois tem energia totalmente positiva.

A observação primária de tal objeto, deu-se quando o mesmo navegava a 0,2 UA (unidade astronômica), aproximadamente 30 000 000 Km distante da Terra. De inicio classificaram-no como um cometa, logo depois como um asteroide. Porém, Oumuamua não apresentava características de tais objetos, tratava-se do primeiro objeto observado como uma nova classe chamada asteroides hiperbólicos.

lustração da evolução do objeto interestelar 'Oumuamua (Imagem YU Jingchuan)

Baseados em observações feitas durante 29 dias, constatou-se a excentricidade orbital de Oumuamua que foi declarada pelos seus observadores como sendo 1,20 mais alta do que qualquer outro objeto observado cruzando nosso Sistema Solar. Sua alta excentricidade faz crer que o Oumuamua nunca esteve gravitacionalmente preso a qualquer Sistema Solar conhecido ou desconhecido devido a sua alta velocidade de entrada em nosso Sistema Solar. Com inclinação na casa 123º em relação a eclíptica (projeção sobre a esfera celeste da trajetória aparente do Sol observada a partir da Terra) e velocidade orbital (velocidade de um objeto em qualquer ponto de sua órbita) cerca de 26,33 km/s em relação ao Sol quando no espaço interestelar (referente ao material que preenche os espaços entre estrelas), atingindo picos de até 87,71 km/s no periélio ( periélio vem de peri (à volta, perto) e hélio (Sol), é o ponto da órbita de um corpo, seja ele planeta, planeta anão, asteroide ou cometa que estão mais próximos do Sol).

Arte imagina como é a aparência do Oumuamua (imagem ESO)

Declarado como o primeiro objeto interestelar que cruza nosso sistema solar com estas características, com cerca de 400 metros de comprimento e 40 metros de largura e devido a sua alta velocidade (160 mil Km/h), muito mais rápida que o esperado, os astrônomos da Universidade de Harvard acreditam se tratar de um objeto artificial de origem alienígena com objetivo de investigar nosso Planeta. Outras características que levaram os astrônomos a desconfiarem da origem alienígena de tal objeto, é  que o mesmo ignorou totalmente a atração gravitacional solar, não sofrendo qualquer alteração de sua rota ao passar pelo Sol. Para  sair de nosso Sistema Solar, atingiu a incrível velocidade de 160 mil km/h, algo não observado em qualquer outro corpo celeste cruzando nosso galáxia.


Algumas teorias orbitam em torno dessa descoberta: 

Depois de notar que Oumuamua exibe aceleração não gravitacional, o chefe do departamento de astronomia da Universidade de Harvard sugeriu que poderia ser uma sonda de navegação solar. Outros acreditam ser um a nave alienígena, uma espécie de nave mãe camuflada designada a estudar sistemas solares. Ou ainda há quem acredite se tratar de algo divino ou sobrenatural.                                                                                                                           

Seligman & Laughlin em 2020sugeriram que Oumuamua fosse um iceberg de hidrogênio, então o gás hidrogênio puro que lhe dá seu impulso semelhante a um foguete teria escapado da detecção. Esta teoria baseia-se  na suposição de que o gelo H2 pode se formar em densas nuvens moleculares. Caso isto seja verdade, objetos de gelo H2 podem ser abundantes no universo. 

Foto: European Southern

O local mais provável para a produção de icebergs de hidrogênio é nos ambientes mais densos do meio interestelar. No entanto, esses ambientes estão muito distantes e não são propícios ao desenvolvimento de icebergs de hidrogênio. E mais, em regiões com alta densidade de gás, o aquecimento por colisões de gases pode sublimar rapidamente o manto de hidrogênio nos grãos, impedindo-os de crescer ainda mais. Para formar um objeto com o tamanho de km, é preciso primeiro formar grãos de micron, então esses grãos crescem por colisões pegajosas, mas no caso de um iceberg de hidrogênio, essa teoria não se sustentaria. A sublimação térmica por aquecimento de colisões gasosas, destruiria qualquer  icebergs de hidrogênio molecular do tamanho de Oumuamua antes de sua fuga para passear pelo universo  como matéria escura. O resfriamento evaporativo nessas situações não reduz o papel da sublimação térmica pela luz das estrelas na destruição de objetos de gelo H2.  As observações sobre o comportamento de Oumuamua não levam a crer que o mesmo seja feito de gelo de hidrogênio molecular.
Vela Espacial movida a laser 

Poderia ser algo construído por cérebros inteligente?

