quinta-feira, 11 de julho de 2024

A Caravana Sinos está de volta à Teresópolis

 

A Caravana Sinos, do Sistema Nacional de Orquestras Sociais – Sinos, estará na cidade serrana entre os dias 26 e 28 de julho 2024, oferecendo gratuitamente aulas para jovens de orquestras de projetos sociais e para seus regentes. Haverá ônibus fretados para o transporte de participantes de Petrópolis e região e as inscrições para as atividades estão abertas.

A Caravana Sinos está de volta à Teresópolis. Entre os dias 26 e 28 de julho de 2024, professores do Sistema Nacional de Orquestras Sociais – Sinos, estarão nessa cidade da na Serrana do Estado do Rio de Janeiro ministrando uma série de aulas coletivas para jovens instrumentistas de cordas, capacitação para monitores e regentes e prática de orquestra – que terminará com um concerto com os participantes. Nesta segunda edição da Caravana em Teresópolis – a primeira foi em julho de 2023 –, as atividades estarão a cargo dos professores Holly Katz e Inah Kurrels (violino), Dhyan Toffolo (viola), Glenda Carvalho (violoncelo), Vóila Marques (contrabaixo acústico) e os alunos inscritos participarão também da prática de orquestra, com o professor Leonardo Pinto. Como na edição anterior, haverá transporte gratuito para participantes de Petrópolis, feito por um ônibus, especialmente contratado pelo Sinos, e que sairá da Praça da Liberdade, às 7h, em todos os dias do evento, retornando no final do dia. As inscrições podem ser feitas até 24/07 por meio do formulário disponível aqui: https://n9.cl/obuga.

A Caravana Sinos é uma das ações de capacitação desenvolvidas no âmbito do Sinos, projeto de extensão da Escola de Música da UFRJ vinculado ao Programa Arte de Toda Gente, da parceria entre a Fundação Nacional de Artes – Funarte e a Universidade Federal do Rio de Janeiro. A iniciativa leva para todo Brasil grupos de professores para o atendimento direto a alunos e também a professores (na ação de capacitação pedagógica) e, em Teresópolis, conta com a parceria da Fundação Educacional Serra dos Órgãos – FESO e do Centro Cultural FESO ProArte.

“As Caravanas Sinos não atendem apenas a alunos de uma única cidade, mas de toda uma região”, explica o professor e maestro André Cardoso, coordenador do Sinos. “No caso do Estado do Rio de Janeiro, a iniciativa abrange principalmente a Região Serrana, Baixada e Leste Fluminense”, explica. “Apoiar os projetos sociais de Petrópolis, viabilizando a participação de seus alunos na Caravana de Teresópolis é uma das ações mais importantes do Sistema Nacional de Orquestras Sociais, pois dá oportunidade de estudarem com alguns dos mais gabaritados professores de música do Brasil. É um estímulo importante para que prossigam em seus estudos”, afirma André.

Serviço:

Caravana Sinos, do Sistema Nacional de Orquestras Sociais, em Teresópolis (RJ)

Mais informações: em https://caravana.sinos.art.br

Quando: de 26 a 28 de julho de 2024

Onde: Campus FESO Pro Arte – R. Gonçalo de Castro, 85 – Alto, Teresópolis, RJ

Transporte: Para os participantes de Petrópolis, durante os quatro dias do evento, um ônibus sairá da Praça da Liberdade às 7 horas da manhã

Parcerias locais: FESO – Fundação Educacional Serra dos Órgãos e Centro Cultural FESO ProArte.

Arte sobre foto de divulgação e ilustrações creative commons

domingo, 30 de junho de 2024

Comendador Levy Gasparian: Uma Jornada de História e Progresso – aniversário: 30 de junho, 33 anos

 



Comendador Levy Gasparian: Uma Jornada de História e Progresso – aniversário: 30 de junho, 33 anos

 

Situado nas terras fluminenses, o município de Comendador Levy Gasparian é muito mais do que uma marca no mapa: é o testemunho vivo de uma rica história e um presente vibrante. Com uma população estimada em 8.544 habitantes e uma área de 107,58 km², sua localização estratégica entre Juiz de Fora, em Minas Gerais, e Três Rios, no Rio de Janeiro, o torna um ponto de conexão e progresso.

