Casa de Portugal - Intramuros 15

 


CASA DE PORTUGAL 12 DE AGOSTO DE 2026


Bolshoi



Dançarte na crista da onda!

Desde julho que a Dançarte vem num ritmo frenético de apresentações, viagens, e constante aprendizado!

Quem tem uma mínima noção da dança, do clássico ao jazz, sabe o que significa o nome BOLSHOI!

E no Brasil Joinville é a Meta!

E, para o orgulho e honra da Casa de Portugal, nossa professora Hebe Otto completou sua formação na Metodologia Vaganova, pela Escola de Teatro BOLSHOI no Brasil!

 

JULHO: UM MÊS DE CONQUISTAS E VIVÊNCIAS NA DANÇARTE

 Julho foi um mês intenso e especial para a Dançarte. Um mês de conquistas, formação, viagens e experiências que ficam para a vida.


        Começamos com duas bailarinas aprovadas para o Festival Internacional de Dança de Goiás. Laura Bravo apresentou um solo de Clássico Livre, de Carolina Cox, e Beatriz Nogueira levou ao palco um solo de Sapateado, de Natasha Meloni. O resultado foi ainda mais especial: 1º lugar para Beatriz no Sapateado Adulto e uma bolsa de 100% para o Tap Workshop, que acontecerá no próximo mês.

 


Em Teresópolis, representamos a Casa na Festa Junina, e o Arraiá Dançarte, reunindo nossos alunos em momentos de celebração, arte e integração para encerrar o primeiro semestre.

 


E então veio Joinville. Foram 9 dias de cursos, aulas, apresentações, trocas e muito aprendizado, com 10 bailarinas, seus responsáveis, professores e direção. Mais do que participar de um festival, levamos nossos alunos para viver a dança em sua plenitude, ampliando referências e possibilidades.

 


Também celebramos uma conquista importante dentro da nossa equipe: nossa Diretora Hebe Otto concluiu sua formação na Metodologia Vaganova pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, reafirmando algo em que acreditamos profundamente: para formar, também precisamos continuar aprendendo.

 Nada disso acontece sozinho. Agradecemos à Casa de Portugal, aos nossos alunos e famílias, aos professores, amigos e a todos que contribuíram, apoiaram e acreditaram em cada projeto. Cada gesto fez parte dessas conquistas.

 E se tudo isso aconteceu em um único mês… imagine o que ainda está por vir.

 





O PAQUEQUER

“Quem cuida de suas águas cuida da Vida, da Saúde e do Futuro da Humanidade!”

                                           alexis de bagé

 E nesta edição mais um artigo, ultra contemporâneo, do nosso Professor Ferradeira.

 

 

O Rio Paquequer Ainda Pode Renascer

    Durante muitos anos mantive meu consultório no segundo andar do Edifício Marco Central. Havia uma ampla varanda onde cultivei diversas plantas medicinais, entre elas ginkgo biloba, originário do Japão, equinácea e garra-do-diabo, além de outras espécies utilizadas em minhas pesquisas sobre fitoterapia. Desde 1972 dedico-me ao estudo científico dessas plantas e, em 1973, publiquei um caderno especial na imprensa do Rio de Janeiro sobre o tema.

    Infelizmente, fui obrigado a transferir o consultório para o sexto andar quando uma academia de ginástica passou a funcionar sobre a sala onde eu atendia. O ruído tornou-se incompatível com o exercício da medicina.

   Entretanto, essa mudança não é o aspecto mais importante desta recordação.

 Durante aproximadamente vinte anos, da varanda do consultório, acompanhei dia após dia a lenta e dolorosa degradação do Rio Paquequer. Vi suas águas perderem a transparência, observei o aumento da poluição e assisti ao desaparecimento gradual da vida que antes existia em seu leito.

 Mas não permaneci inerte. Criei uma organização não governamental que reuniu personalidades de grande expressão nacional, entre elas dois ministros de Estado, um ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e diversos empresários comprometidos com o desenvolvimento regional. Elaboramos uma proposta para a recuperação ambiental do Rio Paquequer e buscamos viabilizar seu financiamento. Infelizmente, o projeto não recebeu a atenção necessária do poder público municipal.

  Hoje, caminhando novamente às margens do rio, constatei que sua degradação atingiu um nível alarmante. Apesar disso, continuo convencido de que sua recuperação é plenamente possível.

  Existem experiências bem-sucedidas de despoluição de rios em diversas cidades do mundo. Com um projeto tecnicamente consistente, apoio institucional e financiamento de organismos internacionais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), seria perfeitamente viável devolver ao Paquequer águas limpas, restabelecer sua fauna, recuperar sua vegetação ciliar e transformar o rio em um verdadeiro patrimônio ambiental de Teresópolis.

 Não se trata de um sonho ingênuo. Trata-se de planejamento, competência técnica, vontade política e mobilização da sociedade.

  Imagino o dia em que crianças poderão novamente observar peixes em suas águas, aves voltarão a frequentar suas margens e o Rio Paquequer deixará de ser lembrado como um símbolo de abandono para tornar-se um exemplo de sustentabilidade e recuperação ambiental.

 Ainda acredito que esse futuro seja possível. O Rio Paquequer pode renascer, desde que a sociedade teresopolitana decida que ele merece uma nova oportunidade.

 


 

INTRAMUROS IMPRESSO

 

Já está sendo entregue em nossa entrada e circulando em todas as dependências do clube, o nosso INTRAMUROS IMPRESSO, trazendo um condensado dos melhores momentos do último trimestre.

Já resgatou o seu?

Se ainda não, é só pedir na secretária.

Participe da Coluna do Associado colaborando com suas histórias, crônicas e fotos contribuindo com mais esse tempero especial em nossa publicação trimestral do INTRAMUROS IMPRESSO!

O próximo número está previsto para outubro.

Não deixe de prestigiar o que já é seu!

 



PENSAMENTO DA SEMANA

 

“Galo que acompanha Pato morre é afogado!”

                                                                                                  adágio popular




 

Comentários

Postagens mais visitadas