Lea - por Clayton Zocarato


 Lea

 

            Houve um tempo em que o mundo ainda caminhava na velocidade das bicicletas, quando as tardes pareciam maiores que os calendários e os relógios respeitavam o silêncio dos apaixonados.

             Era a década de oitenta, um país que reaprendia lentamente a respirar liberdade depois de anos de sombras, enquanto as ruas voltavam a encher-se de vozes, bandeiras e esperanças.

             Entre uma passeata pelas Diretas Já e uma partida de futebol improvisada na rua, havia uma juventude que desconhecia a pressa dos séculos futuros. Os telefones moravam em orelhões coloridos, as cartas carregavam perfumes, as fotografias precisavam esperar dias para revelar a felicidade, e o amor ainda não cabia dentro de uma tela; cabia apenas dentro dos olhos.

            Foi naquele universo de pequenas eternidades que Lea surgiu, como se o próprio verão tivesse aprendido a transformar luz em pessoa. Tinha os cabelos castanhos revolvidos pelo vento das tardes, um sorriso que parecia pedir licença para existir e um hábito curioso de observar, as nuvens como quem acreditava que elas escondiam bibliotecas invisíveis.

            Enquanto outras meninas colecionavam figurinhas ou sonhavam com artistas de televisão, Lea colecionava perguntas. Perguntava por que o céu nunca se cansava de ser azul, por que as árvores insistiam em perder folhas sabendo que o inverno sempre voltaria e por que as pessoas cresciam tão depressa, abandonando a delicada irresponsabilidade de serem crianças.

            Daniel a conheceu numa biblioteca municipal, dessas onde o cheiro dos livros antigos misturava-se ao perfume discreto da madeira envelhecida. Ele procurava um romance de aventuras; ela folheava um livro de poemas como quem conversava com alguém invisível.

            Quando seus olhares se encontraram, nenhum dos dois imaginou que o destino costuma escrever seus capítulos mais importantes justamente nos instantes em que ninguém está prestando atenção.

            Existem encontros que acontecem entre pessoas; outros acontecem entre épocas.             Daniel e Lea não se apaixonaram apenas um pelo outro. Apaixonaram-se por um tempo inteiro.

             Apaixonaram-se pelos discos de vinil girando lentamente, pelas vitrines iluminadas das locadoras de vídeo, pelas tardes em que o sorvete derretia antes das promessas e pelas noites em que bastava uma canção tocando ao longe para convencer dois corações de que o universo inteiro conspirava a favor deles.

            A cidade era pequena o suficiente para que todos se conhecessem pelo nome, mas grande o bastante para guardar mistérios. Havia uma praça central onde os bancos de madeira testemunhavam confidências silenciosas.

            Aos domingos, famílias inteiras caminhavam lentamente enquanto crianças perseguiam pombos, casais dividiam pipocas e velhos comentavam notícias dos jornais como se discutissem o futuro da humanidade. Daniel e Lea gostavam daquele lugar porque acreditavam que as árvores eram capazes de guardar segredos melhor do que qualquer pessoa.

            Numa tarde de agosto de 1985, enquanto o país ainda comentava o primeiro Rock in Rio e as rádios alternavam o rock nacional com sucessos internacionais, Daniel levou um pequeno rádio portátil para a praça.

             Não importava exatamente qual música estivesse tocando; importava o gesto simples de dividir um fone improvisado, de permanecer em silêncio enquanto o vento parecia completar aquilo que as palavras não conseguiam dizer.

            Lea fechou os olhos por alguns instantes. Daniel percebeu que existiam pessoas que sorriam com a boca e outras que sorriam com a alma. Ela fazia as duas coisas ao mesmo tempo.

            — Você acredita que a memória envelhece? — perguntou Lea.

            Daniel demorou alguns segundos para responder.

            — Acho que não. Quem envelhece somos nós. A memória continua usando as mesmas roupas.

            Ela riu.

            — Então talvez seja por isso que os adultos vivem tão cansados. Passam a vida tentando caber dentro das lembranças daquilo que foram.