 


A história de Comendador Levy Gasparian remonta aos últimos anos do século XVII, quando o bandeirante paulista Garcia Rodrigues Paes desbravou a região ao comandar a abertura do Caminho Novo entre o Rio de Janeiro e as Minas Gerais. Em recompensa por seus serviços, recebeu vastas extensões de terra, incluindo a fazenda Paraibuna, onde iniciou-se o cultivo de cana-de-açúcar e construiu o primeiro engenho local.

 


No século XIX, a fazenda Serraria, fundada por Hilário Joaquim de Andrade, destacou-se pela plantação extensiva de café. A doação de terras para a construção da Estrada União e Indústria e da Estação de Mudas de Serraria marcou o início do desenvolvimento urbano da região. Em 1963, o nome do distrito foi alterado em homenagem ao Comendador Levy Gasparian, cujo legado industrial deixou marcas profundas na comunidade.

 

A conquista da autonomia política em 1991 marcou um novo capítulo na história de Comendador Levy Gasparian, que desde então tem sido governado por líderes comprometidos com seu crescimento e bem-estar. A presença de indústrias, especialmente na área têxtil, destaca-se na economia local, embora o município enfrente desafios relacionados à preparação profissional de sua população.

 

Além do desenvolvimento econômico, Comendador Levy Gasparian oferece diversas opções de turismo e lazer. O Santuário de Nossa Senhora de Monte Serrat, o Museu Rodoviário de Paraibuna e o emocionante Campeonato Municipal de Futsal são apenas algumas das atrações que a cidade oferece aos seus moradores e visitantes.

 

Ao celebrar mais um ano de história e conquistas, o Jornal e Editora Alecrim felicita Comendador Levy Gasparian e seus moradores pelo aniversário da cidade. Que este seja um momento de reflexão sobre o passado, celebração do presente e esperança no futuro. Parabéns, Comendador Levy Gasparian, por seus anos de progresso e pela jornada rumo a um amanhã ainda mais promissor!

quarta-feira, 26 de junho de 2024

UMA NOITE ESPECIAL NO DONNA TÊ: QUEIJOS ARTESANAIS BRASILEIROS E VINHOS NACIONAIS


UMA NOITE ESPECIAL NO DONNA TÊ: QUEIJOS ARTESANAIS BRASILEIROS E VINHOS NACIONAIS

No dia 29 de junho, às 19h30, o Restaurante Donna Tê convida você para uma experiência gastronômica única e imperdível. Em uma noite dedicada aos sabores e aromas dos queijos artesanais brasileiros e vinhos nacionais, os participantes serão levados a uma verdadeira viagem sensorial e cultural.

O Crescimento dos Queijos Artesanais Brasileiros

A cena contemporânea dos queijos artesanais brasileiros está em alta. O resgate de receitas tradicionais e a criatividade de novos produtores colocaram o queijo brasileiro em outro patamar, sendo reconhecido internacionalmente e ganhando cada vez mais destaque entre o público brasileiro. Tiago Dardeau, especialista no assunto, será o anfitrião desta noite, guiando os presentes por um passeio histórico e cultural repleto de informações sobre este cenário fascinante.


Harmonização de Queijos e Vinhos

Ao longo da noite, além das conversas enriquecedoras sobre queijos artesanais, haverá uma harmonização comentada de cinco queijos brasileiros com cinco vinhos nacionais. Os vinhos foram selecionados pela confraria Vinhos na Serra, que realiza um trabalho pioneiro e de excelência em Teresópolis, valorizando os produtores nacionais. A seleção da noite privilegia a produção gaúcha, contribuindo para o resgate necessário da economia do Rio Grande do Sul.

Cada participante poderá desfrutar de porções de aproximadamente 30g de cada queijo e 50ml de cada vinho. Para complementar a experiência, serão servidos pães, água e doce de leite. E para aqueles que se apaixonarem pelos sabores da noite, haverá a possibilidade de adquirir os queijos e vinhos ao final do evento.


