SONETO DE SEPARAÇÃO - VINÍCIUS DE MORAES

 ESTA SEMANA O AUTOR E EDITOR DO JORNAL ALECRIM, GUSTAVO LUCENA,TRAZ PRA VOCÊ UM POUCO DE POESIA!    



Vinicius de Moraes foi um grande escritor,  poeta, compositor, dramaturgo, e desempenhou também a função de diplomata brasileiro.

É autor de “Soneto de Separação”, "Soneto de Fidelidade"  e muitas outras. que juntas compõem uma das mais importantes obras da literatura Brasileira

Foi durante a segunda fase do modernismo no Brasil que Vinicius de Moraes teve destaque com suas poesias eróticas e de amor. 

Esta semana, apresentamos o clássico:

Soneto de Separação




Gustavo Lucena de Melo é um escritor fluminense, nascido em Niterói, criado entre o subúrbio carioca e a serra teresopolitana. E reside desde sua tenra idade na cidade que lhe tomou o coração a cidade de Teresa, como também é conhecida. 


“A Partícula de Deus” ou “Bóson da Criação”

 




“A Partícula de Deus” ou “Bóson da Criação”, nomes denominados ao bóson de Higgs (Bosão em português ou bóson em inglês e cientificamente bó.son). Partícula de spin(1) inteiro que obedece à estatística de Bose-Einstein (mésons(2), fótons(3) e etc.) e foi predito inicialmente em 1964 pelo físico britânico Peter Higgs(4), trabalhando as ideias de Philip Anderson (5), daí a denominação de Bóson de Higgs.


Tida como uma partícula elementar bosônica de modelo padrão surgida após ao Big Bang (6) com escala maciça predita hipoteticamente validando os modelos atuais de partículas confirmado em março de 2013 em caráter provisório. Ela representa a chave que explicaria a origem da massa de outras partículas elementares. Em sua maioria, todas as partículas são conhecidas e previstas se dividindo em duas classes, a saber: Férmions (7) (partículas com spin da metade de um número ímpar) e bósons (partículas com spin de número inteiro).

Fenômenos físicos que fazem com que certas partículas elementares possuam massa e que haja entre as forças eletromagnéticas (fótons interagindo) e pela força fraca (bósons interagindo) são extremamente críticas em vários aspectos da estrutura de matérias microscopias e macroscópicas. Desta forma, o bóson de Higgs teria um efeito fundamental na compreensão de tudo que existe em torno de nós, do nosso mundo ao universo em geral. Ou seja, o bóson de Higgs seria a peça que estava faltando para se entende o grande quebra-cabeça que representa toda e qualquer matéria dos universos.

Peter Higgs, trabalhando sob as teorias de Philip Anderson, predisse a existência do bóson em 1964, como foi dito acima. Mas, o trabalho científico para confirmação de tal partícula carecia de uma tecnologia mais avançada. Porém, em meados de 2008 com a inauguração do Grande Colisor de Hádrons (LHC - sigla em inglês), o maior acelerador de partículas do mundo, cientistas anunciaram, após suas pesquisas, a confirmação da existência das partículas bóson de Higgs.

Com o poderoso acelerador de partículas, cientistas iniciaram a procura do bóson em faixas energéticas mais estreitas e em dezembro de 2011 encontraram limites energéticos entre as faixas de 116-130 GeV (8), segundo a equipe ATLAS (9), e entre 115 e 127 GeV de acordo com o CMS(10). Anunciou-se então, em julho de 2012, que com massa entre 125-127, uma partícula desconhecida foi observada, suspeitando-se na época de se tratar do bóson de Higgs. De acordo com as várias formas preditas pelo Modelo Padrão, provaram que tal partícula interagia e decaia, além de constatar que ela possuía paridade positiva e spin nulo, características fundamentais do bóson de Higgs, confirmando assim, a existência de tal partícula.  

 

Para que entendamos tudo melhor...

 

Bósons. A física moderna afirma que tudo que existe está contido em 17 partículas elementares. Tais partículas dividem-se em dois grupos que são os férmions e os bósons.

Férmions são divididos em seis tipos de quarks e seis de léptons. Os quarks são o conjunto de prótons e nêutrons que formam um núcleo atômico. Já os léptons, entre outras partículas, carregam ou constituem o elétron, tudo dentro de um núcleo atômico.

Os bósons, carregam consigo outros cinco tipos de partículas. Entre elas, os fótons que são partículas de luz e a referida partícula do bóson de Higgs.