Publicado na revista Astrophysical Journal Letters os estudos feitos pelos astrônomos Shmuel Bialy e Abraham Loeb considerando o Oumuamua de origem artificial com possibilidade de ser uma espécie de veleiro espacial flutuando pelo universo como se fora resíduo de equipamento(s) tecnologicamente  avançado. Tal estudo é baseado no excesso de aceleração observado como se este fosse "empurrado" pela radiação de sóis por onde passa o desconhecido objeto. Eles compararam o Oumuamua as velas solares criadas por nós, como a Ikaros por exemplo, que foi nossa primeira sonda interplanetária impulsionada por uma vela solar lançada pelo Japão  em 2010 destinada a estudar o planeta Vênus. Mas esta teoria não foi aceita pela comunidade científica que alegou que para ser uma vela solar, o Oumuamua teria que ser obrigatoriamente mais fino do que é e caso fosse uma nave, teria uma trajetória mais suave.

Outros estudiosos acreditam que, segundo suas pesquisas, a origem do Oumuamua explica seu formato singular. Provavelmente o objeto teria se desgarrado de algum cometa ou de um planeta maior que a própria Terra. Felizmente ou infelizmente essa teoria também ainda não foi comprovada.

Outras tantas teorias surgiram no espaço de tempo em que Oumuamua ocupou as telas dos visores de vários observatórios, porém, nenhuma delas, chegou perto de uma conclusão que resolvesse o mistério. O fato é que este objeto deu bye-bye ao nosso Sistema Solar em 2018, deixando para traz centenas de perguntas sem respostas. Asteroide ou cometa, sonda ou nave especial, qualquer outro corpo interestelar ou ainda,  manifestação sobrenatural, quem baterá o martelo da verdade? 

Dúvidas ficarão orbitando nossos pensamentos, pois falta-nos dados para concluir pesquisas e nos  aproximar da verdade. Em fim, os debates quanto a origem e composição ou estrutura molecular do Oumuamua, segue e deve durar muito tempo...  

Fontes: Zap, Galileu, Space.com, Canaltech e Wikipédia


Textos e pesquisas:

Renato Galvão
Artista Plástico, escritor, poeta e Colunista



ÂNGELA BULGARELLI - UMA ARTISTA PLÁSTICA EM "BUSCA DE INFINITAS INTENÇÕES"

Natural de Petrópolis/RJ, Ângela Bulgarelli Gomes da Silva é uma Artista Plástica que d
esde cedo se
 identificou com a arte do desenho e da pintura. Dedicando-se durante alguns anos à temas infantis, criando e ampliando desenhos significativos. Herança genética herdada de sua mãe, Martha Bulgarelli, que lhe trouxe o dom da pintura e do amor à arte. Utilizando várias técnicas, entre elas, Acrílico sobre tela, Aquarela, Pastel Seco, técnicas Mistas e Encáustica para conceber sua telas com temas diversos. Ângela Bulgarelli é autodidata e sempre está em busca de novas técnicas e visões artísticas. 
                                                                                                                                                      

Ângela Bulgarelli costuma dizer que "... Todos temos um roteiro de vida que nos leva à uma escolha de caminhos marcados pelas nossas conquistas, a minha trajetória é marcada pelas artes através das curiosidades, experimentos, técnicas e cores em diversos segmentos, sempre dando o tom e brilho nas criações. Em meu caminho, a curiosidade de ousar e experimentar técnicas é sempre um desafio, encontrei expressões, cheguei à realização momentânea ... pois meu caminho segue em busca de infinitas intenções".

Esta versátil e fantástica Artista Plástica é membro da AAPP - Associação dos Artistas de Petrópolis e ALEART - Academia de Letras e Artes da Região dos Lagos onde assina como Acadêmica e Delegada de Araruama.



