Skyline Pigeon — Os lugares que ficaram em nós - Por Clayton Zocarato
Skyline Pigeon — Os
lugares que ficaram em nós
(Baseado na canção de Elton John e Bernie Taupin de 1969)
Daniela conheceu Marcelo numa tarde
de sábado, em uma pequena cidade do interior onde quase tudo parecia acontecer
devagar. Era 1997, e o tempo ainda tinha outro modo de passar. Não havia redes
sociais, celulares inteligentes ou mensagens instantâneas para preencher os
silêncios. As pessoas precisavam esperar. Esperavam o telefone tocar, esperavam
uma carta chegar, esperavam o ônibus na rodoviária, esperavam o sábado para
encontrar os amigos na praça ou na danceteria.
Talvez por isso as lembranças
daquela época parecessem maiores. O que demorava a acontecer permanecia mais
tempo dentro das pessoas.
Daniela tinha dezessete anos e
carregava consigo uma inquietação que sua família nem sempre compreendia.
Gostava de livros, música e filmes.
Tinha o hábito de escrever pequenos
pensamentos em cadernos escolares e de guardar recortes de revistas dentro das
páginas dos livros. Sonhava em estudar fora da cidade, conhecer lugares
diferentes e descobrir uma vida que ainda não sabia nomear.
Seu pai, entretanto, acreditava que
a vida deveria ser construída com prudência. Para
ele, estudar era importante, mas trabalhar era necessário. A cidade oferecia
poucas possibilidades e, na sua maneira simples de enxergar o mundo, Daniela
deveria aprender a valorizar aquilo que possuía. Sua mãe, mais silenciosa,
compreendia um pouco melhor os sonhos da filha, embora tivesse dificuldade de
incentivá-la a abandonar a segurança conhecida.
Marcelo também tinha dezessete anos.
Trabalhava algumas horas por dia na pequena oficina da família e, embora não
dissesse isso a ninguém, sentia que aquele lugar poderia transformar-se em seu
destino. Seu pai imaginava que, algum dia, o filho assumiria o negócio. Sua mãe
falava frequentemente sobre a importância de conseguir um emprego estável e
construir uma família.
Marcelo escutava tudo em silêncio.
Não sabia se queria fugir daquela
vida ou simplesmente precisava descobrir se existia outra.
Foi numa pequena loja de discos e
fitas cassete que os dois se encontraram pela primeira vez. Daniela procurava
uma música que tinha ouvido no rádio. O vendedor procurava a fita
correspondente entre várias capas empilhadas sobre o balcão.
— Você conhece “Skyline Pigeon”? — perguntou Daniela.
Marcelo estava próximo das
prateleiras e respondeu antes do vendedor:
— Conheço.
Ela olhou para ele.
— Gosta?
— Gosto. Parece uma música que quer
ir embora.
Daniela sorriu.
— Talvez seja por isso que eu gosto
dela.
Foi uma conversa simples. Quase
insignificante para quem estivesse observando de fora. Mas algumas histórias
começam justamente assim: sem anúncio, sem promessa, sem que os envolvidos
saibam que aquele instante será lembrado muitos anos depois.
Nos meses seguintes, Daniela e
Marcelo passaram a se encontrar com frequência. Caminhavam pela praça depois da
escola, sentavam-se nos bancos próximos à igreja, conversavam diante da antiga
estação ferroviária e dividiam refrigerantes baratos em lanchonetes onde os
garçons já conheciam seus rostos.
Naquela época, amar alguém também
significava esperar.
Esperar a próxima ligação.
Esperar o próximo encontro.
Esperar que os pais dormissem para
conversar pelo telefone.
Esperar uma carta.
Esperar o sábado.
Daniela e Marcelo aprenderam a
transformar essas esperas em pequenas formas de felicidade.
Ele gravou para ela uma fita cassete
com músicas que julgava importantes. Escreveu
seu nome na capa com uma caneta azul e, embaixo, colocou uma frase que Daniela
nunca esqueceu:
“Para
você ouvir quando sentir vontade de ir embora.”