Qual a importância do bóson de Higgs?

Este tem sua importância fundamental por fazer entender ou explicar como os átomos adquirem massa para compor toda a matéria existente.

Após a grande explosão, a chamada Big Bang que originou o universo, aproximadamente 13 bilhões de anos, formou-se um intenso campo de partículas de Higgs que foi o responsável pela desaceleração e o resfriamento das inúmeras e variadas partículas elementares. Esta ação do campo de bósons, possibilitou a criação de estrelas, planetas e tudo que há no universo. Ou seja, sem a presença dos bósons nada existiria, daí o apelidarem de “A Partícula de Deus” ou “Bóson da Criação”.

A confirmação da existência do Bóson de Higgs, proporcionara novos caminhos e outra tantas descobertas trazendo visões futuras reformulando a Teoria do Campo Unificado agrupando partículas de Modelo Padrão com a Teoria gravitacional e nos mostrar e fazer entender os vários mistérios do universo, como por exemplo, o da energia escura.

Tudo graças aos investimentos de aproximados 10 bilhões de dólares feito pelo CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear) construindo em 2008 nas fronteiras de França e Suíça, o Grande Colisor de Hádrons (LHC - sigla em inglês), o maior acelerador de partículas do nosso mundo.

 

ALERTA.

Mas, em meio as confirmações de tais pesquisas, uma voz se fez ouvir para advertir aqueles que estão na frente das pesquisas.

Em 1972, o conceituadíssimo físico Stephen Hawking (1942/2018) advertiu seus colegas cientistas para o perigo contido nas partículas do bóson de Higgs. Alertou-os para a possibilidade real de tal partícula se tornar instável e provocar o fim do mundo. Ele afirmou que, em altos níveis de energia, os bósons podem se tornar instáveis adquirindo o potencial para destruir não só mundo como todo universo. Stephen Hawking ainda acrescentou ao seu alerta que uma catastrófica implosão da matéria criaria uma imensa bolha de vácuo, expandindo-se a velocidade da luz causando um colapso do espaço e do tempo. Desta forma, tudo deixaria de existir sem nenhum aviso prévio sem que pudéssemos tomar qualquer medida para conter tal implosão ou destruição.

Mais não se preocupem, pois o falecido físico, na época, consolou a todos dizendo: “Para criar o bóson de Higgs com a energia que pudesse provocar o fim do mundo, tínhamos que ter um acelerador do tamanho do nosso planeta”.

É... mas, para destruir, o homem supera-se...

 

 

A saber:

1 - Spin - Momento cinético próprio do elétron ou de outra qualquer partícula, devido à rotação da partícula sobre si mesma. Plural: spins.

2 - Meson - Partícula. subatômica constituída por um quark e por um antiquark, que se aniquilam mutuamente, descoberta nos raios cósmicos que tem uma massa compreendida entre a do elétron e a do próton. (Conhecem-se vários tipos.) Plural: mésones ou mésons.

3 - Foton - É a partícula elementar mediadora da força eletromagnética. O fóton também é o quantum da radiação eletromagnética (incluindo a luz). A palavra photon foi criada por Gilbert Lewis em 1926. Em outras ocasiões, um fóton se comporta como uma onda, tal como quando passa através de uma lente ótica.

4 - Peter Ware Higgs (Nasceu em Newcastle em 29 de maio de 1929) é um físico teórico britânico e professor emérito da Universidade de Edimburgo. Foi laureado com o Nobel de Física de 2013, juntamente com François Englert, pela descoberta do mecanismo de Higgs (bósons W e Z)

5 - Philip Warren Anderson (nasceu em Indianápolis, 13 de dezembro de 1923 - Faleceu em Princeton, 29 de março de 2020) foi um físico estadunidense. Recebeu o Nobel de Física de 1977, por estudos teóricos fundamentais das estruturas eletrônicas magnéticas e de sistemas desordenados. Foi um dos que assinaram uma petição para o presidente Barack Obama em 2015 para que o Governo Federal dos Estados Unidos fizesse um pacto de desarmamento nuclear e de não agressão.

6 – Big Band - é a teoria cosmológica dominante sobre o desenvolvimento inicial do universo. Os cosmólogos usam o termo "Big Bang" para se referir à ideia de que o universo estava originalmente muito quente e denso em algum tempo finito no passado. Desde então tem se resfriado pela expansão ao estado diluído atual e continua em expansão atualmente. A teoria é sustentada por explicações mais completas e precisas a partir de evidências científicas disponíveis e da observação. De acordo com as melhores medições disponíveis em 2010, as condições iniciais ocorreram há aproximadamente 13,3 ou 13,9 bilhões de anos. Por outro lado, de acordo com pesquisadores usando observações do telescópio Atacama Cosmology, suas pesquisas em 2020 sugerem que o universo tem cerca de 13,8 bilhões de anos.