Exposições, participações e premiações


 
  • "Expressões", uma das exposições da Artista Plástica Ângela Bulgarelli, contou com cerca de 40 obras de seu acervo com direito a Vernissage na Casa de Cultura José Geraldo da Conceição Caú em Araruama em setembro de 2017

  
  • A Artista participou da mostra coletiva do 48º evento promovido pela AAPP (Associação dos Artistas de Petrópolis) intitulado "Cor e Arte", em comemoração ao aniversário da instituição que aconteceu no Centro Cultural Estação Nogueira, um espaço muito importante para os distritos da cidade serrana de Petrópolis. A mostra aconteceu em abril de 2019 com repercussão para todo o estado do Rio de Janeiro. Entre os vários nomes importantes para a cultura e arte brasileira que lá expuseram suas artes, figuravam os nomes de Ângela e Martha Bulgarelli. 
                                                 
  • Em setembro de  2018 por ocasião do 26º Salão Nacional da Primavera promovido pela Associação dos Artistas de Teresópolis (Soarte) na Casa de Cultura Adopho Bloch em Teresópolis. Em  meio a 100 obras expostas por 50 artistas, Ângela Bulgarelli foi premiada com Medalha de Prata na categoria "Especial/Técnica Mista" com sua tela intitulada "Teia dos Sonhos". 

  • Ângela exibiu sua tela "Detalhes da Época" no 27º Salão Nacional da Primavera, promovido pela Associação dos Artistas de Teresópolis (Soarte), onde foi agraciada com "Menção Honrosa" na categoria "Pintura Profissional" em setembro de 2019. 



Algumas Telas



     








Contatos:

Nome Artístico: Ângela Bulgarelli

Tel.: (22) 2665-4169 / (22) 99251-9193

Endereço: Rua Dr Collet, 177 - Pontinha

CEP 28.970-000 Araruama - RJ


Mais informações, acesse:

http://redesemfronteiras.com.br/noticia_ver.php?id=2288

http://blogaapp.blogspot.com

https://m.facebook.com/aranews.araruama/photos/a.1270418129745804/1362051463915803/?type=3



 Fontes: 

Ângela Bulgarelli, Tribuna de Petrópolis, Fala Araruama, PMT, Netdiario - Louis Capelle.


Pesquisas e Texto:
Renato Galvão
Artista Plástico, Escritor e Poeta

RENATO CARDOSO - FANTÁSTICO ARTISTA PLÁSTICO


Nascido na cidade do Rio de Janeiro em 1959, RENATO PEREIRA CARDOSO é Artista Plástico com vários cursos e formação, a saber:  Desenhista de Artes Gráficas formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial/SENAI (1981). Bacharel em Desenho Industrial pela Escola de Belas Artes/EBA da Universidade Federal do RJ/UFRJ. Aluno da professora e artista plástica Nízia Lüke na Sociedade Brasileira de Belas Artes, Aluno do professor Marlon Silli no atelier de desenho e pintura do Tijuca Tênis Clube. Cursou Teoria e Prática da Fotografia em Preto e Branco, Artes Gráficas e Criação Publicitária, promovidos pelo Museu Histórico Nacional. Foi um dos vencedores do Concurso de Desenho Industrial para Móveis, promovido pela Associação de Fabricantes de Móveis/AFAM em convênio com a FAU/UFRJ (1982). Produção Gráfica realizado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e Reprodução para Artes Gráficas Branco & Preto, realizado pela Kodak em São Paulo, ambos em 1983.


            Obra "A Arte de Ensinar" premiada no 3º Concurso Cesgranrio Novos Talentos da Pintura





Renato Cardoso, reside na cidade de cidade de Teresópolis/RJ onde dirige seu Atelier de Pintura e desenho. Membro da Sociedade dos Artistas de Teresópolis (SOARTE), participando de exposições coletivas nos Clubes Comary, Tijuca Tênis Clube e outras sob a organização da SOARTE. Participou da 10ª Coletiva de Artes Plásticas promovida pela Moviart e Galeria de Arte Maria Augusta no Shopping Cassino Atlântico em Copacabana/RJ. Medalha de Ouro no 25º Salão da Primavera promovido pela Sociedade dos Artistas de Teresópolis em 2017 e 2º Lugar no 3º Concurso Novos Talentos de Pintura realizado pelo Cesgranrio em 2018, sendo agraciado com o prêmio de aquisição.