            Daniel nunca esqueceu aquela frase. Anos depois compreenderia que algumas pessoas entram em nossas vidas apenas para nos ensinar uma única sentença capaz de atravessar décadas.

            As tardes seguintes tornaram-se pequenas cerimônias. Caminhavam pelas ruas arborizadas, observavam vitrines sem comprar nada, dividiam refrigerantes de garrafa de vidro e inventavam nomes para estrelas que ainda nem haviam aparecido no céu.             Havia uma espécie de riqueza secreta na pobreza daqueles dias. Não possuíam quase nada, mas desconheciam a necessidade de possuir o mundo.

             Bastava-lhes possuir o instante.

            Lea gostava de escrever em cadernos de capa dura. Não escrevia diários; escrevia futuros possíveis. Imaginava cidades invisíveis, desenhava mapas de lugares inexistentes e inventava palavras porque acreditava que algumas emoções ainda não tinham sido suficientemente alfabetizadas.

            Chamava a saudade de "tempolume", porque dizia que certas lembranças iluminavam o passado.

            Chamava o medo de esquecer de "memórfago", um animal imaginário que devorava lentamente as fotografias da alma.

            Daniel ria daqueles neologismos, mas, no fundo, compreendia que toda linguagem nasce da tentativa desesperada de nomear aquilo que escapa.

            O Brasil mudava diante deles. O país discutia democracia, inflação, esperança e futuro. Nas bancas de jornal, manchetes anunciavam transformações políticas; nas escolas, professores incentivavam debates que antes pareciam impossíveis.

            Daniel e Lea participavam de grêmios estudantis, escreviam pequenos textos para o mural da escola e acreditavam, com a ingenuidade própria da juventude, que bastava uma boa ideia para transformar o mundo.

            Hoje parece estranho imaginar um tempo em que o silêncio não era desconfortável. Eles conseguiam caminhar quilômetros inteiros sem trocar uma única palavra.

             Descobriram cedo que o amor verdadeiro não exige conversas intermináveis; exige presenças demoradas.

            A ausência de ruído permitia ouvir aquilo que as árvores diziam quando o vento passava, aquilo que os pássaros repetiam antes do entardecer e aquilo que o próprio coração sussurrava quando encontrava outro coração disposto a escutá-lo.

            Foi numa dessas caminhadas que Lea parou diante de uma velha figueira.

             Tocou o tronco com delicadeza e murmurou:

            — As árvores são filósofas. Elas nunca saem do lugar, mas conhecem todas as estações.

            Daniel sorriu sem responder.

            Percebeu que estava diante de uma dessas pessoas raras que transformam qualquer frase simples numa pergunta capaz de acompanhar alguém por toda a vida.             Naquele instante, compreendeu que amar talvez não fosse desejar permanecer para sempre ao lado de alguém, mas aceitar que certas pessoas mudam para sempre a maneira como enxergamos o mundo, mesmo quando o tempo insiste em separá-las.

            O sol começou a desaparecer atrás dos telhados da cidade. As primeiras luzes dos postes acenderam lentamente, como se a noite tivesse vergonha de interromper aquela tarde. Lea segurou a mão de Daniel pela primeira vez. Nenhum dos dois disse "eu te amo".

            Na juventude dos anos oitenta, o amor ainda preferia ser demonstrado pelos gestos que as palavras ainda não tinham aprendido a pronunciar. E talvez fosse justamente por isso que aqueles dias pareciam eternos: porque a felicidade ainda desconhecia a necessidade de explicar a si mesma.

            Os meses seguintes pareciam caminhar ao ritmo das estações, como se o tempo tivesse aprendido que a juventude não suporta relógios apressados.

            Em 1986, o Brasil discutia moedas novas, preços congelados e promessas de estabilidade. Nas mercearias, as pessoas comentavam o Plano Cruzado enquanto observavam etiquetas sendo remarcadas quase diariamente. Daniel pouco entendia de economia; Lea dizia que a inflação mais perigosa era aquela que fazia as pessoas gastarem os próprios sonhos antes mesmo de vivê-los.