Ela guardou aquela fita durante
muitos anos.
O amor entre os dois cresceu
lentamente, como crescem certas coisas que não precisam de pressa.
Não havia grandes declarações. Havia
gestos. Marcelo esperava Daniela na saída da escola. Daniela guardava para ele
os melhores pedaços dos sonhos que escrevia em seus cadernos. Ele lhe
emprestava livros. Ela corrigia suas redações. Ele a acompanhava até sua casa
mesmo quando precisava andar vários quarteirões para depois voltar sozinho.
A pequena cidade começou a perceber
que existia alguma coisa entre eles.
No interior, quase tudo era
conhecido antes mesmo de ser dito.
Os olhares das pessoas, porém, não
eram o maior problema.
O verdadeiro conflito estava dentro
deles.
Daniela queria partir.
Marcelo também.
Mas cada um imaginava uma partida
diferente.
Para Daniela, sair significava
estudar, conhecer outras cidades, trabalhar, construir sua independência e
descobrir quem poderia ser longe das expectativas familiares.
Para Marcelo, partir significava
abandonar seu pai, sua mãe, a oficina, os amigos e tudo aquilo que conhecia.
Ele queria conhecer o mundo, mas tinha medo de deixar para trás as pessoas que
dependiam dele.
Daniela interpretava aquela
hesitação como falta de coragem.
Marcelo interpretava a insistência
dela como falta de compreensão.
Eles se amavam, mas começaram a
desejar coisas diferentes para o futuro.
E talvez essa seja uma das maiores
dificuldades de um amor jovem: duas pessoas podem desejar permanecer juntas e,
ao mesmo tempo, desejar caminhos diferentes.
Daniela falava sobre faculdade.
Marcelo falava sobre trabalho.
Ela dizia que precisava sair.
Ele dizia que talvez pudesse sair
algum dia.
Ela queria respostas.
Ele precisava de tempo.
As conversas começaram a terminar em
silêncio.
— Você vai comigo? — perguntava
Daniela.
Marcelo demorava para responder.
— Eu não sei.
Para ela, aquele “não sei” parecia uma recusa.
Para ele, era a única resposta
sincera que conseguia oferecer.
Foi assim que começaram a se afastar
sem perceber.
Não houve traição.
Não houve outra pessoa.
Não houve uma grande briga.
Houve apenas o acúmulo de pequenas
incompreensões.
Daniela acreditava que amar
significava escolher.
Marcelo acreditava que amar também
significava compreender.
Nenhum dos dois estava completamente
errado.
Nenhum dos dois sabia, entretanto,
como explicar isso ao outro.
Quando Marcelo recebeu a notícia de
que havia conseguido uma oportunidade para estudar em outra cidade, sentiu
alegria e medo ao mesmo tempo. Pensou imediatamente em Daniela.
Quis contar.
Mas adiou.
Esperou o momento certo.
O momento certo nunca chegou.
Daniela soube por outra pessoa.
Naquela noite, ficou sentada durante
horas diante do telefone.
Esperava que Marcelo ligasse.
O telefone não tocou.
Quando finalmente conversaram, a voz
dos dois parecia diferente.
— Você não ia me contar?
— Eu ia.
— Quando?
Marcelo não respondeu.
Daniela sentiu uma espécie de vazio.
— Você sempre diz que não sabe.
— Porque eu realmente não sei.
— Então talvez você nunca tenha
sabido o que queria.
Ele ficou em silêncio.
A frase doeu porque carregava alguma
verdade, mas não a verdade inteira.
Marcelo queria Daniela.
Queria partir.
Queria ficar.
Queria não decepcionar os pais.
Queria descobrir a própria vida.
Queria tudo ao mesmo tempo.
E, aos dezessete anos, não sabia que
algumas escolhas exigem perder alguma coisa.
O dia da viagem chegou numa manhã
cinzenta.