RENATO CARDOSO - FANTÁSTICO ARTISTA PLÁSTICO





Medalha de Ouro "Brincando de Roda" 25º Salão da Primavera SOARTE








Contato:

Facebookhttps://www.facebook.com/rpcardoso59/ (@rpcardoso59)

E-mail: rpcardoso59@gmail.com 

Mídia: https://teretotal.com.br/artista-plastico-da-soarte-renato-cardoso-recebe-premio-do-concurso-cesgranrio/




Fontes: Renato Cardoso e TereTotal

Adaptação de texto e pesquisa: 

Renato Galvão
Artista Plástico, Escritor e Poeta








A TERRA, SUAS MINI-LUAS E SEU LIXO ESPACIAL

Desde 2017 a Terra vem contando com mais umas luas. A descoberta em 15 de fevereiro de 2020 de mais um objeto orbitando em torno de nosso planeta, uma espécie de mini lua, aconteceu através do programa de monitoramento Catalina Sky Survey (CSS) gerenciado pela NASA e desenvolvido pela Universidade do Arizona. Segundo os astrônomos, trata-se na verdade, de um pequeno asteroide medindo entre 1,9m e 3,5m que foi capturado pela força gravitacional da Terra, circulando nosso planeta a cada 47 dias. Tal órbita é extensa e oval, fazendo com que o objeto navegue por um caminho muito além da orbita de nossa verdadeira lua. Esta particularidade na sua orbita, causou dificuldades para observá-lo. Outros observatórios também detectaram a mini lua e vem acompanhando sua trajetória.


Simulações da trajetória do objeto batizado de2020 CD3, não se mostraram precisas. Porém, o pesquisador Gregori Fedorets da Queen’s University Belfast, diz que a mini lua está se afastando e deve abandonar a órbita em torno da Terra brevemente. 

 

Vários casos como estes aconteceram no passado recente, ou seja, pequenos asteroides serem tragados pela força gravitacional de nosso planeta. No ano de 2006 o CSS (Catalina Sky Survey) descobriu e monitorou um objeto catalogado como 2006 RH120 que orbitou nosso planeta até meados de 2007, sendo libertado e lançado ao espaço pela força gravitacional que o atraiu.

 


Casos intrigantes e que se destacaram também aconteceram. Um pequeno asteroide catalogado como 3753 Cruithne, foi descoberto em 1986 orbitando o Sol e, eventualmente, a Terra. Em 2016 um outro objeto (2016HO3) foi descoberto. Este corpo celeste ainda está orbitando em torno de nosso planeta e a previsão dos astrônomos é de que deva acompanhar a Terra por vários séculos.

 

Bem, aparentemente, não há perigo quanto a atração pela gravidade da Terra de mini luas, porém estes incidentes são crescentes. Existem já orbitando outros tantos corpos celestes, cujo seus tamanhos não facilitam observações ou descobertas. Até mesmo lixo espacial do século passado podem ser atraídos.  É o caso, por exemplo, do recém descoberto objeto que se aproxima da Terra com sua trajetória que facilitará a atração pela força gravitacional de nosso planeta. O objeto, catalogado 2020 SO, deverá chegar por aqui no mês de outubro de 2020 e as previsões são de que ele deixe a orbita da Terra em maio de 2021. 


Pontos brancos: lixo espacial

 
 
Estudos recente deixam suspeitas sobre se o 2020SO é um asteroide ou algo feito pelas mãos do homem. Os astrônomos, através de simulações, identificaram que a trajetória do objeto, sugerem a entrada e saída do mesmo por dois pontos da orbita da Terra. Tais pontos são estáveis e criados pela interação gravitacional entre a Terra e o Sol. Dai nasce a desconfiança dos astrônomos quanto ao objeto ser ou não ser um asteroide, pois, a orbita da Terra e a baixa velocidade do objeto 2020SO, não o pode classificar ainda como um asteroide. 