Detalhes do Evento

Data: 29 de junho
Horário: 19h30
Local: Restaurante Donna Tê
Investimento: R$ 170 por pessoa

As inscrições são antecipadas e podem ser realizadas através do WhatsApp:
21 2641-4230 ou 21 98423-4683

Participe Desta Experiência Única

Não perca a oportunidade de participar desta noite especial no Restaurante Donna Tê. Venha celebrar o talento e a dedicação dos produtores brasileiros de queijos e vinhos, enquanto desfruta de uma harmonização impecável e uma noite rica em cultura e sabor.

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CELEBRAÇÃO DE SÃO PEDRO APÓSTOLO EM IGUABA GRANDE: TRADIÇÃO E FÉ NAS ÁGUAS DE ARARUAMA

 

CELEBRAÇÃO DE SÃO PEDRO APÓSTOLO EM IGUABA GRANDE: TRADIÇÃO E FÉ NAS ÁGUAS DE ARARUAMA

No próximo dia 29 de junho, a cidade de Iguaba Grande se prepara para uma das mais belas e tradicionais celebrações do ano: o Dia de São Pedro Apóstolo. Esta data, repleta de simbolismo e devoção, é marcada pela encantadora procissão marítima, que reúne pescadores e fiéis em uma comovente homenagem ao santo padroeiro das águas e dos pescadores.



Um Espetáculo de Fé e Tradição

A procissão, que já se tornou um evento aguardado por toda a comunidade, começará às 16 horas, partindo da Casa do Pescador Ude Viana. Em um cenário deslumbrante, os barcos, artisticamente decorados, navegam pela lagoa de Araruama, criando um espetáculo visual que mistura tradição, arte e fé. Cada embarcação é meticulosamente adornada, refletindo o carinho e a devoção dos participantes.

O Percurso e a Competição

Às 17 horas, a comitiva chegará ao Pier do Centro, onde a comissão julgadora estará a postos para avaliar as embarcações. Serão levados em conta a criatividade, a beleza e a originalidade das decorações, tornando cada barco um verdadeiro tributo flutuante ao santo. O clima de competição saudável entre os participantes enriquece ainda mais o evento, destacando a diversidade e o empenho de cada equipe.



Premiação e Benção dos Barcos

A procissão seguirá até a Capela Nossa Senhora da Conceição, com previsão de chegada às 18 horas. Em frente à capela, ocorrerá a tão esperada premiação dos três barcos mais belos. A cerimônia será acompanhada pela benção dos barcos, um momento de profunda emoção e espiritualidade, onde os pescadores e seus familiares recebem as bênçãos para um ano de proteção e fartura nas águas.

Sorteios e Celebração Comunitária

Para fechar o dia com chave de ouro, serão realizados sorteios entre os participantes, proporcionando alegria e confraternização a todos. A festa, que une tradição religiosa e celebração comunitária, reforça os laços entre os moradores de Iguaba Grande e perpetua a devoção a São Pedro Apóstolo.


Participe e Celebre Conosco

A procissão marítima de Iguaba Grande não é apenas um evento religioso, mas também uma celebração cultural que resgata e preserva as tradições locais. Convidamos todos os moradores e visitantes a se juntarem a nós nesta jornada de fé e beleza, navegando pelas águas da lagoa de Araruama e celebrando juntos o Dia de São Pedro Apóstolo.

Data: 29 de junho
Horário:

  • Saída da Casa do Pescador Ude Viana: 16h
  • Passagem pelo Pier do Centro: 17h
  • Chegada à Capela Nossa Senhora da Conceição: 18h

Não perca esta oportunidade única de vivenciar uma das mais belas tradições de Iguaba Grande. Traga sua família e amigos e participe desta procissão que ilumina nossas águas e nossos corações com a luz da fé e da tradição.

 

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terça-feira, 25 de junho de 2024

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM PATRÍCIA PROENÇA: A ARTE DE ENTRELAÇAR SENTIMENTOS E NATUREZA NAS PALAVRAS

 


ENTREVISTA EXCLUSIVA COM PATRÍCIA PROENÇA: A ARTE DE ENTRELAÇAR SENTIMENTOS E NATUREZA NAS PALAVRAS

No cenário literário nacional, a escritora Patrícia Proença destaca-se pela profundidade e sensibilidade de suas obras. Em uma entrevista exclusiva ao Jornal Alecrim, ela compartilhou detalhes sobre seu processo criativo, desafios enfrentados e conselhos valiosos para novos escritores.