Marcelo esperava que Daniela
estivesse na rodoviária.
Ela não foi.
Durante toda a noite anterior,
Daniela havia pensado em ir. Chegou a separar a roupa que usaria. Escreveu uma
carta. Depois desistiu.
Não queria vê-lo partir.
Tinha medo de chorar.
Tinha medo de pedir que ele ficasse.
Tinha medo de descobrir que, se
pedisse, ele ficaria apenas por culpa.
Marcelo entrou no ônibus acreditando
que Daniela não havia ido porque não se importava o suficiente.
Olhou pela janela enquanto a cidade
desaparecia.
Naquele momento, nenhum dos dois
sabia que estavam interpretando o silêncio do outro de maneira completamente
diferente.
Para Daniela, sua ausência era uma
tentativa desesperada de preservar o amor.
Para Marcelo, era uma confirmação de
abandono.
Talvez tenha sido ali que a história
dos dois realmente terminou.
Ou talvez tenha sido ali que ela
começou a permanecer para sempre.
Os anos passaram.
Daniela foi para a faculdade.
Marcelo construiu uma carreira.
Ambos tiveram outros
relacionamentos. Conheceram outras pessoas. Descobriram responsabilidades.
Pagaram contas. Perderam parentes. Mudaram de casa. Envelheceram.
A vida fez aquilo que sempre faz:
continuou.
Daniela aprendeu que partir não
significava necessariamente encontrar a felicidade. Descobriu cidades maiores,
pessoas diferentes e possibilidades que jamais teria encontrado permanecendo
naquela pequena cidade. Mas também descobriu que liberdade não elimina a
saudade.
Marcelo descobriu que ficar não
significa necessariamente permanecer no mesmo lugar. A oficina do pai mudou,
depois fechou. Ele construiu sua própria trajetória. Casou-se, teve filhos e
conheceu a responsabilidade de ser pai.
Durante muitos anos, nenhum dos dois
procurou o outro.
Não porque tivesse esquecido.
Mas porque algumas lembranças são
tão delicadas que as pessoas têm medo de tocá-las.
A fita cassete permaneceu com
Daniela.
Ela a encontrou muitas vezes entre
caixas antigas.
A capa estava amarelada.
A tinta azul quase desaparecera.
Mesmo assim, ainda era possível
reconhecer a letra de Marcelo.
Quando ouviu “Skyline Pigeon” muitos anos depois, sentiu algo estranho.
Não era exatamente tristeza.
Era uma espécie de saudade de uma
pessoa que já não existia.
Não porque Marcelo tivesse morrido.
Mas porque o Marcelo que ela
conhecera aos dezessete anos não existia mais.
E ela também não era mais aquela
Daniela.
Talvez a nostalgia seja justamente
isso: desejar voltar para um lugar onde nós mesmos já não cabemos.
Certa tarde, muitos anos depois,
Daniela voltou à cidade.
A antiga estação ferroviária estava
quase abandonada. Os trilhos permaneciam cobertos pelo mato. Algumas paredes
tinham sido tomadas pelo tempo. O lugar parecia menor do que em sua memória.
Ela caminhou lentamente pela
plataforma.
Foi então que viu Marcelo.
Por alguns segundos, nenhum dos dois
falou.
Ele estava mais velho.
Ela também.
Havia cabelos grisalhos onde antes
havia apenas juventude.
Havia marcas no rosto que não
existiam naquela época.
Mas os olhos eram reconhecíveis.
— Você voltou — disse Marcelo.
Daniela sorriu.
— Só por alguns dias.
Ele olhou para os trilhos.
— Eu sempre achei que você tivesse
ficado com raiva de mim.
Ela respirou profundamente.
— Eu achei que você tivesse
escolhido ir embora de mim.
Marcelo abaixou os olhos.
— Eu achei que você não tinha ido à
rodoviária porque não queria mais saber de mim.
Daniela ficou em silêncio.