Foguete Atlas/Centauro
 
Lixo Espacial: Estágio de foguete Centauro usado no Programa Surveyor 1966
 
O mais provável é que seja lixo espacial lançado pelo homem e provavelmente, vindo de nossa lua. As suspeitas recaem sobre o estágio Centauro que foi descartado por um foguete que lançou carga experimental denominada Surveyor 2 em direção a lua 54 anos atrás, ou seja, 1966. O tamanho de tal estagio descartado, segundo a NASA, é de 6,4m e 14m. Estas medidas correspondem ao objeto 2020SO que deve chegar por aqui em outubro. O objeto passará pela Terra a uma distância de 50.000 Km em 1 de dezembro de 2020 e em 2 de fevereiro de 2021 a 220.000 km. Nenhuma dessas passagens trará qualquer perigo para a Terra. Asteroide ou estágio de foguete, o 2020SO não constitui perigo. Assim nos garantem os astrônomos, mas...
 
Fontes: Tecmundo, zap e wikipédia
 
 
 
Pesquisa e texto:
Renato Galvão
Artista Plástico, Escritor e poeta
 

 

ROCHA MAIA - SINÔNIMO DE GRANDES ARTISTAS

                                                                                                                

 

LUIZ ROBERTO DA ROCHA MAIA

Artista Plástico Autodidata, um dos mais importantes na categoria NAIF, Rocha Maia nasceu em 1947. Iniciou sua formação superior em Administração numa das primeiras turmas da FESO em Teresópolis/RJ, algo que fez com muito orgulho. Porém, ao se transferir para Brasília, Rocha Maia, concluiu sua formação na Fundação Getúlio Vargas. Trabalhou por longos 30 anos numa empresa governamental brasileira, criando uma galeria cultural, onde foi seu editor. Inaugurou projeto de concurso de arte para crianças e jovens, denominado “Brincando com a Arte”, que hoje alcançou sua 9ª edição.                                                                   
Tem organizado diversos workshops de criatividade, no âmbito dos programas de endomarketing e qualidade de vida das empresas. Ex-consultor de negócios,  ministrou cursos de Administração de Empresas. No seu atelier, Rocha Maia, desenvolve projetos de apoio e promoção a jovens artistas.                                                                                               

 

Membro da Academia Brasileira de Belas Artes /Rio de Janeiro. Artista profissional registrado na União Nacional de Artistas Plásticos e no Comitê AIAP-UNESCO. Membro Honorário da Sociedade Valparaisense de Artista Plásticos - Valparaíso - GO. Foi membro da Cooperativa de Atividades ARVORE - Porto - Portugal; da Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa - Portugal. Fundador da Associação de Artistas Visuais Candanga - Brasília / DF. Membro da ALEART Região dos Lagos. Participou de mais de 150 exposições e feiras de arte nacionais e internacionais. Recebeu mais de 60 prêmios nacionais e internacionais. Citado em diversos catálogos e sites de artes plásticas. Possui obras expostas no Brasil e no exterior. Presente em acervos de museus de arte NAIF, coleções particulares e institucionais no Brasil e no exterior.


Recebeu o principal prêmio na Bienal NAIFs do Brasil em 2006, em Piracicaba / SP. Em 2010, publicou o livro "Ingenuidade Consciente" comemorativo ao cinquentenário de Brasília.  Foi o artista convidado e presidente do júri da Exposição de Arte Ambiental FIEMA, em Bento Gonçalves / RS em 2012. Único artista brasileiro selecionado para o Marché De L'Art, em Saint-Germain-en-Laye, Paris / FrançaAtelier-Piece-Unique, também em 2012. Participação em 2014 e 2015 na exposição internacional de Pintura Naïve no Casino Estoril, Portugal. Participou de várias exposições coletivas e individuais de arte entre 2016 e 2018 com foco especial na 11ª Bienal Internacional de Artes Naïve e Singular, França (Saint-Junien, Rochechouart e Saint-Brice-sur-Vienne). Prêmio de Aquisição no 27º Salão da Primavera - SOARTE, Teresópolis/RJ em 2019.