7 - Um férmion (português brasileiro) ou fermião (português europeu) é uma partícula que tem spin semi-inteiro e obedece à estatística de Fermi-Dirac Recebem este nome em homenagem ao físico Enrico Fermi. Todas as partículas elementares ou são férmions ou bósons.

8 - GeV - [Física, Metrologia] - Símbolo de giga elétron-volt

9 - Equipe Atlas - ATLAS - sigla inglesa de A Toroidal LHC ApparatuS (Dispositivo Instrumental Toroidal para o LHC) é um detector que utiliza um eletroíman toroidal onde o campo magnético fecha-se sobre si-mesmo no ar, e é uma das seis experiências do LHC do CERN conjuntamente com ALICE, CMS, LHCb, LHCf e TOTEM. O ATLAS é um detector de partículas semelhante ao CMS, mas de maiores dimensões e de concepção diferente. Tem por finalidade detectar o bosão de Higgs, partículas supersimétricas (SUSY) que são preditas pela teoria mas ainda não foram detectadas experimentalmente. A construção de ATLAS é o resultado de uma colaboração de 172 institutos provenientes de 37 países para um total de mais de 2 500 cientistas. Em 2016, após os pesquisadores do ATLAS e CMS relataram uma colisão inesperada em seus dados insinuando uma nova partícula, os físicos entraram em um estado júbilo..

10 - CMS - O Solenoide de Múon Compacto (do inglês CMS - Compact Muon Solenoid) é um dos detectores de partículas construídos no Grande Colisor de Hádrons, que irá colidir feixes de prótons no CERN, na Suíça. Para sua construção foram necessárias 2.600 pessoas de 180 institutos científicos diferentes. Está situado na caverna de Cessy (França). CMS tem uma forma cilíndrica, de 21 metros de comprimento por 15 de altura e 15 de largura, pesando aproximadamente umas 12.500 toneladas. Em 2016, após os pesquisadores do CMS e ATLAS relataram uma colisão inesperada[2] em seus dados insinuando uma nova partícula, os físicos entraram em um estado júbilo



Pesquisas e Texto.

Renato Galvão

Artistas Plástico, escritor 

e “duble” de Colunista.

 



STEPHEN HAWKING - UM EXEMPLO DE SUPERAÇÃO

 

Stephen William Hawking (1942 - 2018) físico teórico e cosmólogo britânico, reconhecido internacionalmente por sua contribuição à ciência, sendo um dos mais renomados cientistas do século. Doutor em cosmologia, foi professor lucasiano emérito na Universidade de Cambridge, um posto que foi ocupado por Isaac Newton, Paul Dirac e Charles Babbage. Foi, pouco antes de falecer, diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica e o fundador do Centro de Cosmologia Teórica da Universidade de Cambridge.

Seus trabalhos científicos incluem um teorema sobre a singularidade gravitacional no âmbito da relatividade geral e a previsão teórica de que os buracos negros emitem radiação. Hawking foi o primeiro cientista a estabelecer uma teoria da cosmologia explicada pela união da teoria geral da relatividade e da mecânica quântica. Ele foi um defensor fervoroso da interpretação de muitos mundos na mecânica quântica. Alcançou sucesso comercial com vários trabalhos nos quais ele discute suas próprias teorias e cosmologia em geral. Seu livro “Uma Breve História do Tempo” permaneceu na lista dos mais vendidos no The Sunday Times durante 237 semanas. Em 2002, Hawking ficou em 25º lugar na pesquisa da BBC sobre os 100 Maiores Britânicos de todos os tempos. Em 1963, foi diagnosticado com uma forma de início precoce da doença neuronal motora; também conhecida como esclerose lateral amiotrófica ou doença de Lou Gehrig, que o paralisou gradualmente ao longo das décadas. Mesmo após a perda de sua capacidade de falar, ele ainda era capaz de se comunicar por meio de um dispositivo gerador de fala, inicialmente através do uso de um interruptor de mão e, mais tarde, usando um único músculo da bochecha.

A doença.