Construção de Personagens: Um Reflexo Multidimensional

Patrícia Proença descreve a construção de seus personagens como um processo multidimensional, profundamente enraizado em sua própria personalidade e objetivos. “As inspirações sempre vêm de dentro para fora. Há muitos sentimentos e vivências,” revela a autora. Essa abordagem introspectiva permite que seus personagens sejam autênticos e ressoem com os leitores de maneira profunda e significativa.


Desafios na Transição para a Poesia

Ao falar sobre seu livro mais recente, “Entrelaços Antes do Adeus”, Patrícia confessa que a maior dificuldade foi a mudança de público. Conhecida por suas obras de literatura infantil, ela mergulhou no universo poético, o que exigiu conquistar um novo grupo de leitores. “Minha pasta de arquivos estava recheada de poesias diversas, e o maior desafio foi a construção de leitores,” diz ela. No entanto, a escritora acredita que não há fórmula mágica para isso, destacando a importância da dedicação e persistência para alcançar uma excelente escrita.


Temas Recorrentes: O Amor pelo Meio Ambiente

Um tema recorrente nas obras de Patrícia Proença é o meio ambiente. “Amo falar sobre o meio ambiente,” afirma a escritora, evidenciando seu compromisso com a conscientização ambiental por meio da literatura. Seus livros não apenas entretêm, mas também educam os leitores sobre a importância de cuidar do nosso planeta.


Processo de Pesquisa: Observação e Escuta

Antes de iniciar uma nova história, Patrícia adota um processo meticuloso de pesquisa baseado na observação e escuta. “Esse processo descreve a formação e a evolução da escrita,” explica. Essa abordagem permite que suas histórias sejam ricas em detalhes e verossímeis, refletindo a realidade de maneira poética.



Conselhos para Novos Escritores

Para aqueles que estão começando no mundo da escrita, Patrícia oferece um conselho precioso: “Encontre sua voz única como escritor(a). Desenvolva hábitos de escrever e explorar diferentes gêneros literários, para expandir sua criatividade, suas emoções e intensidade no que se refere à sua escrita e suas descobertas.” Segundo ela, essa prática é fundamental para desenvolver um estilo autêntico e cativante.

Patrícia Proença é um exemplo de como a dedicação e o amor pela escrita podem transformar experiências pessoais em obras que tocam o coração dos leitores. Suas palavras são um convite à reflexão e um lembrete da importância de perseverar e encontrar a própria voz no mundo literário.





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segunda-feira, 24 de junho de 2024

Poesia de Servos Cardoso - Palavra em Ação - Sobre a sabedoria

 


Sobre a Sabedoria 

Servos Cardoso

Você sabe o que é ser Sábio?

Você sabe o porquê que o Sábio é sábio?

O Sábio é sábio porque ele sabe: que erra.

 

Às vezes, ele pode ter receio de fazer, mas faz.

Ele sabe que deve fazer, pois há muito o que aprender.

 

Ele vai lá, tenta e faz.

Se acertou, que bom!

Se errou, vai lá e refaz.

 

Ele tem Coragem

para poder ir e fazer.

Ele tem Humanidade,

ao entender que todos nós erramos.

 

Ele tem Humildade

para reconhecer seus erros e corrigir.

Ele tem Respeito

para pedir desculpas a si mesmo.

 

Ele tem Paciência

ao perceber que tudo tem o tempo de melhorar.

 

E ele tem Sabedoria

ao saber que erros e acertos

fazem parte do propósito da Vida.

 

Redes sociais: Instagram: @servoscardoso | Facebook: @servoscardoso


Servos Cardoso
Natural de Formiga e claudiense honorário. 
É violinista, educador, poeta, escritor, educador, palestrante e filósofo afrocentrando.

Como escritor é integrante do Coletivo Poesia de Rua, Formiga; Coletivo Escritores Cláudienses, em Cláudio, Coletivo ArteFeria, em Divinópolis,  grupo Autorando e Escritores de Sucesso.