Foi premiado duas vezes com Medalha de Ouro, aquisição, nos Salões de Artes de São José do Rio Preto em São Paulo. Selecionado para a edição de 2020 do 12º Salão Internacional de Artes Naïve e Singular, França, porém, por força da Pandemia,  ficou impossibilitado de participar.                                                                                                              

Rocha Maia divulga a sua pintura como meio de comunicação e educação popular além de melhorar a qualidade de vida no mundo. Sua inspiração e tema de suas obras é a vida brasileira, como o próprio diz preferir. O Artista denominou seu Ateliê como o sugestivo nome de  "Golden Light"(Luz Dourada) que está sempre aberto, graciosamente, ao público de um modo geral. Levando a consciência e intensificando a importância da arte na formação de um indivíduo.  




                                                                             

                                                                                                                                                                  










Links:                                            

Exposição e venda de Obras do Artista: https://www.deslumbrart.com/

Galeria de Arte: https://www.newbarbizonartgallery.com/luiz-roberto-rocha-maia-personal-art-gallery

Entrevista: https://www.youtube.com/watch?v=Wm40YRmiHtE&feature=youtu.be

Contato: rochamaia@hotmail.com


Fontes: Rocha Maia e Deslumbrart.com

Adaptação de texto e pesquisas:

Renato Galvão

Artista Plástico, escritor e poeta



                                               

O DRAGÃO DE KOMODO

Dragão de komodo ou crocodilo-da-terra (Varanus komodoensis) é uma espécie de lagarto que vive nas ilhas de Komodo, Rinca, Gili Motang, Flores e Sitio Alegre, na Indonésia. Pertence à família de lagartos Varanidae, e é a maior espécie de lagarto conhecida, chegando a atingir 40 cm de altura e 3 m de comprimento e até 166 kg de peso. O seu tamanho é atribuído a gigantismo insular, uma vez que não há outros animais carnívoros para preencher o nicho ecológico nas ilhas onde ele vive e também ao seu metabolismo. Como resultado deste gigantismo, estes lagartos, dominam o ecossistema onde vivem. Apesar dos dragões de komodo comerem principalmente carniça, eles também caçam e fazem emboscadas a presas incluindo invertebrados, aves e mamíferos.

A época de reprodução começa entre maio e agosto, e os ovos são postos em setembro. Cerca de vinte ovos são depositados em ninhos abandonados e ficam incubando durante sete a oito meses. A eclosão ocorre em abril, quando há abundância de insetos. Dragões de komodo juvenis são vulneráveis e, por isso, abrigam-se em árvores, protegidos de predadores e de adultos canibais. Demoram cerca de três a cinco anos até chegarem à idade de reprodução e podem viver até cinquenta anos. São capazes de se reproduzirem por partenogénese, no qual os ovos são postos sem serem fertilizados por machos.




Os dragões de komodo foram descobertos por cientistas ocidentais em 1910. O seu grande tamanho e reputação feroz fazem deles uma exibição popular em zoológicos. Na natureza, a sua área de distribuição contraiu devida a atividades humanas e estão listadas como espécie vulnerável pela UICN (União Internacional para Conservação da Natureza). São protegidos por lei na Indonésia onde o governo criou o Parque Nacional de Komodo para ajudar na proteção de espécime. São conhecidos dos nativos da ilha de Komodo como buaya darat (crocodilo da terra) ou biawak raksasa (monitor gigante).




Robusto e com aparência de dinossauro, sua cor de pele é cinzenta e marrom. Sua dieta é baseada em porcos selvagens, cabras, veados, búfalos, cavalos, macacos, dragões de komodo menores, insetos e (pasmem!) seres humanos. Também se alimentam de carniça de animais, pois seu faro localiza facilmente uma carcaça de animal a quilômetros de distância. Principalmente, quando auxiliado por um vento favorável, aliado ao seu hábito de balançar a cabeça de um lado para o outro enquanto anda, são capazes de detectar tais carcaças a distâncias de 4 a 9,5 km.