A enfermidade neurodegenerativa paralisante é uma doença rara que “normalmente” acomete pessoas entre 50 a 65 anos a cada dois casos dos 100.000 casos registrados por ano. Porém, Stephen Hawking, foi diagnosticado com essa rara doença aos 21 anos de idade. Esta doença é integrante de um grupo de neuropatias motoras que provoca a degeneração física progressiva. Os vitimados perdem totalmente o controle dos músculos do corpo. No caso de Stephen Hawking, apenas era possível movimentar um único músculo de seu corpo, ou seja, o de sua bochecha.   

Os sintomas verificados começam pela perda da capacidade de movimentar braços e pernas. Quando a paralisia avança, atinge os movimentos do diafragma e parede torácica, assim o paciente, perde totalmente a capacidade de respirar e passa a utilizar aparelhos para desempenhar tal função do corpo humano.

Stephen passou grande parte de sua vida com sua movimentação completamente comprometida. Mas, apesar de muito jovem, a doença neurológica não conseguiu vencer seu cérebro, mantendo sua capacidade intelectual perfeita.

O grupo de médicos que descobriram a enfermidade que paralisava o corpo do ainda jovem cientistas, diagnosticaram que seu futuro não duraria mais do que dois ou três anos. Porém, Stephen Hawking não viera ao mundo para ser comum e para o bem do mundo cientifico, ele viveu 76 anos, dedicando-se mais da metade de sua vida a sua brilhante e destacada carreira.

Por conta da doença degenerativa, que não tinha cura, em 1985, após ter contraído uma pneumonia, foi submetido a uma traqueostomia que o levou ao uso de um sintetizador de voz para se comunicar. Apesar de tudo que a doença havia causado a este homem, Stephen não se deu por vencido e viveu uma vida normal casando-se pela primeira vez em julho de 1965 com Jane Hawking, separando-se em 1991. Em setembro de 1995, casou-se com sua enfermeira Elaine Mason divorciando-se em 2006. Os dois casamentos lhe renderam três filhos e três netos. Stephen seguiu, numa aparente vida normal, combinando seus trabalhos de investigação e pesquisas em física teórica, suas várias viagens e conferências com o convívio familiar.

Com o avanço da doença, ele perde totalmente o movimento dos braços e pernas, assim como do resto da musculatura voluntária, incluindo a força para manter a cabeça erguida, de modo que sua mobilidade era praticamente nula. Em 2009, perderia também o controle do músculo da bochecha que o permitia a utilização da cadeira de rodas elétrica. Grupos de cientistas estudavam formas de evitar que Hawking sofresse de síndrome do encarceramento e estes cogitam traduzir os pensamentos e expressões de Hawking em fala. Para o intuito, tais cientistas contaram com o apoio da Intel que desenvolveu um aparelho para rastrear os movimentos dos olhos do físico e traduzir em palavras. Porém, o cientista não se adapta e prefere optar pelo interruptor na bochecha por achar mais fácil e menos cansativo.,

Seus Prêmios, títulos, medalhas e homenagens

1975 - Medalha Eddington

1976 - Medalha Hughes

1979 - Medalha Albert Einstein

1982 - Ordem do Império Britânico (Comandante)

1985 - Medalha de Ouro da Royal Astronomical Society

1986 - Membro da Pontifícia Academia das Ciências

1988 - Prêmio em Física da Fundação Wolf

1989 - Prêmio "Príncipe das Astúrias" da Concórdia (contribuição à paz, entendimento, etc.)

1989 - Título de "Companheiro de Honra", da Rainha Elizabeth II

1999 - Prêmio "Julius Edgar Lilienfeld" da Sociedade Americana de Física

2003 - Prêmio "Michelson Morley" da Case Western Reserve University

2006 - Medalha Copley da Royal Society

2009 - Medalha Presidencial da Liberdade

2013 - Fundamental Physics Prize

2016 - Professor Honorário do Instituto de Astrofísica das Canárias

Stephen Hawking morreu na sua casa em Cambridge em 14 de março de 2018, aos 76 anos, devido a complicações da sua doença degenerativa.

Este é um simples resumo da vida de um homem que não se deixou abater em nenhum momento de sua castigada vida, principalmente, após o diagnóstico positivo da esclerose lateral amiotrófica.  