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sexta-feira, 7 de junho de 2024

Tragédias Climáticas e o Direito à Moradia: Reflexões e desafios em palestra na FESO

Tragédias Climáticas e o Direito à Moradia: Reflexões e desafios em palestra na FESO

Na última quarta-feira, 5 de junho, dia internacional do meio ambiente, a Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO) sediou uma palestra impactante às 19h com o tema "Tragédias Climáticas – Sustentabilidade Socioambiental e o Direito à Moradia". O evento, direcionado aos estudantes de Direito da instituição, contou com a presença de renomados especialistas, entre eles a professora de arquitetura Winnie Pereira, o escritor Gustavo Lucena de Melo, e os professores de Direito Carla Gonçalves e Caio Taranto, este último também atuando como Juiz Federal.


Realizada em um dia simbólico, a palestra destacou a urgente necessidade de debater e agir sobre questões ambientais. A professora Carla Gonçalves iniciou o evento ressaltando a importância do Direito Ambiental para a sociedade. Em seguida, Chamou a palestrar o escritor Gustavo Lucena de Melo que abordou o regramento atual sobre o direito ambiental, não entrando em detalhes, utilizando gráficos que ilustravam a rapidez das mudanças climáticas e a diminuição dos investimentos públicos na prevenção de desastres, em sua apresentação, provocou os colegas a refletirem sobre suas responsabilidades na prevenção e mitigação de eventos climáticos, cujas frequências têm aumentado. Ele enfatizou a necessidade de maior engajamento das autoridades e da sociedade na questão.

A professora Winnie Pereira, por sua vez, utilizou elementos gráficos e citações para transmitir a gravidade da situação ambiental. Ela alertou sobre o perigo iminente que enfrentamos, comparando as preocupações primárias com o saneamento básico às urgências das alterações climáticas. Ainda destacou a disparidade entre as ações dos bilionários, que exploram alternativas de sobrevivência fora da Terra e nos oceanos, e a vulnerabilidade das populações economicamente desfavorecidas, que enfrentam diretamente as consequências das catástrofes ambientais.


A professora Carla Gonçalves comparou os recentes desastres climáticos no Rio Grande do Sul à tragédia de 2011 em Teresópolis, onde políticas mal direcionadas contribuíram para os danos. Ela mencionou a cassação do prefeito da cidade à época, sugerindo a responsabilidade política nesses eventos. Carla, em toda a palestra, mediou e acrecentou em todas as falas.

O professor Caio Taranto abordou a política fundiária e a necessidade de ações governamentais responsáveis para garantir a moradia em conformidade com as normas ambientais e constitucionais. Ele compartilhou sua experiência com uma ação de reintegração de posse envolvendo cerca de 20.000 pessoas, ilustrando a complexidade das questões de posse e propriedade.

Os alunos do 3º período de Direito, Guilherme e Pedro, também contribuíram com a palestra, apresentando posicionamentos do governador do Rio Grande do Sul sobre a catástrofe natural recente. Eles discutiram a forma como o governador daquele estado se exime de responsabilidades e analisaram legislações pertinentes, com comentários complementares da professora Carla Gonçalves.

A professora Rita Oliveira, presente no auditório, trouxe à discussão a necessidade de revisão da Lei de Zoneamento Urbano de 2006, que nunca foi analisada conforme previsto. Ela propôs uma dinâmica interativa com premiação de um exemplar do livro "Vida sob Escombros" de Gustavo Lucena de Melo.


A palestra concluiu com a professora Carla Gonçalves agradecendo a presença de todos e ressaltando a importância do debate contínuo sobre sustentabilidade socioambiental e direito à moradia. O evento não apenas sensibilizou os participantes sobre os desafios ambientais, mas também incentivou um maior engajamento acadêmico e social para enfrentar esses desafios.

O encontro na FESO sublinhou a necessidade urgente de políticas ambientais eficazes e de uma sociedade mais consciente e ativa na prevenção de tragédias climáticas. Em um mundo cada vez mais ameaçado pelas mudanças climáticas, o debate e a ação conjunta são essenciais para garantir um futuro sustentável para todos.