Cada uma das quatro patas do dragão de komodo possui cinco garras. No interior de sua mandíbula habitam bactérias letais, sendo que os animais que conseguem escapar de suas garras acabam morrendo por infecções. Para se alimentar de animais vivos, o dragão derruba a sua vítima com a sua cauda e depois corta-o em pedaços com os dentes. Quando se trata de animal grande, o dragão ataca-o sorrateiramente com uma mordida e espera o animal morrer pela infecção produzida pelas bactérias. O lagarto segue a vítima durante algum tempo até que a infecção se encarregue de mata-lo, quando então, ele calmamente devora sua vítima.



O dragão de komodo usa sua língua para 
detectar estímulos de sabor e cheiro, tal como em muitos outros répteis, com o seu sensitivo órgão vomeronasal (órgão olfativo auxiliar de alguns animais classificados pela biologia como tetrápodes), sentido este, que o auxilia muito nos seus passeios noturnos ou no escuro.


São ovíparos (embrião que se desenvolve dentro de um ovo em ambiente externo sem ligação com corpo da mãe), colocando de quinze a trinta e cinco ovos por fêmea ao final da estação das chuvas. Cerca de seis a oito semanas depois, começam a nascer os pequenos dragões medindo entre 20 a 25 cm de comprimento.

Suas narinas não são úteis para cheirar, pois estes animais não têm diafragma. Apresentam apenas algumas papilas gustativas na parte de trás da sua garganta. As escamas, algumas reforçadas com ossos, têm placas sensoriais ligadas a nervos que facilitam o sentido do tato. As escamas à volta das orelhas, lábios, queixo e das solas dos pés podem ter três ou mais placas sensoriais.

Não possui um sentido de audição particularmente apurado, apesar do canal auditivo ser bem visível. Só são capazes de ouvir sons entre 400 e 2000 hertz. Sua visão atinge apenas 300m, porém, como as suas retinas só possuem cones, acredita-se que tenham péssima visão noturna. Conseguem enxergar cores, mas não discriminam visualmente objetos estacionários.

No passado, pensava-se que eram também surdos. Estudos relataram a falta de agitação de tais animais em resposta a sussurros, vozes ou gritos. Recentemente estes estudos caíram por terra e foram contestados pelo Zoológico de Londres, onde Joan Proctor (empregada do Zoológico) adestrou um dragão de Komodo em cativeiro para sair de sua toca e se alimentar. Ela usava a voz para chamar o animal que obedecia mesmo sem vê-la.

O desenvolvimento evolutivo do dragão teve início com o género Varanus, que se originou na Ásia há 40 milhões de anos e migrou para a Austrália. Porém com colisão entre a Austrália e o Sudoeste Asiático cerca de 15 milhões de anos, favoreceu os varanídeos se deslocarem para o que hoje é o conjunto de ilhas que formam a Indonésia. Acredita-se que o dragão de komodo tenha se diferenciado de sua espécie original australiana há uns 4 milhões de anos, quando então sua área de distribuição estendeu-se até a ilha de Timor. Quando a Idade do Gelo registrou seu fim, os níveis dos oceanos e mares subiram entre 300 e 400mts formando as ilhas onde os dragões passaram a habitar, isolando-se nas suas várias ilhas onde vivem atualmente.    


Embora sejam ferozes e estejam sempre famintos, registros de ataques humanos são raros, porém, algumas fatalidades aconteceram, responsabilizando tais animais, ocorridos tanto na natureza quanto em cativeiro. De acordo com os dados do Parque Nacional de Komodo, em período de 38 anos, reportaram-se 24 ataques a humanos. Destes, 5 foram fatais. A maioria das vítimas são aldeões locais que vivem nas proximidades do parque nacional.