            Havia uma serenidade desconcertante em sua maneira de transformar notícias em filosofia. Ela acreditava que cada acontecimento histórico era apenas uma metáfora coletiva para explicar aquilo que acontecia silenciosamente dentro de cada ser humano.

            Nas tardes de sábado, caminhavam até uma pequena loja de discos.             Permaneciam horas admirando capas coloridas, lendo encartes, imaginando os lugares onde aquelas canções haviam nascido.

            Nem sempre tinham dinheiro para comprar um vinil, mas aprenderam que contemplar também era uma forma de possuir.

            A sociedade ainda não havia transformado o desejo em obrigação. Era possível sair de uma loja levando apenas uma lembrança, e essa lembrança bastava.

            Quando anoitecia, a praça era ocupada por adolescentes que conversavam até o último ônibus passar. Haviam bicicletas encostadas nas árvores, bancos ocupados por casais tímidos e vendedores de pipoca que conheciam quase todos pelo nome.

            O mundo parecia menor, não porque lhe faltassem horizontes, mas porque as distâncias ainda eram vencidas pelos pés e não pelas máquinas. Daniel dizia que a cidade era um livro aberto; Lea respondia que toda cidade era um poema escrito por pessoas que nunca se conheceram.

            Ela tinha o estranho costume de recolher folhas secas do chão. Guardava-as entre as páginas de seus livros e escrevia ao lado delas pequenas frases. "Toda folha caída continua pertencendo à árvore na memória do vento." "O outono é apenas a maneira delicada pela qual a natureza aprende a desapegar-se."

            Daniel observava aqueles gestos com uma ternura quase religiosa. Aos poucos compreendeu que existiam pessoas que colecionavam objetos e outras que colecionavam significados. Lea pertencia à segunda espécie, talvez a mais rara de todas.

            Em algumas noites, sentavam-se sobre o capô do velho automóvel do pai de Daniel, estacionado diante de casa, apenas para observar o céu.

             A iluminação pública ainda permitia enxergar constelações inteiras.

             Enquanto muitos procuravam estrelas para fazer pedidos, Lea procurava os espaços vazios entre elas.

            — É curioso — dizia ela. — Todo mundo admira a luz. Poucos percebem que é a escuridão quem permite que a luz exista.

            Daniel permaneceu em silêncio. Aprendera que algumas frases não pediam resposta; pediam companhia.

            A juventude possui um talento singular para acreditar que o futuro é uma casa onde todos os quartos permanecerão iluminados.

            Nenhum dos dois imaginava que o tempo constrói corredores invisíveis entre aquilo que desejamos e aquilo que inevitavelmente acontece.

             Ainda assim, insistiam em planejar.

            Falavam de uma pequena casa cercada por árvores, de uma biblioteca cheia de livros antigos, de um jardim onde as crianças aprenderiam primeiro o nome das flores e só depois o das máquinas. Sonhavam como quem planta árvores sabendo que talvez jamais descansasse sob suas sombras.

            Lea escrevia cartas para Daniel mesmo quando poderia falar com ele pessoalmente.

             Dizia que a escrita possuía uma honestidade impossível de ser encontrada nas conversas apressadas.

            --- "As palavras escritas", anotou certa vez, "não podem fugir depois de nascer. Elas permanecem convivendo conosco como velhos amigos ou antigos arrependimentos."

            Daniel guardava cada envelope dentro de uma caixa de madeira. Sem perceber, estava arquivando não apenas cartas, mas pequenas porções do próprio tempo.

            Na escola, os professores comentavam as mudanças do país. A democracia ainda era uma promessa em construção. Os estudantes discutiam cidadania, eleições, liberdade e responsabilidade.

            Lea participava dos debates com uma delicadeza incomum. Nunca levantava a voz. Preferia levantar perguntas.

            Dizia que uma pergunta sincera era mais revolucionária do que uma certeza repetida. Alguns colegas a consideravam sonhadora; outros, excessivamente silenciosa.             Daniel apenas sorria. Sabia que o silêncio de Lea era povoado por pensamentos que muitas palavras jamais conseguiriam alcançar.