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quarta-feira, 5 de junho de 2024

Águas Fatais

 

Águas Fatais


A fonte da vida se tornou fonte de destruição e aflição.

Não houve um tempo hábil, para que a defesa civil se organizasse e assim tentasse evitar o elevado número de mortos  e desaparecidos.

Era de se prever, que em cada época do ano, as águas entravam em fúrias, não respeitando os limites colocados pelos homens, levando para um dilúvio de calamidades perante se haverá  muito tempo, para tentar voltar ao,  “novo normal”, que já não tinha nada espiritual, e havia deixado tudo banal.

As águas vindas do céu, como um castigo pelas mortuárias de comportamentos egoístas dos homens, fez aquela Região do Sul do Brasil, ser vista com um sotaque psicológico de pena, e também de certa indiferença, pois em sua história, foram vistos como egoístas, que desejavam se separarem da Federação, e causaram tantos problemas, seja para Monarquia como para República, por seus levantes e revoluções.

Agora estão de joelhos implorando por socorro.

Já não havia mais como separar, a sujeira e a lama que invadiram as casas, independente de classes sociais. Praticamente todos e todas, se encontram  na mesma situação de calamidade, clamando algum tipo de ajuda do poder público.

Érico Veríssimo sentiria, “um gosto de asco”, ao ver sua Terra, de, “o Tempo e o Vento”, sendo literalmente transformados em UM,  “arquipélago”, ambulante de horrores, defronte  poucos louvores.

O Coronelismo do descaso de um planejamento urbanístico estatal, que viesse prever as catástrofes naturais, apenas veio reforçar, que é vital se repensar, em que nível de representatividade político-partidária estamos  habituados  a colocarmos  no Legislativo e no Executivo, seja na esfera municipal, estadual e federal.

As águas, não perdoaram, e um dilúvio de incertezas que paira no Rio Grande do Sul, com os riscos de epidemias, como também que as forças naturais, resolvam mostrar suas fúrias novamente, pode ser consideradas um belo banquete, para o surgimento de novos discursos de propagandas eleitorais hipócritas, que apenas visam seu privilégio próprio, gerando uma gama de léxicos egoístas, que fazem uma compressão da igualdade, visando um sublime florescimento da destruição da empatia.

Mas de Deus é Brasileiro, as águas, são ao mesmo o componente fundamental param manutenção e conservação da vida  como também esgarça  um caminho de lastros de um a falta de ética, em se recordar do próximo somente nos momentos de dor, ou de tragédias imensuráveis.

É mais do que necessário sempre que possível, trazer, um pouco do batistério ético de exemplos de “ajuda”, não unicamente nos momentos de comoção ou  da aniquilação da ordem social estabelecida, que chega até soar como um caminho de hipocrisia, pois o termo ajuda está diretamente  relacionado ao usufruto sadio do “H2O”.

Uma das principais necessidades dos gaúchos é conter água potável, cômico, é que nesse momento a  água tem sido seus principais algozes, assim como terra, pois a lama, que praticamente destroçou e destruiu tudo o que veio pela frente, deixou um carimbo de que é fundamental recomeçar sempre e sempre.

“As mesmas águas que molham o chão”, como parafraseia Guilherme Arantes, são as mesmas águas, que se misturavam as lágrimas das pessoas mais humildes, que testemunharam sonhos de uma vida inteira irem  por,  “água abaixo”, não havendo nada que pudesse deter seu ímpeto, e também demonstrando mais uma vez, o quanto nossa individuação egoísta, não é  capaz de deter a fúria da natureza.

E haja destreza e leveza, que em nome da avareza, deixou um rastro de frieza e tristeza.

Não há o que reclamar, pois as calamidades publicas dos gaúchos, é um retrato da escuridão do ser-humano, em compor caminhos, de respeito dialéticos, passando por uma meiose, de divisão sentimental, passando  para uma pseudo-responsabilidade, perante,  “o tesouro dos jornais”, usando da música Rubro-Zorro do Ira, sendo uma virtude de informação macabra, em se misturar ardentemente água e sangue, como ocorreu no Nilo, diante as Sete Pragas do antigo Egito.