Relatórios de Ataques:

  • Em 2001, Phil Bronstein, um jornalista investigativo e ex-marido da atriz Sharon Stone, foi atacado no Zoológico de Los Angeles.
  • Em 2007, um menino de 8 anos foi morto por um dragão na ilha de Komodo.
  • Em 2008, um grupo de cinco mergulhadores ficaram encalhados na praia da ilha de Rinca, e foram atacados por dragões de komodo. Depois de dois dias, os mergulhadores foram resgatados por um bote de resgate indonésio.
  • Em 2009, Mohamad Anwar, um habitante local da ilha de 31 anos, foi morto por dois dragões depois dele cair de uma árvore enquanto ele pegava frutas do conde.
  • Em 2009, Maen, guia do parque nacional na ilha de Rinca, foi emboscado e mordido por um dragão de komodo que tinha entrado no seu escritório e estava deitado debaixo da sua mesa. Apesar dos ferimentos, o guia sobreviveu.
  • Em maio de 2017, Lon Lee Alle, um turista de 50 anos singapurense, foi atacado por um dragão de komodo na ilha de Komodo. A vítima sobreviveu ao ataque, mas sua perna foi gravemente ferida.
Segundo os nativos das ilhas, Os ataques aos ambientalistas que não vivem na ilha que proibiram os sacrifícios de cabras, causou que fosse negado aos dragões de komodo a fonte de comida esperada, fazendo com que os animais vagueassem para dentro de territórios humanos à procura de comida. Para os nativos da Ilha Komodo, estes animais são a reencarnação dos seus antepassados, e são por isso tratados com reverência. 


Infelizmente há abusos de conduta no trato do convívio entre os animais e os homens, causada, principalmente, pela curiosidade de visitantes em zoológicos ou das ilhas onde vivem tais animais. Esses abusos são, sem dúvida, por parte de tratadores, visitantes ou habitantes próximos dos habitats dos dragões de Komodo. A foto ao lado exemplifica bem tais abusos.

O dragão de Komodo é uma espécie em extinção e figura na lista vermelha da União Internacional Para Conservação da Natureza (IUCN). Existem apenas de 4 a 5 mil dragões de Komodo vivendo na natureza. Seus habitats estão reduzidos as ilhas de Gili Motang e Gili Dasami com 100 espécimes cada. Ilha Rinca com 1300, Komodo com 1700 e Flores com aproximadamente 2000 espécimes. O mais agravante é que apenas existem atualmente 350 fêmeas reprodutoras dentre ao número aproximado de 5000 dragões.

  

A preocupação quanto a preservação de tais animais, levou a criação do Parque Nacional de Komodo nos anos 80 na tentativa de proteger as populações dos dragões de Komodo da extinção nas ilhas de komodo, Rinca e Padar. Mais tarde criou-se reservas em Wae Wuul e Wolo Tado na Ilha Flores para ajudar a conservar a vida destes animais. Mas, o estado de espécie ameaçada destes animais, deve-se, principalmente, as atividades vulcânicas, terremotos, diminuição do número de presas, turismo,  caça furtiva e incêndios florestais, comuns na região. Na ilha Padar por exemplo, um incêndio florestal dizimou a população de dragões que desde então desapareceu misteriosamente.  

Biólogos sugeriram a introdução de dragões de komodo no ecossistema australiano, pois poderia ocupar o nicho do grande carnívoro deixado livre pela extinção do grande lagarto pré-histórico (varano Megalania). No entanto, é preciso ter paciência e cautela para que a introdução do dragão de Komodo em solo australiano não seja desastrosa. Há que se observar experiências de aclimatização, principalmente porque "o problema da predação de grandes varanídeos sobre humanos não pode ser menosprezado" Tim Flannery, biólogo australiano.

Em fim, os dragões de Komodo, apesar de todas as adversidades, continuam encantado turistas que vão as ilhas ou aqueles que passeiam aos domingos nos zoológicos de alguma grande cidade, onde apreciam um ou mais dragões gordos e nervosos, pois essas são as consequências para os dragões de Komodo que vivem em cativeiros. A realidade é que se não morrerem pelas intempéries da natureza, acabarão sufocados em algum cativeiro.


Fonte: Wikepédia

Pesquisas e Texto:

Renato Galvão

Artista Plástico, Escritor e Poeta

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