            Numa manhã de primavera, ela apareceu com um caderno novo. Na primeira página escreveu uma palavra inventada: "saudavenir". Daniel perguntou o significado.

            — É a saudade que sentimos de um futuro que ainda não aconteceu.

            Ele riu, mas logo percebeu que aquela invenção continha uma estranha verdade.             Existem momentos tão felizes que, enquanto acontecem, já começam a doer, porque pressentimos sua impermanência.

            Talvez a juventude seja justamente isso: a capacidade de experimentar a felicidade e a melancolia ao mesmo tempo, sem saber distingui-las.

            Os anos oitenta aproximavam-se lentamente de seu final. As vitrines mudavam, os aparelhos eletrônicos tornavam-se mais modernos, novos costumes chegavam às cidades, e as pessoas falavam cada vez mais depressa. Lea observava essas transformações com uma serenidade inquietante.

            — O progresso é maravilhoso — disse certa tarde. — Só espero que ele não descubra uma maneira de fabricar esquecimentos em série.

            Daniel segurou sua mão. Pela primeira vez teve medo. Não um medo concreto, mas aquele receio quase invisível que nasce quando percebemos que a felicidade nunca faz promessas de permanência.

            O vento atravessou as árvores da praça como se folheasse um livro antigo.             Algumas folhas desprenderam-se dos galhos e giraram lentamente até tocar o chão. Lea acompanhou aquele movimento com os olhos e sorriu.

            — Está vendo? Até as árvores sabem que deixar partir também faz parte do amor.

            Daniel não respondeu.

            Apenas apertou sua mão com um cuidado quase sagrado, como quem tenta convencer o próprio tempo a caminhar um pouco mais devagar.

            O calendário alcançou 1988 com uma delicadeza que ninguém percebeu. As folhas do antigo calendário pendurado na cozinha da casa de Daniel iam desaparecendo como pequenas despedidas de papel, enquanto o Brasil parecia experimentar uma espécie de adolescência coletiva.

            Nas rádios, comentava-se a nova Constituição; nos jornais, a palavra "cidadania" surgia com uma frequência que fazia lembrar uma semente finalmente encontrando terra fértil.

            Lea gostava dessa palavra porque dizia que ela possuía raízes. "Direitos", afirmava, "são árvores que demoram para crescer, mas basta uma geração distraída para derrubá-las."

            Naquela primavera, as tardes continuavam pertencendo aos dois. Caminhavam pelas mesmas ruas, agora um pouco mais movimentadas, onde algumas lojas exibiam aparelhos eletrônicos que prometiam um futuro veloz.



            Lea observava aquelas vitrines com uma curiosidade serena.

            — As máquinas estão aprendendo a fazer tudo muito depressa — disse ela. — Espero que nunca ensinem o coração a amar com a mesma velocidade.

            Daniel sorriu.

            — Acho impossível.

            Ela fitou o horizonte, onde o céu se confundia com os telhados antigos.

            — Todas as impossibilidades começam acreditando que jamais acontecerão.

            A frase permaneceu suspensa entre eles como um pássaro que se recusava a pousar.

            Os dois passaram a frequentar uma pequena cafeteria inaugurada perto da praça.             Não havia luxo algum, apenas mesas de madeira, um rádio sobre o balcão e o aroma constante de café recém passado.

            O proprietário dizia que todo café precisava ser feito lentamente, pois a pressa estragava até mesmo aquilo que nascera para aquecer as pessoas. Lea adorava ouvi-lo.             Dizia que os velhos conheciam filosofias que nunca seriam publicadas em livros.

            Numa dessas tardes chuvosas, Daniel encontrou Lea escrevendo mais um de seus neologismos.

            — O que significa este? — perguntou, apontando para a palavra "esperalma".

            Ela fechou o caderno.

            — É quando a esperança deixa de ser pensamento e passa a morar na alma.

            — Você inventa palavras porque o português não basta?

            Ela sorriu.