A estrutura de um comportamento psicológico que possa  obter uma reflexão clara, quanto ao labor, de não deixar uma massificação de intelectualidade, que contenha respeito e afeto, ao invés de engrandecimento da, “imprensa marrom”, também deixa em aberto o quanto a solidariedade, venha caminhar para um patíbulo filosófico de organicidade, em contagiar os corações mais gélidos, em buscar  procurar oferecer o mínimo de ajuda possível para nossos  conterrâneos patrióticos  sulistas do “Rio Grande”.

É fundamental se analisar, que as enchentes ocorridas de forma tão abrupta, em  praticamente todo o seu território, aquém e além de estarem inseridos, na interferência do homem na Natureza, também se faz um cunho, de retroalimentar uma virtuosidade, de engendrar uma articulação de respeito pela dor que, "outro enfrenta”, e não lançar uma solidez de se aproveitar abertamente de narrativas jornalísticas, que estejam manchadas de sangue inocente, como um cunho de flexibilidade falsificacionista, em fazer do maléfico algo, que venha comiserar um demoníaco  caminho de estética de extermínio, como estando frequente no cotidiano normativo das maioria pessoas.

Usando de Thomas Hobbes, “é necessário à construção de um pacto-social, que possa tanto unir as necessidade humanas, com o poder incontrolável da natureza”, respeitando seus limites, e também preservando o meio-ambiente, que seja retumbante, em garantir que não haja dores tão profundas, e um morticínio, que venha a deixar as vísceras abertas da hipocrisia política em lembrar-se dos mais humildes, em sua grande amplitude, estando  na metafísica de escancarar a morte  como sendo obra do acaso divino, e não da sua de empenho de gerar medidas protetivas e preventivas dentro da máquina pública.

As águas enfurecidas, que avançaram seus limites, não foram um fruto do acaso, e sim passa por um intermédio, entre os efeitos climáticos catastróficos, como também a falta de,  “pauta de debate do seria  projeto da  Agenda 21”, em se promover decentemente o uso correto, “das águas”, e de  como tanto sua falta, como seu excesso pode causar danos severos para vida.

Dentro de uma ironia histórica, as enchentes são uma factologia, que anualmente assola as grandes cidades e capitais brasileiras, perante a carência de conscientização, que vem tanto fazer dos atos mais simples como jogar e descartar o lixo de maneira correta, como  a escassez de uma, “Educação Ambiental”, que posso promover um esclarecimento e até levar uma punição severa, para os responsáveis pelo  entupimento de bueiros e a poluição de rios e afluentes com os mais variados tipos de materiais, que prejudicam tanto a vida social como econômica de muitas pessoas, pois as mesmas águas que banham e alimentam, são as mesmas que matam.

Não basta unicamente culpar as águas, pelas disseminações nefastas, de dor e sofrimentos pelos quais a,  “Região Farroupilha”, esta  passando.

És de fato de suma importância traçar uma subjetividade, que veja suas atitudes, que sejam boas tanto para si, como para as outras pessoas, e que não venham a preconizarem uma massificação de se colcoar no lugar do próximo, provocando assim de uma,  “maiêutica” , germinando languidos filosóficos de uma ontologia, que lustrem que não precisamos de acidentes ou catástrofes, para se realizar atividades de comoção, perante as dores do próximo.

Além as águas, temos constantemente da falta de uma  alimentação adequada para boa parcela das pessoas, os problemas das encostas, nos grandes centros, recheadas de favelas, que causam desmoronamentos, e em diversos momentos deixam, “também, um numero alto de vitimas”.

Ou seja, as águas, não só podem ser julgadas, como uma nova punição de Javé, perante seu povo pecador.

Aliás, a dor não escolhe quais riachos, vai desovar suas incredulidades, nos diâmetros, de provocar as mais variadas tipologias, de aglutinação de pensamento argumentativo.

