“Pele que Conta, Alma que Canta” encanta público em edição realizada no Parque Ermitage
“Pele que Conta, Alma que Canta”
encanta público em edição realizada no Parque Ermitage
Projeto contemplado em edital
da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro
promoveu encontro entre literatura, música, oralidade e comunidade durante
feira realizada em Teresópolis
O Parque
Ermitage, em Teresópolis, recebeu, no dia 12 de abril de 2026, mais uma
edição do projeto “Pele que Conta, Alma que Canta”, iniciativa
idealizada pela produtora cultural, contadora de histórias e oficineira Marlene
dos Santos Macedo. A apresentação integrou a programação da feira realizada
no local e proporcionou ao público um encontro marcado por histórias, música,
interação e muita alegria.
Contemplado em
edital da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de
Janeiro (SECEC-RJ), o projeto nasceu com a proposta de fazer a contação de
histórias circular por diferentes territórios, aproximando literatura, cultura
popular e manifestações artísticas de públicos diversos.
Na edição do
Parque Ermitage, a presença das famílias e a interação com as atividades
mostraram, mais uma vez, a força da contação de histórias quando acontece em
espaços de convivência comunitária. Crianças e adultos puderam compartilhar um
momento em que a palavra falada, a música, os personagens e a imaginação
transformaram a feira também em espaço de encontro com a literatura.
“Pele que
Conta, Alma que Canta” trabalha especialmente com a valorização da oralidade,
da ancestralidade, da memória e dos saberes transmitidos entre gerações. Em
suas apresentações, as histórias ganham novos elementos por meio da música, da
interpretação e da participação do público, criando uma experiência que
ultrapassa o simples ato de ouvir uma narrativa.
A realização
no Parque Ermitage também dialoga diretamente com um dos principais objetivos
do projeto: descentralizar as ações culturais e ocupar diferentes
territórios, incluindo praças, feiras, comunidades, bibliotecas,
instituições sociais e outros espaços de circulação e convivência.
Essa
proximidade é especialmente importante porque permite que a literatura seja
vivenciada fora de seus espaços tradicionais. Uma feira comunitária pode se
transformar em palco; uma roda de pessoas pode se tornar espaço de escuta; e
uma história pode despertar memórias, perguntas, risadas e novas descobertas.
Um projeto que percorreu diferentes
territórios
A apresentação
de abril fez parte de uma trajetória que, ao longo de 2026, levou “Pele que
Conta, Alma que Canta” a diferentes espaços de Teresópolis e também a outros
municípios do estado do Rio de Janeiro.
A circulação
inclui apresentações em locais como o Ginásio Pedrão, a Praça
Olímpica, a Praça de Santa Teresa, o Quilombo da Serra, além
de atividades em São José do Vale do Rio Preto e na Biblioteca Parque
Estadual, no Rio de Janeiro. Em parte dessa trajetória, o projeto conta
ainda com a participação especial da Kombiteca Samburá de Histórias,
ampliando a experiência com livros, mediação de leitura e ações culturais.
Cada
território trouxe um público, uma dinâmica e uma experiência diferente,
reafirmando uma das características mais importantes da iniciativa: a
capacidade de estabelecer diálogo com o lugar onde a atividade acontece e com
as pessoas que dele fazem parte.
Cultura como direito e encontro
O sucesso da
edição realizada no Parque Ermitage reforçou também a importância dos
mecanismos públicos de incentivo à cultura. Ao ser contemplado pela SECEC-RJ, o
projeto pôde transformar uma proposta artística em uma programação capaz de
circular por diferentes localidades e alcançar gratuitamente públicos diversos.
Além da
realização por meio do incentivo estadual, “Pele que Conta, Alma que Canta”
conta com o apoio do Jornal e Editora Alecrim e apoio institucional da
Prefeitura Municipal de Teresópolis, somando parcerias fundamentais para
sua divulgação e articulação no município.
Mais do que
números de público, o resultado do projeto pode ser percebido nos encontros que
ele vem construindo. Ao longo de sua circulação, a iniciativa aproximou
crianças, adultos e idosos das histórias e mostrou que a literatura oral
permanece viva quando encontra espaço para ser compartilhada.
A experiência
no Parque Ermitage foi mais um capítulo dessa caminhada. Entre histórias,
música, personagens e participação popular, “Pele que Conta, Alma que Canta”
mostrou que uma ação cultural pode transformar temporariamente um espaço
cotidiano e criar nele novas memórias afetivas.
E talvez
esteja justamente aí uma das maiores conquistas do projeto: fazer com que cada
apresentação não seja apenas um evento isolado, mas um convite para ouvir,
imaginar, recordar, cantar e reconhecer nas histórias um pouco da memória e da
identidade de cada comunidade.
Ficha Técnica
Idealização e Coordenação Geral: Marlene dos Santos Macedo
Produção Cultural: Cláudia Coelho de Meneses
Contação de Histórias e Mediação: Marlene dos Santos Macedo e equipe
Equipe Artística e Educativa: Coletivo Samburá de Histórias
Música e Intervenções Artísticas: Álan Magalhães
Comunicação e Mídias: Jornal e Editora Alecrim
Acessibilidade: autodescrição e atividades adaptadas
Realização: Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da SECEC RJ








Comentários
Postar um comentário