            — Não. Eu invento porque algumas emoções chegam antes dos dicionários.

            Daniel percebeu que, desde que conhecera Lea, também ele havia mudado. Já não observava apenas as pessoas; observava os intervalos entre elas.

            Descobrira que o silêncio de um abraço dizia mais do que muitos discursos e que um olhar podia permanecer vivo durante anos dentro da memória.

            As eleições aproximavam-se. Pela primeira vez, Daniel via seus pais discutirem política sem abaixar a voz.

             A cidade parecia acreditar que o futuro finalmente havia recebido autorização para existir. Lea, entretanto, conservava sua prudência.

            — Nenhuma eleição muda um povo que desaprendeu a imaginar — comentou enquanto caminhavam pela praça. — A liberdade precisa acontecer primeiro dentro da consciência.

            Daniel percebeu que ela nunca separava a história do coração humano.

            Para Lea, toda transformação coletiva começava em alguma pequena coragem individual.

            Na semana seguinte, voltaram à velha figueira onde tantas conversas haviam deixado raízes invisíveis. O tronco parecia maior, como se também tivesse envelhecido ao lado deles. Lea retirou do bolso uma pequena fita de cetim azul.

            — Quero deixar uma lembrança aqui.

            Amarraram a fita num galho baixo.

            — Para quê? — perguntou Daniel.

            — Porque um dia nós voltaremos. E, se a fita ainda estiver aqui, saberemos que algumas promessas sobrevivem ao tempo.

            Daniel não teve coragem de dizer que nem sempre era o tempo quem apagava as promessas.

            Às vezes eram as pessoas, às vezes o destino, e às vezes simplesmente a vida, com sua estranha habilidade de modificar os caminhos sem pedir licença.

            Na despedida daquela tarde, permaneceram alguns instantes sem falar. O vento trouxe o perfume dos jasmins que cresciam no muro da praça. Lea apoiou a cabeça no ombro de Daniel e fechou os olhos.

            — Você sabe qual é a maior mentira que contamos aos jovens?

            — Qual?

            — Que eles têm todo o tempo do mundo.

            Daniel respirou lentamente.

            — E não têm?

            Ela abriu um sorriso quase imperceptível.

            — Ninguém tem. A diferença é que a juventude ainda não descobriu isso.

            A luz dourada do entardecer envolveu os dois como um último abraço do dia.             Ao longe, os sinos da igreja marcaram mais uma hora, indiferentes ao fato de que, para dois corações apaixonados, o tempo nunca foi medido por relógios, mas pela intensidade das lembranças que deixava para trás.

            Daniel compreendeu, naquele instante, que algumas pessoas não atravessam apenas a nossa vida; atravessam a maneira como passamos a compreender o próprio tempo.

            E Lea, sem saber, transformava cada dia comum numa memória que ainda nem havia acontecido, mas que já carregava a delicada tristeza das coisas destinadas a permanecer eternamente jovens dentro da lembrança.



Clayton Alexandre Zocarato

Possui graduação em Licenciatura em História pelo Centro Universitário Central Paulista (2005) - Unicep - São Carlos - SP, graduação em Filosofia pelo Centro Universitário Claretiano (2016) - Ceuclar - Campus de São José do Rio Preto – SP, Técnico em Comércio Exterior pelas Faculdades Eficaz, e atualmente cursa Serviços Jurídicos e Notoriais na Unimar. Escrevo regularmente para o site www.recantodasletras.com.br usando o pseudônimo ZACCAZ, mesclando poesia surrealista, com haikais e aldravias..Formado Especialista em Medina y Arte com ênfase em Gilles Deleuze e Equizoanálise   onde é também  pesquisador do Centro de Medicina y Arte  de Rosário – Argentina, sendo o primeiro brasileiro a atuas nesse centro de pesquisa. Especialista em Ensino pela Ufscar, especialista em Psicopedagogia Institucional pela Fundepe – Unesp, Especialista em História da África pela Faculdade de Minas Gerais.

·                  Email: claytonalexandrezocarato@yahoo.com.br

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