Durante anos, os dois haviam
carregado versões diferentes da mesma história.
Nenhum deles tinha abandonado
completamente o outro.
Tinham apenas abandonado a
possibilidade de explicar.
Sentaram-se no banco antigo da
estação.
Conversaram durante horas.
Falaram sobre os pais.
Sobre a cidade.
Sobre a escola.
Sobre a oficina.
Sobre a faculdade.
Sobre os casamentos.
Sobre os filhos.
Sobre as perdas.
Sobre a juventude.
E finalmente falaram sobre aquela
manhã na rodoviária.
Daniela contou que escrevera uma
carta, mas nunca a entregara.
Marcelo contou que passou anos
imaginando que ela o odiava.
Os dois riram.
Não porque aquilo fosse engraçado.
Mas porque algumas dores envelhecem
tanto que, depois de certo tempo, começam a parecer absurdas.
— Nós éramos muito jovens — disse
Daniela.
— Jovens demais para entender o que
estávamos fazendo — respondeu Marcelo.
Ela olhou para os trilhos.
— Eu queria ir embora.
— Eu também.
— Só que eu queria que você fosse
comigo.
Marcelo sorriu.
— E eu queria que você entendesse
por que eu tinha medo.
Ela olhou para ele.
— Talvez a gente tenha esperado
demais um do outro.
— Talvez.
Ficaram em silêncio.
Não era mais o silêncio doloroso da
juventude.
Era um silêncio tranquilo.
Um silêncio de quem finalmente não
precisava exigir respostas.
Daniela percebeu então que ainda
amava Marcelo.
Mas descobriu também que amar não
significava necessariamente voltar.
Alguns sentimentos sobrevivem
justamente porque não são transformados em posse.
Ela compreendeu que não queria
recuperar os dezessete anos.
Queria apenas reconhecer que aqueles
anos haviam existido.
Marcelo também.
Ele não queria reconstruir o
passado.
Queria apenas fazer as pazes com
ele.
A música voltou a tocar naquela
noite.
Daniela colocou a velha gravação em
um aparelho que havia trazido consigo.
A qualidade era ruim.
Havia chiados.
A fita estava envelhecida.
Mesmo assim, a melodia permanecia.
Marcelo fechou os olhos.
Daniela ficou olhando pela janela.
Por alguns minutos, os dois voltaram
a ser adolescentes.
A pequena cidade parecia novamente
iluminada pelas lâmpadas amarelas dos postes.
A praça.
A escola.
A loja de discos.
A danceteria.
A antiga estação.
Tudo reaparecia dentro deles.
Mas, quando a música terminou, eles
continuaram sentados.
Não precisavam fingir que o tempo
não havia passado.
O tempo havia passado.
E talvez esse fosse o sentido mais
profundo daquela música para os dois.
“Skyline
Pigeon” já não era apenas uma canção sobre partir.
Era também uma canção sobre aquilo
que permanece quando alguém parte.
Daniela percebeu que algumas pessoas
entram em nossa vida não para permanecer nela para sempre, mas para nos mostrar
uma possibilidade de quem poderíamos ser.
Marcelo havia sido essa
possibilidade para ela.
Ela havia sido essa possibilidade
para ele.
Eles tinham sido jovens tentando
escapar das vidas que outras pessoas haviam imaginado para eles.
Talvez tivessem se amado antes de
aprender a amar.
Talvez tivessem se perdido antes de
aprender a conversar.
Talvez aquele amor nunca tivesse
sido feito para durar.
Mas isso não significava que tivesse
sido menor.
Ao contrário.
Existem amores que permanecem
justamente porque não foram destruídos pela rotina.
Permanecem intactos em algum lugar
da memória, onde o tempo não consegue alcançá-los completamente.
Antes de se despedirem, Marcelo
perguntou:
— Você vai embora amanhã?
— Vou.
Ele sorriu.
— Dessa vez você vai avisar?
Daniela riu.
— Dessa vez eu vou.
