Casa de Portugal - Intramuros 14

 


Casa de Portugal 5 de Agosto de 2026

 

OBRAS

 

Nem só de novas obras vive um governo!

Fazer algo novo não é tão desafiador como mantê-lo! Já dizia Maquiavel!

E vemos, de quando em vez, uma ponte que cai; um prédio que desaba; uma via que se torna um verdadeiro campo de batalha e por aí vai...

Manutenção!

Essa é a palavra mágica.

E nossa Casa, não só merece, mas necessita uma constante atenção. Não só pela própria passagem do tempo como pelo uso constante de suas dependências e espaços desportivos.

Aqui, na sequência, temos um pequeno exemplo do que é manutenção!

Se algo está em degradação logo se nota!

E um restauro, você já notou?

Antes:






Depois:










 

 

CRÔNICA

 

E mais uma vez vamos desfrutar de uma crônica, hilária, do nosso Diretor Cultural Professor Jorge Ferradeira.

À Mesa da Expectativa

 

Sempre desconfiei de restaurantes onde o garçom sabe pronunciar o nome dos pratos melhor do que o cliente consegue entendê-los. Mesmo assim, minha esposa e eu resolvemos enfrentar a aventura gastronômica de um famoso restaurante em Vila Velha, no Espírito Santo. Afinal, a esperança, como o apetite, costuma chegar antes da razão.

 

Logo na entrada fomos recebidos por um maître cuja expressão transmitia a responsabilidade de quem parecia administrar uma audiência no Supremo Tribunal, e não simplesmente acomodar duas pessoas para jantar. Consultou a lista de reservas com a solenidade de um tabelião conferindo um testamento. Depois de alguns segundos de suspense, sorriu como quem acabara de nos conceder um privilégio reservado a poucos mortais.

 

Seguimos atrás dele. Caminhava tão devagar que tive a impressão de estar participando de uma procissão gastronômica. Os garçons cruzavam o salão em absoluto silêncio, como se qualquer ruído pudesse desandar o molho de alguma celebridade.

 

O cardápio chegou. Não era um cardápio; era um desafio intelectual. Havia palavras em francês, italiano e outras que provavelmente pertenciam a idiomas ainda em desenvolvimento. Passei alguns minutos tentando descobrir onde terminava o nome do prato e começava sua descrição. Os preços, esses sim, eram escritos num português perfeitamente compreensível.

 

Feito o pedido, iniciou-se outra especialidade da casa: a espera. Descobri que, nos restaurantes sofisticados, o tempo também recebe um tempero especial. Minutos comuns transformam-se em longos intervalos de contemplação. Talvez fizesse parte da receita.

 

Quando finalmente o prato chegou, confesso que hesitei em usar os talheres. A apresentação era tão artística que temi cometer um ato de vandalismo culinário. Depois da primeira garfada veio a inevitável conclusão: a comida era boa, mas não fazia milagres. Continuava sendo comida, embora custasse como uma pequena joia.

 

Olhei para minha esposa. Ela percebeu meu esforço para encontrar naquele prato o destino de tantos reais e apenas sorriu. Casados há tantos anos, aprendemos que certos comentários são desnecessários. O silêncio, às vezes, é a forma mais refinada de ironia.

 

Ao redor, muitos clientes pareciam menos interessados no sabor do jantar do que na fotografia que provaria aos amigos que haviam estado ali. Alguns degustavam o celular com muito mais entusiasmo do que o prato principal. Suspeitei que, se a cozinha servisse apenas a conta, ainda assim haveria quem a fotografasse.

 

Saímos satisfeitos. Não exatamente pela refeição, mas pela experiência sociológica. Descobrimos que alguns restaurantes alimentam o estômago; outros alimentam o ego. E há aqueles em que o ego sai completamente satisfeito, enquanto o estômago apenas concorda por educação.

 

Na volta para casa, minha esposa perguntou se eu havia gostado. Respondi que sim. Afinal, não é todos os dias que se paga tão caro para descobrir uma verdade tão simples: o ingrediente mais valioso de qualquer jantar continua sendo a companhia. O restante, muitas vezes, é apenas decoração servida em porcelana.




 

MOTHER MARY

 

E vem aí, para os fãs dos Beatles e todo mundo, o próximo show do MOTHER MARY na CASA DE PORTUGAL!

Fiquem atentos que já publicaremos data e hora do evento!





 

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ALEXIS DE BAGÉ: atelieralexisdebage


Alexis de Bagé é apresentador, jornalista e comunicador em Teresópolis, conhecido por comandar o programa O Eclético, exibido pela TV Cidade (Canal 9). Em seu programa, conduz entrevistas e bate-papos com convidados de diferentes áreas, como cultura, empreendedorismo e entretenimento, promovendo diálogos variados e acessíveis ao público.

Com estilo versátil, Alexis se destaca por valorizar histórias locais e dar visibilidade a personalidades da região. Sua atuação reforça o cenário da comunicação independente e cultural na cidade serrana.





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