O pensamento em se preservar a natureza, tem que partir das ações mínimas, desde economia da água nos banhos de, “Cleópatra e Pablo Escobar, que levam horas, desde a valorização da,  “potável”, e evitar seu consumo e desperdício esporádicos, realizando assim do poderio das águas, um componente que traga vida e paz para as pessoas, e não seja exclusivamente, um cancela psicótica, para a apologia de articular um velo neurológico doente, de enaltecimento de propagandas partidárias, que  colocam isso na sua pauta de engrandecimento de novos lunáticos, que vão defenderem seus simbolismos de candidatos, banhados nas urticárias de lamentos pessoais de muitas pessoas.

As águas, não podem,  “ser vermelhas”, apesar de que sua coloração mudou para um  certo incolor sarcástico, em pensar que os excessos de chuvas, do Rio Grande Do Sul, não venham a causarem, dentro dos quadros meteorológicos, uma alternância dos padrões, de distribuição de “nuvens carregadas”, por boa parcela do território nacional.

Há que se pensar de em torno de um estratagema de uma, “globalização nefasta dos problemas ambientais”, está uma carência de arquitetar uma consciência, que contenha a humanização necessária, para se elixir um pensamento de preservação da natureza que segundo, “Hans Jonas, faça da água, terra, homem e os outros animais, uma mesma ramificação de saber usar os recursos naturais e animais  de forma regrada, como também em respeitar a vida e o espaço existencial do próximo”.

Se caminharmos pelas ruas, esse espaço existencial está abarrotado de entulhos, que evidenciam a falta de uma planificação de uma  mentalidade higiênica,  das pessoas, que assim seja perene, em se construir uma arte de lapidar uma conduta pessoal que possua ciclos, tanto para usar, como descartar, guardar, e reutilizar os mais diversificados tipos de produtos, sendo naturais ou artificiais, e que  são de suma importância para manter o equilíbrio ambiental  no  seu dia a dia.

Usando do historiador Michel De Certeau, “o cotidiano pode ser reinventado, mas ao mesmo tempo precisa ser respeitado, para não se cair no egoísmo de se acreditar que tudo pode ser renovado, ao invés da valorização dos hábitos mais simples e humildes de preservação”.

A preservação ambiental faz muita propaganda, mas se faz jus e urgente um revalorização do que seja, “simples e necessário”.

A água para alguns que é simples encontrar, em determinados pontos geográficos, se torna um objeto de luxo.

Mas para outros, se tornou uma simbologia, de que não devemos brincar com a natureza, e depois ficar dentro um vício mental sórdido, a ficar na procura de quem seja ou não culpado pelas nossas catástrofes naturais.

A caridade feita e demonstrada, pelo povo brasileiro, é louvável, gratificante em perceber, que nem tudo está perdido, mas quanto à conscientização?

As águas  nutrem  um forte arcabouço que devemos, relembrar a responsabilidade de cada pessoa, em preservar o patrimônio natural que nos foi herdado, seja na visão da, “criação ou da evolução”, mas se não houver uma práxis forte de “ação”, que venha a garantir uma razão, que seja ao mesmo tempo, um simulacro, de agraciar como cobrar de cada um, que se faça um, “helenismo coletivo”, que leve a felicidade e conforto para todas  as pessoas, e que assim também garanta sua segurança, diante os efeitos do tempo  e do  clima.

Um clima, aos quais alguns ousam em ignorar, porém seus tentáculos estão sempre prontos, para lançar uma disseminação atroz do liquido fundamental da vida, que pode ser usurpado, como liquido central que produz morte e destruição para quem estiver em seu caminho.

SOBRE O AUTOR

Clayton Alexandre Zocarato


Possui graduação em Licenciatura em História pelo Centro Universitário Central Paulista (2005) - Unicep - São
Carlos - SP, graduação em Filosofia pelo Centro Universitário Claretiano (2016) - Ceuclar - Campus de São José do Rio Preto – SP.. Escrevo regularmente para o site www.recantodasletras.com.br usando o pseudônimo ZACCAZ, mesclando poesia surrealista, com haikais e aldravias.. Onheça mais do autor!

·                  Email: claytonalexandrezocarato@yahoo.com.br

·                  Instagram: Clayton.Zocarato


Clayton Alexandre Zocarato faz parte do programa "Escritores de Sucesso" faça partetambém deste programa do Jornal e Editora Alecrim.

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