STEPHEN HAWKING - UM EXEMPLO DE SUPERAÇÃO 


Fonte: Wikipédia


Pesquisa e composição de texto

Renato Galvão

(Artista Plástico, escritor e "duble de Colunista")

 

     

 

 

FESTIVAL TERÊ CULTURA ON LINE - RENATA MONTEIRO

Nascida em Niterói (RJ), Renata Monteiro morou muitos anos na capital e em 2018 mudou-se para Teresópolis em busca de melhor qualidade de vida. Nesse mesmo ano, iniciou curso livre de teatro na Casa de Cultura Adolpho Bloch e se apaixonou pelas Artes Cênicas. Desde então, fez diversas apresentações teatrais, participou de eventos culturais importantes na cidade, como o Poeterê, a Festa do Chocolate e o Desfile de Natal de 2019. No final de 2019 teve sua primeira experiência com a narração de histórias e acredita que nesse trabalho encontrou a união entre a sua graduação em Psicologia e a Arte. No ano de 2020, criou então o projeto de contação de histórias RECONTANDO, inicialmente com foco online, voltado a contar boas histórias às pessoas nesse momento desafiador pelo qual o mundo está passando. Hoje pensa em ampliar o projeto e, assim que possível, transforma-lo também em espetáculo presencial.

Renata tem investido em seu canal de contação de histórias no YouTube, principalmente neste ano de 2020, realizando diversos cursos nesta área.

Seu foco hoje é a narração de histórias das tradições orais (Brasil e mundo): contos tradicionais indígenas, causos populares, lendas africanas, fábulas, histórias de príncipes e princesas, parábolas orientais e muitas histórias que nossos avós contavam; histórias essas que se mantiveram vivas ao longo dos anos pela oralidade.

Renata levou o seu projeto “RECONTANDO EM TERÊ” para o FESTIVAL TERÊ CULTURA ON LINE, um edital publico promovido pela Prefeitura Municipal de Teresópolis através da Secretaria de Cultura, onde 30 artistas foram escolhidos. Dos 30 artistas escolhidos, Renata Monteiro, estava presente. Que bom que isso tenha acontecido, pois assim a cidade de Teresópolis teve o prazer de ver e ouvir suas histórias, reconhecer seu talento e aplaudir esta talentosa Contadora de Histórias.

No Festival, Renata narrou sete histórias de diferentes culturas, disponíveis hoje na página da Prefeitura de Teresópolis no Facebook e no canal do RECONTANDO no YouTube.

Além de diversão e entretenimento, Renata busca também, através das histórias, proporcionar ao ouvinte um novo olhar sobre si mesmo, sobre o outro e sobre o mundo, ampliando sua visão. Seu trabalho incentiva autoconhecimento e auto desenvolvimento, preservação da memória tradicional, educação, cultura e estímulo à leitura.

Parabéns Renata Monteiro!

Visite seu canal, inscreva-se, curta e deixe seu comentário.
https://www.youtube.com/channel/UC9x_Agbe1Y7T3gTi5gsKgCA

 

Incentive a arte e os artistas de nossa cidade.

E como sempre digo: A vida sem arte é morte.  

 


Por.

Renato Galvão 
Artista Plástico, escritor e "dublê de Colunista"

 

 

 

UM ARQUIPÉLAGO DE OUTRO MUNDO - CAPÍTULO FINAL

 

Chegamos ao final de nossa reportagem, mas ainda temos informações...

 

Tentativa de  transformar Socotorá em base militar.

Vitória e fracassos da coroa portuguesa no arquipélago.

Comentário sobre Socotorá por São Francisco Xavier e outros

Socotorá nos dias hoje.

Fotos atuais.

 

Ciente das informações passadas pelos seus navegadores (vide capítulo II), a coroa portuguesa, traçou uma estratégia para, supostamente, socorro os cristãos, maioria entre os habitantes das ilhas, livrando-os da servidão imposta por Fartaque, rei muçulmano no Iémen. Mas, acontece que Socotorá era um ponto estratégico que caiu no colo do rei. A localização de Socotorá era excelente para o controle do Mar Vermelho, pois ficava à mão esquerda entrando para o estreito junto ao Cabo Guardafui. E quem ali nas ilhas do arquipélago se estabelecesse (militarmente) através de colônias, teria o controle da região nas mãos. Imediatamente a coroa incumbiu Tristão da Cunha e Afonso de Albuquerque (um navegador militar) de construir uma fortaleza. Para isso embarcou nos navios estruturas de madeira pré-fabricadas em Lisboa. Em 1507, comandado por Tristão da Cunha tomou-se a Fortaleza de Coco defendida por míseros 120 homens e Coje Abrahem filho do rei de Caxem, uma cidade localizada a poucos quilômetros do Cabo Fartaque.

