Varanda Cultural celebra aniversário de Tom Jobim em noite de tributo, música e memória em São José do Vale do Rio Preto

 



Na noite do último sábado, 31 de janeiro de 2026, após as 18h, a Varanda Cultural – Arlete Araújo Rabello, localizada no bairro da Santa Fé, em São José do Vale do Rio Preto, tornou-se o lugar de um encontro maravilhoso dedicado à música, à convivência e à preservação da memória cultural. Excepcionalmente realizada fora da tradicional agenda das sextas-feiras, a reunião teve caráter especial: um tributo aos 99 anos de nascimento de Antônio Carlos Jobim, ocorrido em 25 de janeiro de 1927, um dos fundadores da Bossa Nova e um dos maiores compositores da música mundial. Presentes João Carlos Rabello, Cláudio Carvalho, André Quiquito, Celso Carin, Fernando Garcia, Beth Marques, Enelli Casamasso, Luiz Tomé, Maurício Passos, Getúlio Morelli e Gustavo Lucena.



Instalada na residência do amigo da cultura João Rabello, espaço onde viveu Arlete Araújo Rabello, que hoje dá nome à Varanda Cultural, a casa recebeu amigos, artistas e apreciadores da boa música para celebrar a profunda relação de Tom Jobim com a cidade. Relação esta que permanece viva: a família Jobim ainda mantém o sítio em São José do Vale do Rio Preto, local que serviu de refúgio criativo e inspirador para o compositor, onde algumas de suas mais importantes composições foram concebidas.


A noite foi embalada por um encontro musical sensível e envolvente. A cantora Beth Marques emprestou sua voz marcante às canções do homenageado, conduzindo os presentes por melodias que atravessam gerações. Fernando Garcia, ao violão, construiu a base harmônica da apresentação e também participou vocalmente em alguns momentos. O artista plástico Luiz Tomé integrou o encontro musical solando ao seu violão com uma participação muito importante, enquanto a percussão ficou a cargo do cajón que foi conduzido por Cláudio Carvalho, escritor e profundo conhecedor da obra jobiniana. Parte da apresentação foi registrada para a SJTV, com imagens captadas pelos amigos Maurício Passos e Getúlio Morelli, eternizando o clima intimista da homenagem.



Durante a celebração, Fernando destacou que Tom Jobim foi muito mais do que um maestro brasileiro. Sua obra alcançou dimensão universal, como bem descreve Helena Jobim no livro “Antônio Carlos Jobim – Um Homem Iluminado”. Ao final da obra, uma extensa discografia reúne os inúmeros artistas que gravaram suas composições — um capítulo que ocupa quase um quarto do livro e evidencia a grandeza do legado de Jobim. Um gênio da música mundial que, paradoxalmente, frequentou a cidade com simplicidade e boemia, convivendo de perto com moradores, em uma presença cotidiana que muitos ainda recordam com afeto.



Presente ao encontro, Cláudio Carvalho é também autor de um livro editado pela Editora Alecrim, no qual promove a personificação dessa sumidade da música brasileira, reforçando o vínculo entre Tom Jobim e São José do Vale do Rio Preto — uma ligação que ultrapassa o registro histórico e se inscreve na memória cultural e afetiva da cidade.



Como toda celebração que une arte e convivência, o encontro também foi marcado pelo sabor. Entre conversas, lembranças e acordes, os convidados puderam apreciar, entre outras guloseimas, a moqueca de peixe preparada pelo anfitrião João Rabello, que completou o clima acolhedor da noite.



Mais do que um tributo musical, a reunião na Varanda Cultural que é um coletivo na cidade, reafirmou o papel do espaço como território de encontro, memória e resistência cultural. Uma noite que celebrou não apenas a obra de Tom Jobim, mas também o elo profundo entre o artista e São José do Vale do Rio Preto — cidade que ajudou a inspirar melodias eternas e que segue preservando essa história com afeto e música.






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