Abraçaram-se demoradamente.
Não havia promessa.
Não havia pedido para ficar.
Não havia planos secretos.
Na manhã seguinte, Daniela deixou a
cidade.
Marcelo não foi à rodoviária.
Dessa vez, não porque estivesse
magoado.
Mas porque sabia que algumas
despedidas não precisam de testemunhas.
No ônibus, Daniela colocou os fones
de ouvido.
A música começou.
Ela olhou pela janela.
A cidade foi ficando para trás
novamente.
As ruas.
A praça.
As casas.
A estação.
Tudo diminuía lentamente.
Daniela sorriu.
Não estava voltando para o passado.
Estava apenas levando consigo aquilo
que o passado havia lhe ensinado.
Marcelo, naquela mesma manhã,
caminhou até a antiga estação.
Ficou algum tempo olhando os
trilhos.
Pensou em Daniela.
Pensou em si mesmo aos dezessete
anos.
Pensou no rapaz que havia sido.
Era a tristeza serena de quem
finalmente compreende que algumas coisas não precisam ser recuperadas para
serem importantes.
O amor deles havia terminado.
Mas não havia fracassado.
Porque nem todo amor precisa durar
para sempre para ter sido verdadeiro.
Alguns amores terminam.
Outros aprendem a morar na memória.
E há aqueles que permanecem como uma
música antiga tocando baixinho em algum lugar da consciência, lembrando que um
dia fomos jovens, que um dia acreditamos que o mundo inteiro caberia dentro de
duas mãos dadas, e que talvez a vida seja justamente aprender a deixar partir
aquilo que amamos sem transformar a partida em esquecimento.
Daniela levou consigo a fita.
Marcelo ficou com a lembrança.
E a velha estação continuou ali,
entre os trilhos abandonados e o mato crescendo devagar, como se guardasse a
história de dois jovens que um dia acreditaram que o amor poderia impedir o
tempo.
Não poderia.
Ninguém pode.
Mas talvez o amor possa fazer outra
coisa.
Pode ensinar que aquilo que passa
não necessariamente desaparece.
Pode transformar uma tarde em
memória.
Uma música em saudade.
Uma estação em lembrança.
Um nome em silêncio.
E uma antiga história de amor em uma
espécie de pássaro imaginário que, mesmo depois de partir, continua voando
dentro de nós.
Daniela e Marcelo não ficaram juntos
para sempre.
Mas foram verdadeiros enquanto
estiveram juntos.
E talvez isso seja tudo o que o
tempo pode exigir de duas pessoas que um dia se amaram.
Que tenham sido verdadeiras.
Que tenham tentado.
Que tenham aprendido.
E que, quando a música voltar a
tocar muitos anos depois, ainda consigam sorrir, não porque desejam voltar, mas
porque finalmente compreenderam que algumas histórias não precisam de outro
final.
Precisam apenas de memória.
Possui graduação em Licenciatura em História pelo Centro Universitário Central Paulista (2005) - Unicep - São Carlos - SP, graduação em Filosofia pelo Centro Universitário Claretiano (2016) - Ceuclar - Campus de São José do Rio Preto – SP, Técnico em Comércio Exterior pelas Faculdades Eficaz, e atualmente cursa Serviços Jurídicos e Notoriais na Unimar. Escrevo regularmente para o site www.recantodasletras.com.br usando o pseudônimo ZACCAZ, mesclando poesia surrealista, com haikais e aldravias..Formado Especialista em Medina y Arte com ênfase em Gilles Deleuze e Equizoanálise onde é também pesquisador do Centro de Medicina y Arte de Rosário – Argentina, sendo o primeiro brasileiro a atuas nesse centro de pesquisa. Especialista em Ensino pela Ufscar, especialista em Psicopedagogia Institucional pela Fundepe – Unesp, Especialista em História da África pela Faculdade de Minas Gerais.
· Email: claytonalexandrezocarato@yahoo.com.br
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