Reconstruíram a fortificação conquistada dando-lhe o nome de São Miguel, assumindo o comando da mesma D. Afonso de Noronha. Converteram a mesquita local em uma igreja, consagrando-a a Nossa Senhora da Vitória e Frei Antônio do Loureiro passou a ser o guardião do mosteiro franciscano de São Tomé. Orgulharam-se de ali estar o primeiro mosteiro construído fora dos muros de Portugal e o primeiro fundado no recém criado Estado Português da Índia.

Mas nem tudo foi como o planejado...

Um solo estéril e consequentemente infértil, o isolamento num território dentro da casa do inimigo, condenou militares e religiosos a fome e as doenças. Estes ficaram à mercê do censo muçulmano, sendo socorridos somente após Albuquerque dominar Ormuz em 1507. Com os acontecimentos adversos a empreitada lusitana, a ocupação das ilhas para obter-se o controle geral das rotas marítimas, foi tomando outro rumo e este rumo apontava o horizonte do fracasso. O primeiro passo em direção ao fracasso foi o abandono total da Fortaleza de Angediva em 1506. Em 1511 foi a vez de abandonar o Forte de Socotorá e logo em seguida em 1512, o Forte de Quíloa.

Diogo Fernandes de Beja, antes de transportar sua guarnição, duzentas mulheres, cristãos natos das ilhas, toda artilharia e demais apetrechos, demoliu até os alicerces as fortificações em Socotorá. Após a partida dos portugueses, o controle da ilha foi parar nas mãos dos sultões de Mahra.

A história nos conta que mesmo após os fracassos lusitanos, estes permaneceram utilizando as ilhas como ponto de aguada. Aqui surge uma dúvida: Se a história nos informa que no arquipélago não havia água potável, utilizar o local para abastecimento do referido líquido, seria inútil. Me parece que o intuito era outro. Provavelmente o de se manter

Controlando a região. Tanto assim, que representantes portugueses na pessoa de um ou dois missionários permaneceram nas ilhas. Então entra na história (São) Francisco Xavier realizando o trabalho de catequização de alguns cristãos moradores das ilhas. Este trabalho foi realizado quando Francisco Xavier passou pelo arquipélago em destino para Índia em 1542. Na época, Francisco descreve a ilha como sendo uma “terra desamparada e pobre” não germinando “nem trigo, nem arroz, nem milho, nem vinha, nem fruta...” acrescentando que a terra do solo de Socotorá era “...muito estéril e seca...”.

Depois dessa “pancada” dada por (São) Francisco Xavier em Socotorá, descrevendo o seu solo, mais adiante, entre 1540 e 1541, um nobre português registra suas impressões sobre Socotorá, o descreve como sendo “... em todo o circuito da ilha não há porto nem outra alguma estância onde possa algum navio invernar seguramente...”. Se assim o era, qual o motivo da coroa portuguesa em se manter presente no local se não por ambições militares e de manter controle de rota que levava a caminhos vantajosos? A resposta certamente nós sabemos e temos certeza que não era por razões de ajuda aos cristãos da ilha ou por religiosidade. Muitos navios encontraram seu fim em águas próximas a Socotorá e a história conta que o mais famoso foi o galeão Santo Antônio em 1601.

Apesar de todas as dificuldades, os navios lusitanos aportavam em Socotorá, principalmente para extrair e levar a “seiva de dragão” e o aloé, pois nas ilhas não havia ou não há riquezas que não fossem ou que não são produzidas pela fauna e flora de Socotorá.

No século XX Socotorá passou a ser um protetorado inglês (1886), naturalmente por sua posição estratégica e o poder de controlar o ir e vir do estreito de Áden. Porém, em 1967, a soberania de Socotorá passou às mãos do Iêmen, logo após sua independência registrada no mesmo ano.

Nos dias de hoje Socotorá vive do turismo basicamente e, talvez seja este um problema real. Como foi informado nos capítulos anteriores, Socotorá corre mais riscos de extinção de sua flora e fauna do que qualquer outro lugar em nosso impiedoso mundo...


AS MARAVILHAS DE SOCOTORÁ



 



 


  


 















Grato pela atenção de todos.

Espero que tenham se informado, gostado e se divertido.

Até a próxima...



Pesquisas e Texto:


Renato Galvão 

Artista Plástico, escritor

e "double" de Colunista

 

Destaque do mês

CAPIM DOURADO - O OURO DO CERRADO

Originário do Cerrado, uma verdadeira preciosidade, que são os fios dourados da sempre-viva que brota em campos do Mato Grosso, Mato Grosso ...

Preferidas do Público